{"id":13375,"date":"2011-01-08T11:55:45","date_gmt":"2011-01-08T11:55:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cienciasdasaude.org\/portal\/?p=13375"},"modified":"2022-02-15T03:26:05","modified_gmt":"2022-02-15T03:26:05","slug":"tumores-pre-historicos-colocam-em-debate-o-peso-da-vida-moderna-no-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=13375","title":{"rendered":"Tumores pr\u00e9-hist\u00f3ricos colocam em debate o peso da vida moderna no c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quando escavaram uma colina de sepultamento na regi\u00e3o russa de Tuva, h\u00e1 aproximadamente dez anos, os arque\u00f3logos literalmente encontraram ouro. Encurvados no ch\u00e3o de uma sala interna havia dois esqueletos, um homem e uma mulher, cercados por indument\u00e1rias reais de 27 s\u00e9culos atr\u00e1s: toucas e mantos adornados com imagens de ouro de cavalos, panteras e outros animais sagrados.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/cancer-pre-historico.jpg\" width=\"323\" height=\"291\" \/>Mas para os paleopatologistas &#8211; estudiosos das doen\u00e7as antigas -, o tesouro mais rico era a abund\u00e2ncia de tumores em praticamente todos os ossos do corpo masculino. O diagn\u00f3stico: o caso de c\u00e2ncer na pr\u00f3stata mais antigo de que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3stata em si j\u00e1 havia se desintegrado h\u00e1 muito tempo. Por\u00e9m, c\u00e9lulas malignas da gl\u00e2ndula haviam migrado seguindo um padr\u00e3o familiar, deixando cicatrizes identific\u00e1veis. Prote\u00ednas extra\u00eddas do osso testaram positivo para PSA (sigla em ingl\u00eas para ant\u00edgeno prost\u00e1tico espec\u00edfico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frequentemente considerado uma doen\u00e7a moderna, o c\u00e2ncer sempre esteve conosco. Onde os cientistas discordam \u00e9 sobre o quanto ele foi amplificado pelos doces e amargos frutos da civiliza\u00e7\u00e3o. Ao longo das d\u00e9cadas, arque\u00f3logos descobriram cerca de 200 casos poss\u00edveis de c\u00e2ncer datando de tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos. No entanto, considerando-se as dificuldades de extrair estat\u00edsticas de ossos antigos, isso significa pouco ou muito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um recente relat\u00f3rio de dois egipt\u00f3logos, publicado na revista &#8220;Nature Reviews: Cancer&#8221;, revisou a literatura, concluindo que existe uma &#8220;arrebatadora raridade de perversidades&#8221; em antigos restos mortais humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A raridade do c\u00e2ncer na antiguidade sugere que tais fatores se limitam a sociedades que s\u00e3o afetadas por quest\u00f5es da vida moderna, como o uso do tabaco e a polui\u00e7\u00e3o industrial&#8221;, escreveram os autores, A. Rosalie David, da Universidade de Manchester, e Michael R. Zimmerman, da Universidade Villanova. Tamb\u00e9m entram na lista obesidade, h\u00e1bitos alimentares, pr\u00e1ticas sexuais e reprodutivas, e outros fatores frequentemente alterados pela civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na internet, relatos da m\u00eddia fizeram a quest\u00e3o soar inequ\u00edvoca: &#8220;O c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a criada pelo homem&#8221;; &#8220;A cura para o c\u00e2ncer: viver como em nos velhos tempos&#8221;. Mesmo assim, muitos especialistas m\u00e9dicos e arque\u00f3logos n\u00e3o ficaram t\u00e3o impressionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Expectativa de vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o existem raz\u00f5es para achar que o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a nova&#8221;, disse Robert A. Weinberg, um pesquisador de c\u00e2ncer do Instituto Whitehead de Pesquisa Biom\u00e9dica, em Cambridge, Massachusetts, e autor do livro did\u00e1tico &#8220;A Biologia do C\u00e2ncer&#8221;. &#8220;Em tempos passados, a doen\u00e7a era menos comum porque as pessoas acabavam morrendo cedo, por outros motivos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra considera\u00e7\u00e3o, segundo ele, \u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o na tecnologia m\u00e9dica: &#8220;Hoje, n\u00f3s diagnosticamos muitos c\u00e2nceres &#8211; de mama e de pr\u00f3stata &#8211; que, em \u00e9pocas passadas, teriam passado despercebidos e sido levados ao t\u00famulo quando a pessoa morresse de outras causas, n\u00e3o relacionadas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com tudo isso sendo contabilizado, existe um problema fundamental em estimar a ocorr\u00eancia de c\u00e2ncer na antiguidade. Duzentos casos podem n\u00e3o parecer muito. Mas a escassez de evid\u00eancias n\u00e3o \u00e9 uma prova de escassez. Tumores podem permanecer ocultos dentro dos ossos, e aqueles que fazem seu caminho para fora podem fazer com que o osso se desintegre e desapare\u00e7a. Mesmo com todos os esfor\u00e7os dos arque\u00f3logos, somente uma fra\u00e7\u00e3o da pilha de ossos humanos foi coletada, sendo imposs\u00edvel saber o que permanece escondido por baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anne L. Grauer, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Paleopatologia e antrop\u00f3loga da Universidade Loyola de Chicago, estima que existam cerca de 100 mil esqueletos nas cole\u00e7\u00f5es osteol\u00f3gicas do mundo todo, e uma grande maioria n\u00e3o foi examinada por raios-X ou estudada com t\u00e9cnicas mais modernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo uma an\u00e1lise da Ag\u00eancia de Refer\u00eancia da Popula\u00e7\u00e3o, o total acumulado de todos que viveram e morreram at\u00e9 o ano 1 d.C. j\u00e1 se aproximava de 50 bilh\u00f5es, e havia quase dobrado em 1750 (essa an\u00e1lise refuta a comum afirma\u00e7\u00e3o de que haveria mais pessoas vivas hoje do que o total que j\u00e1 viveu na terra). Se essa conta se confirmar, o n\u00famero de esqueletos no banco de dados arqueol\u00f3gico mal representaria um d\u00e9cimo mil\u00e9simo de 1 por cento do total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa min\u00fascula amostra, nem todos os restos mortais est\u00e3o completos. &#8220;Por um bom tempo, os arque\u00f3logos s\u00f3 coletaram cr\u00e2nios&#8221;, afirmou Heather J.H. Edgar, curadora de osteologia humana do Museu Maxwell de Antropologia da Universidade do Novo M\u00e9xico. &#8220;Para a maioria, n\u00e3o h\u00e1 como saber o que o resto dos esqueletos poderia dizer sobre a sa\u00fade daquelas pessoas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o como os cientistas podem avaliar, por exemplo, a import\u00e2ncia dos poucos exemplos fossilizados de osteossarcoma, um raro c\u00e2ncer nos ossos que afeta principalmente pessoas jovens? O caso mais antigo foi provavelmente encontrado em 1932, pelo antrop\u00f3logo Louis Leakey, num parente pr\u00e9-hist\u00f3rico do homem. Hoje, a incid\u00eancia anual de osteossarcoma entre jovens com menos de 20 anos \u00e9 de aproximadamente cinco casos a cada 1 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Seria preciso examinar dez mil indiv\u00edduos para encontrar um caso&#8221;, disse Mel Greaves, professor de biologia celular no Instituto de Pesquisa do C\u00e2ncer, na Inglaterra, e autor de &#8220;Cancer: The Evolutionary Legacy&#8221; (C\u00e2ncer: O legado evolutivo, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Ainda n\u00e3o foi examinado um n\u00famero suficiente de restos mortais adolescentes, disse ele, para chegar a uma conclus\u00e3o significativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem mais complica\u00e7\u00f5es: mais de 99% dos casos de c\u00e2ncer se originam n\u00e3o nos ossos, mas em \u00f3rg\u00e3os mais macios, que entram rapidamente em decl\u00ednio. A menos que o c\u00e2ncer se espalhe para os ossos, ele provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 registrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00famias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teoricamente, as m\u00famias antigas seriam uma exce\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, tamb\u00e9m aqui as descobertas foram poucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas em raras ocasi\u00f5es os patologistas conseguem colocar as m\u00e3os numa m\u00famia comparativamente recente, como Ferrante 1\u00ba de Aragon, rei de N\u00e1poles, morto em 1494. Quando seu corpo foi autopsiado, cinco s\u00e9culos depois, descobriram que um adenocarcinoma, que come\u00e7a em tecidos glandulares, havia se espalhado aos m\u00fasculos da bacia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo molecular revelou um erro tipogr\u00e1fico num gene que regula a divis\u00e3o celular &#8211; um G havia se tornado um A -, o que sugeria c\u00e2ncer colorretal. A causa, segundo os autores, poderia ser um consumo exagerado de carne vermelha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos anos, centenas de m\u00famias eg\u00edpcias e sulamericanas geraram alguns outros casos. Um raro tumor, chamado rabdomiosarcoma, foi encontrado no rosto de uma crian\u00e7a chilena que viveu em algum ponto entre 300 e 600 d.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zimmerman, coautor da recente revis\u00e3o, descobriu um carcinoma retal numa m\u00famia do per\u00edodo entre 200 e 400 d.C., e ele confirmou o diagn\u00f3stico com uma an\u00e1lise microsc\u00f3pica do tecido &#8211; a primeira, segundo ele, na paleopatologia eg\u00edpcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A verdade \u00e9 que o n\u00famero de m\u00famias e esqueletos realmente antigos com evid\u00eancias de c\u00e2ncer \u00e9 insignificante&#8221;, explicou ele. &#8220;Simplesmente n\u00e3o conseguimos encontrar nada como a incid\u00eancia moderna de c\u00e2ncer&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a expectativa de vida m\u00e9dia fosse menor no Egito antigo do que atualmente, Zimmerman afirma que muitos indiv\u00edduos, especialmente os ricos, viviam tempo o bastante para contrair outras doen\u00e7as degenerativas. Sendo assim, por que n\u00e3o o c\u00e2ncer?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros especialistas sugeriram que a maioria dos tumores teria sido destru\u00edda pelos invasivos rituais da mumifica\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia. Por\u00e9m, num estudo publicado em 1977, Zimmerman mostrou que era poss\u00edvel as evid\u00eancias sobreviverem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um experimento, ele coletou o f\u00edgado de um paciente moderno que havia sucumbido ao c\u00e2ncer metast\u00e1tico no c\u00f3lon, o secou num forno e em seguida o reidratou &#8211; demonstrando, segundo ele, que &#8220;as caracter\u00edsticas do c\u00e2ncer s\u00e3o bem preservadas pela mumifica\u00e7\u00e3o, e que tumores mumificados ficam, na realidade, mais bem preservados que o tecido comum&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esqueletos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos esqueletos, por\u00e9m, o problema permanece: considerando-se o tamanho reduzido da amostra, exatamente quanto de c\u00e2ncer os cientistas deveriam esperar encontrar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se ter uma ideia por alto, Tony Waldron, paleopatologista da University College London, analisou relatos de mortalidade humana de 1901 a 1905 &#8211; per\u00edodo recente o bastante para garantir registros razoavelmente bons, e antigo o bastante para evitar contaminar os dados com, por exemplo, o pico do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas devido \u00e0 popularidade do cigarro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contabilizando varia\u00e7\u00f5es na expectativa de vida e a probabilidade de diferentes males se espalharem aos ossos, ele estimou que, numa &#8220;montagem arqueol\u00f3gica&#8221;, o c\u00e2ncer poderia ser esperado em menos de 2% dos esqueletos masculinos, e entre 4 e 7% dos esqueletos femininos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andreas G. Nerlich e colegas, em Munique, testaram a previs\u00e3o em 905 esqueletos de duas necr\u00f3poles eg\u00edpcias da antiguidade. Com a ajuda de raios-X e exames de tomografia computadorizada, eles diagnosticaram cinco c\u00e2nceres &#8211; n\u00famero compat\u00edvel com as expectativas de Waldron. E, conforme previam suas estat\u00edsticas, 13 c\u00e2nceres foram encontrados em 2.547 restos mortais enterrados num oss\u00e1rio do sul da Alemanha entre 1400 e 1800 d.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ambos os grupos, segundo os autores, os tumores malignos &#8220;n\u00e3o apareceram numa quantidade significativamente menor que a esperada&#8221;, em compara\u00e7\u00e3o com a Inglaterra do in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Eles conclu\u00edram que &#8220;a atual eleva\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia de tumores nas popula\u00e7\u00f5es presentes est\u00e1 muito mais relacionada ao aumento da expectativa de vida do que a fatores b\u00e1sicos ambientais ou gen\u00e9ticos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com t\u00e3o pouco material para prosseguir, a arqueologia pode nunca obter uma resposta definitiva. &#8220;Podemos dizer que o c\u00e2ncer certamente existia, e provavelmente numa frequ\u00eancia menor do que a atual&#8221;, disse Arthur C. Aufderheide, professor em\u00e9rito de patologia na Universidade de Minnesota e co-autor da Enciclop\u00e9dia de Paleopatologia de Cambridge. Esse pode ser o m\u00e1ximo de certeza que jamais teremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme os cientistas continuam investigando, pode haver algum consolo em saber que o c\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 inteiramente culpa da civiliza\u00e7\u00e3o. No curso natural da vida, as c\u00e9lulas de uma criatura precisam estar constantemente se dividindo &#8211; milh\u00f5es de vezes por segundo. Algumas vezes, algo sair\u00e1 errado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando voc\u00ea cria complexos organismos multicelulares e permite que c\u00e9lulas individuais proliferem, o c\u00e2ncer se torna uma inevitabilidade&#8221;, disse Weinberg, do Instituto Whitehead. &#8220;Ele \u00e9 simplesmente uma consequ\u00eancia da crescente entropia, crescente desordem&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele n\u00e3o estava sendo fatalista. Ao longo das gera\u00e7\u00f5es, os corpos criaram barreiras formid\u00e1veis para manter c\u00e9lulas rebeldes na linha. Parar de fumar, perder peso, comer alimentos saud\u00e1veis e tomar outras medidas preventivas pode adiar o c\u00e2ncer por d\u00e9cadas. At\u00e9 morrermos de outra coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Se viv\u00eassemos por tempo suficiente&#8221;, observou Weinberg, &#8220;mais cedo ou mais tarde todos n\u00f3s ter\u00edamos c\u00e2ncer&#8221;.<\/p>\n<div id=\"credito-texto\">\n<div id=\"autor\">Por <strong>George Johnson<\/strong><\/div>\n<div id=\"local-noticia\">The New York Times<\/div>\n<div>Transcrito do <strong>UOL Not\u00edcias<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando escavaram uma colina de sepultamento na regi\u00e3o russa de Tuva, h\u00e1 aproximadamente dez anos, os arque\u00f3logos literalmente encontraram ouro. 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