{"id":10346,"date":"2010-06-06T00:16:08","date_gmt":"2010-06-06T00:16:08","guid":{"rendered":"http:\/\/opatriota.org\/?p=10346"},"modified":"2024-10-15T18:51:53","modified_gmt":"2024-10-15T18:51:53","slug":"estrada-da-graciosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=10346","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Estrada da Graciosa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Partindo da BR-116, a 37 km de Curitiba, a Rodovia PR-410, Estrada da Graciosa, cujo percurso gen\u00e9rico d\u00e1-se no sentido NW-SE, corta a \u00e1rea correspondente ao Projeto Marumbi 1, em seu ponto m\u00e9dio transversal, sendo uma estrada de grande interesse tur\u00edstico, com tra\u00e7ado peculiar cheio de contornos, oferecendo v\u00e1rios atrativos paisag\u00edsticos e panor\u00e2micos, equipamentos para piquenique, quedas d&#8217;\u00e1gua e ribeir\u00f5es, apropriados para banho.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da Estrada em si, h\u00e1, em todo o percurso de aproximadamente 20 km, pontos como: Vista Engenheiro Lacerda, Vista Engenheiro Cavalcanti, Marco Hist\u00f3rico, pequena casa pr\u00f3xima ao Viaduto Engenheiro Cavalcanti, Caminho dos Jesu\u00edtas, ponte de ferro sobre o rio M\u00e3e Cativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa Estrada ligando Curitiba ao Litoral Paranaense come\u00e7ou a ser utilizada antes mesmo da chegada do homem branco \u00e0 regi\u00e3o; por algum tempo, foi a \u00fanica rota trafeg\u00e1vel permanente, transpondo a Serra do Mar. Hoje a Graciosa \u00e9, acima de tudo, uma via tur\u00edstica, com vistas espetaculares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Serpenteando atrav\u00e9s da serra, com seus paralelep\u00edpedos e pontes, ladeada por bicas de \u00e1guas cristalinas e rios cascateantes, compete com igualdade de condi\u00e7\u00f5es com a estrada de ferro Curitiba- Paranagu\u00e1 na prefer\u00eancia dos visitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se sabe exatamente quando foram conclu\u00eddas as obras da graciosa. Um relat\u00f3rio do engenheiro Francisco Monteiro Tourinho, datado de 1873, diz que s\u00f3 faltavam pequenos detalhes para o fim da constru\u00e7\u00e3o. Acredita-se, portanto que a estrada ficou pronta em mar\u00e7o daquele ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto original era ligando o porto de Antonina e Curitiba. Mais tarde foram constru\u00eddos os ramais de Morretes e Paranagu\u00e1. Em tempos mais remotos, no entanto, havia ali uma tribo de \u00edndios, conhecida como Peabir\u00e1, segundo o padre Ruiz de Mont\u00f3ia da Companhia de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Origem m\u00edstica<br \/>\n<\/strong>Segundo o Padre Ruiz de Mont\u00f3ia, o pr\u00f3prio S\u00e3o Tom\u00e9 Ap\u00f3stolo foi construtor da Graciosa. \u201cCerros e penhascos conservam as pegadas de S\u00e3o Tom\u00e9 em toda a extens\u00e3o do caminho de mais de 200 l\u00e9guas, com oito palmos de largura e nesse espa\u00e7o nascia certa erva muito mi\u00fada que dos dois lados crescia at\u00e9 quase meia vara e ainda quando se queimassem aqueles campos e veredas sempre nascia a erva do mesmo modo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teoria do Jesu\u00edta baseava-se no fato de que, quando chegou ao Brasil, os nativos e aventureiros chamavam a Estrada de \u201cCaminho do Pai Zum\u00e9\u201d. \u00c9 certo que foi palmilhada por Aleixo Garcia, em 1523, at\u00e9 o Peru. Nu\u00f1ez Cabeza de Vaca a percorreu em 1541, descobrindo as Cataratas do Igua\u00e7u. Tamb\u00e9m a trilharam os primeiros exploradores da regi\u00e3o, como Raposo Tavares, Jo\u00e3o Ramalho e seus companheiros de Santo Andr\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Via em disputa<br \/>\n<\/strong>A Graciosa surge como fruto de uma longa disputa entre duas cidades: Antonina e Paranagu\u00e1. Os parnanguaras defendiam a utiliza\u00e7\u00e3o da Estrada de Itupava, atual leito da Estrada de Ferro Curitiba-Paranagu\u00e1, para transpor a Serra do Mar. J\u00e1 os capelistas (antoninenses) preferiam a Graciosa menos \u00edngreme, e mais curta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pend\u00eancia come\u00e7ada em 1707 e mantida atrav\u00e9s de disputas permanentes, nas quais entravam em jugo, al\u00e9m da habilidade pol\u00edtica de uma ou de outra parte, os interesses comerciais, s\u00f3 acabou em 1820, quando D. Pedro I baixou a ordem r\u00e9gia, considerando de transito livre a Estrada da Graciosa, raz\u00e3o pela qual a estrada pode na realidade ser considerada 53 anos mais antiga. No entanto, em 1973 comemorou-se o centen\u00e1rio das melhorias introduzidas em 1873, alargando-a e lhe dando condi\u00e7\u00f5es de transito permanente, para tropas e carro\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente a rodovia BR-277 que liga Curitiba ao litoral, coloca a Graciosa em segundo plano como escoadouro de tr\u00e1fego, mas modernizada com revestimento asf\u00e1ltico e bem cuidada em seus canteiros de flores silvestres, a hist\u00f3rica estrada voltou a ganhar a prefer\u00eancia dos que desejam uma viagem sem engarrafamentos e cercada de in\u00fameras vistas panor\u00e2micas, at\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a concess\u00e3o da Rodovia BR-277 para explora\u00e7\u00e3o de ped\u00e1gio, a Graciosa voltou a receber tr\u00e1fego intenso de motoristas que n\u00e3o concordam ou n\u00e3o querem pagar o valor do ped\u00e1gio (R$12,50 em dezembro de 2009),\u00a0 tornando o turismo praticamente imposs\u00edvel por todo seu percurso. Veja na imagem abaixo, a quantidade de ve\u00edculos passando pelo posto de fiscaliza\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal na entrada da estrada, a partir da BR-116, sentido Curitiba \u2013 S\u00e3o Paulo. A imagem foi capturada por volta das 15 horas do domingo, 24 de janeiro de 2010, debaixo de muita chuva. Para se conseguir transitar com calma e conhecer os belos pontos tur\u00edsticos hoje em dia, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel durante a semana, mais precisamente de ter\u00e7a-feira \u00e0 quinta-feira, entre \u00e0s 7 horas da manh\u00e3 e \u00e0s 16 horas. Fora desse per\u00edodo, \u00e9 perda de tempo e estresse garantido.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20783\" style=\"margin: 5px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;\" onclick=\"window.open('https:\/\/antonini.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/imagem622.jpg', 'pop', 'toolbar=0, location=0, directories=0, status=0, menubar=0, scrollbars=0, copyhistory=0, resizable=1, width=1044, height=793, left=0, top=0'); if((navigator.appName=='Microsoft Internet Explorer' &amp;&amp; navigator.appVersion.substring(0,3)=='4.0')==false) pop.focus();\" alt=\"imagem622\" src=\"https:\/\/antonini.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/imagem622.jpg\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/antonini.psc.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/imagem622.jpg 1024w, https:\/\/antonini.psc.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/imagem622-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Clique para ampliar<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><video controls=\"controls\" width=\"560\" height=\"\"><source src=\"https:\/\/antonini.psc.br\/mp4\/4097.mp4\" type=\"video\/mp4\" \/><\/video><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partindo da BR-116, a 37 km de Curitiba, a Rodovia PR-410, Estrada da Graciosa, cujo percurso gen\u00e9rico d\u00e1-se no sentido NW-SE, corta a \u00e1rea correspondente ao Projeto Marumbi 1, em seu ponto m\u00e9dio transversal, sendo uma estrada de grande interesse tur\u00edstico, com tra\u00e7ado peculiar cheio de contornos, oferecendo v\u00e1rios atrativos paisag\u00edsticos e panor\u00e2micos, equipamentos para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-10346","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10346"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36836,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10346\/revisions\/36836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}