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Conceitos e características principais
2 de dezembro de 1993 | Autor:

Psicose é o nome dado à doença onde existe uma total desestruturação e fragmentação da personalidade, pois, psique significa mente e ose traduz-se por destruição.

Acredita-se que as psicoses, especialmente as endógenas, sejam frutos da não ruptura da célula narcísica do complexo materno do Édipo, mas as descobertas da genética, mais especificamente da citogenética humana e da genética de populações, demonstram que as psicoses endógenas são frutos de mutações cromossômicas ou de erros na transcrição das informações do DNA no RNA mensageiro, onde este recebe incorretamente os códigos daquele no que tange a codificação e produção de determinadas enzimas ou proteínas atuantes no sistema nervoso central.

Para verificar esta assertiva, fizemos um levantamento estatístico em vários grupos familiares onde a psicose estava presente e constatamos que se trata de uma herança autossômica recessiva. Autossômica por estar vinculada a cromossomos formadores do corpo e não predomina nem no sexo masculino nem no feminino, aparecendo nos dois; recessiva porque só aparece em homozigose, em presença de dois genes alelos condicionadores da anomalia.

Na psicose temos alterações profundas e importantes no pensamento, atividade, postura e atitudes gerais. Divide-se em dois grandes grupos: endógenas e exógenas.

Psicoses endógenas são aquelas não vinculadas a quadros orgânicos, tendo como causa mutações gênicas onde um determinado par de alelos mutantes determinam a codificação de proteínas que provocam alterações no funcionamento do centro límbico e áreas conjugadas ocasionando, além de anomalias estruturais deste, os distúrbios de personalidade qualificados como mórbidos.

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Neurose Fóbica
2 de dezembro de 1993 | Autor:

Na neurose fóbica temos o quadro sintomático básico fundado nos medos (Fóbhosgr = medo).

Existem vários tipos de fobias:
a) agorafobia ou medo de lugares abertos – pode ser consequência de experiências ansiógenas com o aparecimento de medo intenso em lugares abertos como campos, parques e outros;
b) claustrofobia ou medo de lugares fechados – condicionamento de medo de lugar fechado como elevador, saunas, salas de reuniões pequenas e outras;
c) zoofobia ou medo de animais – pode ser condicionado pela agressão sofrida por animal;
d) acrofobia ou medo de lugares altos – pode ser ocasionado pelo medo de cair de algum lugar alto ou por medo ao ter viajado de avião.

Além destas, existem outras formas de neuroses fóbicas condicionadas, tais como a hidrofobia, a necrofobia e outras.

Não apenas o condicionamento pode determinar a neurose fóbica, mas também os deslocamentos de conflitos de um objeto desejado e proibido ou temido, mas aceito obrigatoriamente.

FREUD nos descreve o caso do pequeno Hans, ilustrando com clareza a fobia neurótica determinada por deslocamentos de conflito e ansiedade de uma situação de relação para uma situação simbólica, mas real.

Hans era um menino de aproximadamente seis anos de idade e estava atravessando o estágio paterno do complexo de Édipo, e como neste estágio o menino ama apaixonadamente a mãe e a deseja incestuosamente, passou a temer a hostilidade física e moral do pai. Temendo ser mutilado ou castigado pelo pai, este muito severo e autoritário e, ainda por cima, não podendo expressar sua frustração, ódio e medo deste pai, passou a deslocar o conflito e a transferir seu medo para algo que representasse e simbolizasse a hostilidade e severidade do pai e, para isso, Hans investiu sua fobia nos cavalos, pois, estes são agitados e agressivos, segundo sua concepção infantil.

A neurose fóbica eliciada por deslocamentos aparece na infância, mais especificamente, no estágio paterno do complexo de Édipo, enquanto as fobias neuróticas de condicionamento podem aparecer em qualquer época da vida.

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27 de janeiro de 1985
27 de janeiro de 1985 | Autor:

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