{"id":10340,"date":"2010-06-05T20:55:31","date_gmt":"2010-06-05T20:55:31","guid":{"rendered":"http:\/\/opatriota.org\/?p=10340"},"modified":"2022-02-15T03:26:27","modified_gmt":"2022-02-15T03:26:27","slug":"biografia-de-rick-wakeman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=10340","title":{"rendered":"Biografia de Rick Wakeman"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Richard Christopher Wakeman<\/strong> nasceu em 18 de maio de 1949 em Londres.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Antonio Carlos Saraiva Coelho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11315\" title=\"999\" src=\"http:\/\/opatriota.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/999-176x300.jpg\" alt=\"\" width=\"176\" height=\"300\" \/><\/strong>Come\u00e7ou a estudar piano muito cedo por influ\u00eancia de seu pai, Cyril Frank Wakeman, tamb\u00e9m pianista. Aos 10 anos Rick ganhava todos os concursos de piano dos quais participava. Na adolesc\u00eancia matriculou-se na \u201cAcademia Real de M\u00fasica\u201d mas n\u00e3o ficou por muito tempo. Os professores o achavam rebelde demais e n\u00e3o gostavam do modo como Rick interpretava certas pe\u00e7as cl\u00e1ssicas ao piano. Sua divers\u00e3o era fugir das aulas e se esconder no museu da Academia onde ficava horas tocando instrumentos antigos como o cravo. Quando deixou a academia, participou de alguns grupos musicais de jazz e blues sem alcan\u00e7ar muito sucesso. Tocava em bares e passou a dar aulas de piano. Logo arranjou emprego como m\u00fasico de est\u00fadio, passando a participar de centenas de grava\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios artistas, entre eles: Cat Stevens, Elton John, David Bowie e o grupo folk ingl\u00eas Strawbs. David Cousins, l\u00edder dos Strawbs, gostou tanto do trabalho de Rick que o convidou para fazer parte do grupo. Wakeman gravou dois discos como membro do Strawbs; \u201cJust a Collection of Antiques And Curios\u201d (1970) e \u201cFrom The Witchood\u201d (1971). Rick fazia um trabalho fant\u00e1stico em est\u00fadio, mas era ao vivo que realmente arrasava. Durante os shows do Strawbs sempre lhe davam um espa\u00e7o para que fizesse seus longos solos. Isso pode ser conferido no disco \u201cJust a Collection&#8230;\u201d gravado ao vivo. Os jornais especializados come\u00e7aram a comentar as atua\u00e7\u00f5es do cara. Num desses shows estavam na plat\u00e9ia Jon Anderson e Chris Squire do Yes. Ficaram impressionados com o que viram . Era justamente de algu\u00e9m como Rick que eles estavam precisando. Foi feito o contato e Rick apareceu para o ensaio do disco Fragile. J\u00e1 andava mesmo de saco cheio do Strawbs. . .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANOS 70, A MAGIA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Yes, Wakeman passou a se apresentar ao vivo rodeado de teclados. Usava tamb\u00e9m uma comprida capa brilhante que, junto com sua cabeleira loura, formava um tremendo visual. Com o Yes grava os discos \u201cFragile\u201d(1971), que foi muito bem recebido pela cr\u00edtica, \u201cClose to the Edge\u201d(1972), com a faixa t\u00edtulo ocupando um dos lados inteiros do LP, \u201cYessongs\u201d (1973) ao vivo, enquanto paralelamente prepara seu primeiro disco solo \u201cThe Six Wives Of Henry VIII\u201d (1973). Alguns trechos do que viria a ser esse trabalho podem ser apreciados j\u00e1 no disco \u201cYessongs\u201d. Come\u00e7am os rumores de que Rick estaria deixando o Yes para se dedicar a carreira solo. \u201cSix Wives\u201d \u00e9 considerado pela cr\u00edtica seu melhor trabalho at\u00e9 hoje. O disco era completamente instrumental e contava com a participa\u00e7\u00e3o de seus colegas do Yes, assim como alguns ex-colegas do Strawbs. Em 1973, ap\u00f3s a grava\u00e7\u00e3o do duplo \u201cTales From Topographic Oceans\u201d com o Yes, deixa o grupo em meio a muita briga. A cr\u00edtica massacrou esse disco. Rick tamb\u00e9m n\u00e3o gostou de \u201cTales From&#8230;\u201d, inclusive dando declara\u00e7\u00f5es negativas para a imprensa. Isso deixou o ambiente ainda mais carregado entre os outros membros da banda que j\u00e1 n\u00e3o suportavam mais o \u201cestrelismo\u201d de Wakeman. Rick parte para a carreira solo e no come\u00e7o de 1974 apresenta ao vivo o que viria a ser seu maior sucesso em todos os tempos, \u201cJourney To The Centre Of The Earth\u201d, uma \u00f3pera rock baseada no livro de Julio Verne, acompanhado da Orquestra Sinf\u00f4nica de Londres e do Coral de C\u00e2mara Ingl\u00eas, al\u00e9m de uma banda de rock e um narrador. O disco vendeu, e ainda vende, milh\u00f5es em todo o mundo e Rick definitivamente virou Superstar. Sai em turn\u00ea pela Europa, Estados Unidos, Jap\u00e3o e Austr\u00e1lia. Est\u00e1dios lotados e sucesso absoluto. Come\u00e7a ent\u00e3o a trabalhar em um projeto ainda mais arrojado tendo como tema a lenda do Rei Arthur. \u201cThe Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table\u201d de 1975 tamb\u00e9m conta com a participa\u00e7\u00e3o da Orquestra Sinf\u00f4nica de Londres e do Coral de C\u00e2mara Ingl\u00eas, al\u00e9m de uma banda de rock. Para as apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo Wakeman n\u00e3o deixou por menos e montou um bal\u00e9 no gelo ao estilo \u201cHoliday on Ice\u201d. O show foi um sucesso mas mesmo assim deu preju\u00edzo, tantas eram as pessoas envolvidas no projeto. A gravadora n\u00e3o topou mais bancar as megalomanias de Rick e o dinheiro come\u00e7ou a acabar. Durante a turn\u00ea, Rick Wakeman, ent\u00e3o com apenas 25 anos, sofre um princ\u00edpio de infarte sem maiores conseq\u00fc\u00eancias. A cr\u00edtica come\u00e7a a descer o pau e Rick decide acabar com as mega-apresenta\u00e7\u00f5es e passa a atuar apenas com sua banda de rock. Nesse mesmo ano lan\u00e7a a trilha sonora do filme \u201cLisztomania\u201d de Ken Russell, al\u00e9m de fazer uma ponta como ator no filme. No final de 75 recebe um convite da Rede Glodo para apresentar no Brasil a \u201cViagem ao Centro da Terra\u201d e o \u201cRei Arthur\u201d ao lado da Orquestra Sinf\u00f4nica Brasileira e do Coral da Universidade Gama Filho. O show fazia parte do encerramento do Projeto Aqu\u00e1rios daquele ano. O Projeto Aqu\u00e1rios era uma iniciativa da Rede Globo e visava popularizar a m\u00fasica cl\u00e1ssica. Dessa forma, nada melhor do que convidar Rick Wakeman para o encerramento. Como a Globo iria bancar todas as despesas com a orquestra e coral, Rick topou na hora. Aquele foi um dos primeiros grandes shows de Rock a passar pelo Brasil, antes de nosso pa\u00eds entrar na rota das bandas internacionais. Wakeman lotou o Maracan\u00e3zinho no Rio, o Gin\u00e1sio da Portuguesa em S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de se apresentar em outras capitais. As narra\u00e7\u00f5es foram feitas em portugu\u00eas pelos atores Paulo Autran, em S\u00e3o Paulo e Murilo Neri no Rio de Janeiro. Durante sua visita pelo Brasil jogou futebol no Maracan\u00e3 contra um time de artistas brasileiros entre os quais estavam Paulinho da Viola e Chico Buarque. Foi uma Festa! Em 76 lan\u00e7a o interessante \u201cNo Earthly Connection\u201d que acabou n\u00e3o vendendo muito. Pelos planos de Rick o disco seria um \u00e1lbum duplo, mas a gravadora n\u00e3o liberou o dinheiro necess\u00e1rio. Em 77, cheio de problemas financeiros e fugindo do imposto de renda ingl\u00eas, Rick passa a morar na Su\u00ed\u00e7a. Lan\u00e7a a trilha sonora \u201cWhite Rock\u201d e come\u00e7a a trabalhar no \u00f3timo \u201cCriminal Record\u201d. Ainda em 77, para surpresa dos f\u00e3s, Rick volta ao Yes, mas antes ainda participou da grava\u00e7\u00e3o de alguns discos do Black Sabbath como m\u00fasico de est\u00fadio. Como Rick n\u00e3o estava podendo por os p\u00e9s na Inglaterra, a banda resolve gravar seu novo disco, o fant\u00e1stico \u201cGoing For The One\u201d, na Su\u00ed\u00e7a. Wakeman ainda contou com a participa\u00e7\u00e3o dos colegas do Yes em \u201cCriminal Record\u201d, com certeza um de seus mais belos trabalhos. O movimento Punk havia come\u00e7ado na Europa e trabalhos elaborados como os de Rick ou Yes come\u00e7aram a perder a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e tamb\u00e9m das gravadoras. Isso tudo veio a se agravar com o lan\u00e7amento do filme \u201cOs Embalos de S\u00e1bado a Noite\u201d com John Travolta e o \u201cestouro\u201d da \u201cDiscomusic\u201d logo a seguir. O Yes lan\u00e7a em 79 \u201cTormato\u201d com um som um pouco mais &#8220;moderno&#8221; mas que n\u00e3o salvou o disco do fracasso. Nesse mesmo ano Wakeman lan\u00e7a o \u00e1lbum duplo \u201cRhapsodies\u201d incluindo a m\u00fasica \u201cPedra da G\u00e1vea\u201d feita em homenagem ao Rio de Janeiro e rompe com a gravadora A&amp;M da qual era contratado desde os tempos do Strawbs. Logo em seguida, no come\u00e7o de 1980, deixa mais uma vez o Yes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANOS 80, OS SELOS INDEPENDENTES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 81 assina com a gravadora Charisma e lan\u00e7a \u201c1984\u201d, \u00f3pera rock baseada no livro de George Orwell. O disco marca algumas mudan\u00e7as na carreira de Rick. Al\u00e9m da nova gravadora, pela primeira vez Wakeman pede ajuda de algu\u00e9m \u201cde fora\u201d para a composi\u00e7\u00e3o das letras. O escolhido foi Tim Rice, famoso pelo trabalho realizado anteriormente em outras \u00f3peras rock como \u201cEvita\u201d e \u201cJesus Cristo Supertar\u201d. Al\u00e9m da presen\u00e7a de uma orquestra e coral, o disco tem a participa\u00e7\u00e3o da cantora Chaka Kan e do vocalista do Yes, Jon Anderson, entre outros. A excurs\u00e3o inclui o Brasil onde mais uma vez lotou gin\u00e1sios. Ainda em 81, lan\u00e7a a trilha sonora para o filme \u201cThe Burning\u201d. No ano seguinte sai seu disco mais estranho at\u00e9 ent\u00e3o, \u201cRock\u2019n\u2019Roll Prophet\u201d, onde Rick se atreve a cantar. At\u00e9 ent\u00e3o sempre havia convidado cantores para participar de seus discos. O disco \u00e9 lan\u00e7ado pela gravadora independente Moon Records, o que logo o tornou uma raridade. Na contra capa do disco, Rick aparece ao lado da modelo e atriz inglesa Nina Carther, com quem viria a se casar. Nessa \u00e9poca Rick estava passando por uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, dois casamentos fracassados e problemas com a bebida alc\u00f3olica. O casamento com Nina teve importante papel na reabilita\u00e7\u00e3o de Rick. Passam a morar na Ilha de Man, na costa Inglesa, e adotam a religi\u00e3o Batista, que viria a influenciar os futuros trabalhos de Wakeman. Em 83, ainda pela Charisma, lan\u00e7a a trilha sonora oficial da copa do mundo de 82 \u201cG\u2019ol\u00e9!\u201d, seu \u00faltimo disco a ser lan\u00e7ado no Brasil at\u00e9 ent\u00e3o, e \u201cThe Cost Of Living \u201c tamb\u00e9m com a colabora\u00e7\u00e3o de Tim Rice. A partir desse ano, para desespero dos f\u00e3s colecionadores, seus discos passam a sair por gravadoras independentes europ\u00e9ias. Rick come\u00e7a a trabalhar em um ritmo cada vez mais fren\u00e9tico lan\u00e7ando at\u00e9 seis discos por ano. Trilhas sonoras, m\u00fasica New Age, discos pian\u00edsticos, rock e m\u00fasica religiosa. Muitos trabalhos s\u00e3o apenas curiosidades e interessam apenas aos colecionadores como por exemplo \u201cIn The Beginning\u201d de 1990, em que Rick faz apenas um fundo musical enquanto sua esposa Nina l\u00ea trechos da B\u00edblia. Dos trabalhos lan\u00e7ados durante os anos 80 podemos destacar os seguintes discos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O pian\u00edstico \u201cCountry Airs\u201d de 86, que deu in\u00edcio a uma trilogia que viria a ser completada com \u201cSea Airs\u201d (1989) e \u201cNight Airs\u201d (1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O ambicioso e bel\u00edssimo duplo \u201cThe Gospels\u201d de 1987, onde Rick faz quatro mini orat\u00f3rios de 20 minutos cada, um para cada Evangelho da B\u00edblia. Conta com a participa\u00e7\u00e3o do tenor Ramon Rem\u00e9dios e um coral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cA Suite Of Gods\u201d de 1988, outro bel\u00edssimo disco com sonoridade New Age gravado em parceria com o tenor Ramon Remedios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; &#8220;Time Machine&#8221; de 1988, disco basicamente de Rock que tem, entre outros convidados, o cantor Roy Wood da Electric Light Orchestra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1989, Rick Wakeman \u00e9 convidado por Jon Anderson a participar de um projeto que reuniria antigos membros do Yes. Ao lado de Steve Howe e Bill Bruford grava o disco \u201cAnderson, Bruford, Wakeman, Howe\u201d resgatando toda a sonoridade dos tempos \u00e1ureos do Yes. Inicialmente o quarteto iria adotar o nome de Yes, mas o baixista Chris Squire, que n\u00e3o quis de reunir aos antigos colegas, entrou com um processo na justi\u00e7a proibindo o uso do nome. O fato \u00e9 que o disco do \u201cABWH\u201d vendeu bem, o que originou uma bem sucedida turn\u00ea que pode ser conferida no CD duplo \u201cAn Evening Of Yes Music Plus\u201d e tamb\u00e9m no v\u00eddeo do mesmo nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANOS 90, A VOLTA DO PROGRESSIVO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos 90 come\u00e7am com uma certa nostalgia da d\u00e9cada de 70. V\u00e1rios \u201cdinossauros\u201d do Rock voltam \u00e0s atividades em suas forma\u00e7\u00f5es originais. Os discos de Rick Wakeman continuaram a ser lan\u00e7ados \u00e0s dezenas. Em 91, durante as grava\u00e7\u00f5es do que seria o segundo disco do \u201cABWH\u201d, Chris Squire aparece no est\u00fadio e \u00e9 convidado a tocar em algumas m\u00fasicas. Imediatamente, Jon Anderson tem uma id\u00e9ia mirabolante; reunir em um \u00fanico disco os principais m\u00fasicos que passaram pelo Yes. Foi a\u00ed que foi lan\u00e7ado o \u201cUnion\u201d, disco do Yes que re\u00fane pela primeira vez juntos o vocalista Jon Anderson, os guitarristas Steve Howe e Trevor Rabin, os tecladistas Rick Wakeman e Tony Kaye, o baixista Chris Squire e os dois bateristas Alan White e Bill Bruford. Ap\u00f3s o lan\u00e7amento do disco, saem em turn\u00ea pela Europa e Estados Unidos. Nunca se viu coisa igual na hist\u00f3ria do Rock. O palco ficou pequeno para tantas \u201cferas\u201d. Infelizmente, o que \u00e9 bom dura pouco. Como havia v\u00e1rios empres\u00e1rios e advogados envolvidos, logo come\u00e7aram os desentendimentos e Rick Wakeman mais uma vez deixa o Yes. Ainda foi convidado por Trevor Rabin para participar do disco \u201cTalk\u201d de 93, mas recusou. Em 93, junto com o filho Adam, tamb\u00e9m tecladista, lan\u00e7a o CD \u201cWakeman With Wakeman\u201d. Vem ao Brasil pela terceira vez e se apresenta ao lado do filho em v\u00e1rias capitais. Os dois inclusive concederam uma divertida entrevista no programa J\u00f4 Soares Onze e Meia. Adam passa a ter importante participa\u00e7\u00e3o nos futuros trabalhos do papai Rick, tanto em apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo como em est\u00fadio. Al\u00e9m disso o garoto tamb\u00e9m j\u00e1 tem sua pr\u00f3pria carreira com tr\u00eas discos solo j\u00e1 gravados. Os discos de Rick continuam saindo \u00e0s dezenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 90 destacamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cBlack Knights In The Court Of Ferdinand IV\u201d de 1990, ao lado do cantor e baterista italiano Mario Fasciano. O disco \u00e9 bel\u00edssimo e tem, como curiosidade, as can\u00e7\u00f5es todas cantadas no dialeto napolitano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O fant\u00e1stico \u201cKing John And The Magna Charter\u201d de 91, que apesar de n\u00e3o ser acompanhado por uma orquestra tem um som \u00e9pico muito parecido com o \u201cRei Arthur\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cRomance Of The Victorian Age\u201d de 1994, em que Rick ao lado do filho Adam interpreta belas composi\u00e7\u00f5es ao piano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cThe New Gospels\u201d de 1995, que \u00e9 uma vers\u00e3o revista e ampliada do belo \u201cThe Gospels\u201d, lan\u00e7ado originalmente em 87. Disco que reafirma com toda a for\u00e7a sua f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final de 1996, Rick Wakeman retorna mais uma vez ao Yes para algumas apresenta\u00e7\u00f5es e a grava\u00e7\u00e3o do disco \u201cKeys To Ascension\u201d. O CD era duplo, sendo que um dos discos tinha o registro de uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo e o outro faixas in\u00e9ditas gravadas em est\u00fadio. Houve um novo desentendimento. Wakeman queria que o disco com as grava\u00e7\u00f5es em est\u00fadio fosse lan\u00e7ado separadamente do disco ao vivo. Segundo ele, o Yes estaria desperdi\u00e7ando um \u00f3timo material de est\u00fadio lan\u00e7ando o disco naquele formato. Mais uma vez Wakeman estava fora do Yes e, segundo ele, definitivamente. \u00c9 esperar para ver. No ano seguinte, o Yes lan\u00e7a \u201cKeys To Ascension II\u201d, outro duplo no mesmo formato do anterior; um disco ao vivo e outro em est\u00fadio, ainda com a participa\u00e7\u00e3o de Rick nos teclados. A cr\u00edtica especializada adorou o disco de est\u00fadio, chegando at\u00e9 a compar\u00e1-lo a \u201cGoing For The One\u201d de 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RETORNO AO CENTRO DA TERRA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que acabou sua \u201cfase \u00e1urea\u201d no final dos anos 70, Rick Wakeman tem se virado como pode para fazer o tipo de m\u00fasica no qual sempre acreditou. Teve problemas financeiros, problemas de sa\u00fade e muitos de seus projetos continuam engavetados simplesmente por falta de uma gravadora que acredite nele. Para se ter uma id\u00e9ia da situa\u00e7\u00e3o de Rick, basta dizer que ele teve de vender os direitos autorais da maioria de suas obras, incluindo a\u00ed todos os cl\u00e1ssicos dos anos 70! O fato de n\u00e3o se render ao esquema das grandes gravadoras o obrigou, no come\u00e7o dos anos 80, a partir para os selos independentes. Mas nem tudo est\u00e1 perdido. No final de 1997 uma grande multinacional, a EMI Classics, ofereceu a Rick a oportunidade de gravar um novo \u201c\u00e9pico\u201d ao estilo de \u201cViagem ao Centro da Terra\u201d e \u201cRei Arthur\u201d. Imediatamente, Rick tirou de seu arquivo \u201cReturn To The Centre Of The Earth\u201d, obra em que ele vinha trabalhando h\u00e1 alguns anos, mas que n\u00e3o tinha esperan\u00e7as de vir a gravar algum dia. Depois que recebeu carta branca da EMI, rescreveu toda a obra e contratou a Orquestra Sinf\u00f4nica de Londres e o Coral de C\u00e2mara Ingl\u00eas. Escolheu como narrador o ator Patrick Stewart, mais conhecido como o capit\u00e3o Jean Luc Picard da s\u00e9rie Strar Treck a Nova Gera\u00e7\u00e3o. Convidou os cantores que queria, entre eles: Ozzy Osborne, Trevor Rabin do Yes e Justin Hayward do Mood Blues. Rick passou o ano de 98 inteiro trabalhando nas grava\u00e7\u00f5es, que foram feitas nos mais diferentes est\u00fadios da Europa e Estados Unidos. \u201cReturn To The Centre Of The Earth\u201d \u00e9 bem uma continua\u00e7\u00e3o de \u201cJourney To The Centre Of The Earth\u201d s\u00f3 que muito mais elaborada. \u201cReturn&#8230;\u201d tem o dobro do tamanho de \u201cJourney&#8230;\u201d, ou seja, mais de 75 minutos. O CD foi gravado no sistema \u201cDolby Surround\u201d isto \u00e9, o feliz propriet\u00e1rio de um aparelho \u201cHome Theater\u201d vai ter uma experi\u00eancia e tanto. Trata-se de uma obra prima, e \u00e9 imposs\u00edvel para um f\u00e3 de Rick Wakeman, que o acompanha desde o in\u00edcio, n\u00e3o se emocionar ao ouvir o CD. A EMI deu a Rick a id\u00e9ia de lan\u00e7ar \u201cReturn&#8230;\u201d em janeiro de 1999, justamente em comemora\u00e7\u00e3o aos 25 anos de \u201cJourney&#8230;\u201d. O problema \u00e9 que no final das grava\u00e7\u00f5es, em dezembro de 98, Wakeman teve novo problema de sa\u00fade. Uma forte pneumonia parou um de seus pulm\u00f5es e reduziu pela metade a capacidade do outro, devido a estafa a que Rick vinha se submetendo durante as grava\u00e7\u00f5es. Durante a fase de finaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhos ele simplesmente n\u00e3o dormia. Felizmente tudo correu bem, e em Mar\u00e7o de 1999 o disco foi lan\u00e7ado mundialmente, inclusive no Brasil. Mesmo com todo o agito em cima do lan\u00e7amento de Return&#8230;, Rick Wakeman n\u00e3o p\u00e1ra. S\u00f3 para se ter uma id\u00e9ia, no primeiro semestre de 1999, mesmo com o lan\u00e7amento de \u201cReturn&#8230;\u201d, foram lan\u00e7ados quatro CDs in\u00e9ditos por gravadoras independentes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cStella Bianca Alla Corte Di Re Ferdinando\u201d lan\u00e7ado somente na It\u00e1lia em parceria com o cantor e baterista Mario Fasciano, com quem j\u00e1 havia gravado \u201cBlack Knigths&#8230;\u201d em 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cWhite Rock II\u201d, instrumental<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u201cArt In Music Trilogy\u201d e The Natural World Trilogy\u201d, dois CDs triplos de sonoridade New Age.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro de 2000, foi lan\u00e7ado o CD pian\u00edstico \u201cPreludes To a Century\u201d e \u201cThe Chronicles Of Man\u201d, outro pian\u00edstico. Segundo Rick, j\u00e1 est\u00e3o compostas todas as m\u00fasicas para um trabalho a ser lan\u00e7ado em parceria com Keith Emerson! Rick Wakeman \u00e9 dono de uma das maiores e mais variadas discografias da hist\u00f3ria da m\u00fasica. \u00c9 imposs\u00edvel dizer com precis\u00e3o quantos trabalhos solo e participa\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizou at\u00e9 hoje. Quando pensamos que a cole\u00e7\u00e3o est\u00e1 completa, sempre ficamos sabendo de um outro disco que n\u00e3o consta dos cat\u00e1logos. Possivelmente nem o pr\u00f3prio Rick tenha id\u00e9ia da quantidade exata de trabalhos lan\u00e7ados. Para finalizar, fica a frase dita por Rick em uma entrevista; \u201cH\u00e1 apenas dois tipos de m\u00fasica; as que s\u00e3o lembradas e as que s\u00e3o esquecidas.\u201d Com certeza a m\u00fasica de Rick Wakeman tem lugar entre as m\u00fasicas que s\u00e3o lembradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OS HERDEIROS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois filhos de Rick Wakeman, tamb\u00e9m tecladistas, j\u00e1 come\u00e7aram suas carreiras. O mais conhecido \u00e9 Adam Wakeman, que tem acompanhado o pai nas excurs\u00f5es e tamb\u00e9m em alguns discos. J\u00e1 lan\u00e7ou alguns trabalhos solo sem muita import\u00e2ncia para o p\u00fablico do Rock Progressivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro herdeiro \u00e9 Oliver Wakeman. J\u00e1 lan\u00e7ou dois CDs. O primeiro \u00e9 o bel\u00edssimo instrumental \u201cHeaven\u2019s Isle\u201d. O segundo trabalho chama-se Jabberwocky e foi lan\u00e7ado no inicio de 1999 em parceria com o tamb\u00e9m tecladista Clive Nolan do grupo progressivo Pendragon. Trata-se de uma Opera-Rock muito parecida com os primeiros trabalhos de Rick. Alguns trechos lembram muito o No Earthly Connection de 1976. O disco tem v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es como por exemplo Peter Banks, o primeiro guitarrista do Yes. Rick Wakeman tamb\u00e9m faz participa\u00e7\u00e3o no disco, mas apenas como narrador! Uma verdadeira curiosidade. Indispens\u00e1vel para os f\u00e3s do Progressivo. Oliver tem v\u00e1rios projetos para o futuro pr\u00f3ximo, incluindo um outro trabalho com Clive Nolan. Vamos aguardar. Para saber mais sobre Rick Wakeman visite o site oficial em ingl\u00eas www.rwcc.com. Nele \u00e9 poss\u00edvel ver a discografia \u201cquase\u201d completa de Rick (oficial e at\u00e9 alguns piratas) com todas as capas dos discos e dados sobre as grava\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de not\u00edcias sobre suas \u00faltimas atividades e um cat\u00e1logo para a compra de CDs.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Richard Christopher Wakeman nasceu em 18 de maio de 1949 em Londres.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-10340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-videos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10340"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27780,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10340\/revisions\/27780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}