{"id":1381,"date":"2009-02-11T21:38:41","date_gmt":"2009-02-11T23:38:41","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=1381"},"modified":"2022-02-15T03:29:39","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:39","slug":"infeccao-e-alteracoes-reativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=1381","title":{"rendered":"Infec\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es reativas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Altera\u00e7\u00f5es reativas nas c\u00e9lulas s\u00e3o normalmente inespec\u00edficas e independentes do fator causal. A infec\u00e7\u00e3o \u00e9 uma causa comum, mas a rea\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m segue o trauma e concomitantemente repara\u00e7\u00e3o tecidual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso da c\u00e9rvix o trauma inclui medidas terap\u00eauticas tais como cauteriza\u00e7\u00e3o, diatermia e laser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Altera\u00e7\u00f5es celulares espec\u00edficas s\u00e3o tamb\u00e9m vistas as quais alguns casos indicar\u00e3o o fator estimulador prov\u00e1vel. Tais altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o vistas ap\u00f3s radioterapia ou quando drogas citot\u00f3xicas ou ester\u00f3ides foram dados. Infec\u00e7\u00f5es por v\u00edrus tamb\u00e9m podem produzir altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas nas c\u00e9lulas. Al\u00e9m disso, reconhecendo mudan\u00e7as reativas, \u00e9 freq\u00fcentemente poss\u00edvel identificar o agente infeccioso no esfrega\u00e7o cervical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agentes infecciosos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/051_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">51. <strong>Infec\u00e7\u00e3o bacteriana.<\/strong> A flora bacteriana normal consiste de lactobacilos extras foram vistos em 6. Neste campo h\u00e1 uma n\u00e9voa coccacea densa a qual indica infec\u00e7\u00e3o bacteriana, mas a cultura \u00e9 necess\u00e1ria para identificar o agente respons\u00e1vel. (X 33)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/052_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">52. <strong>Infec\u00e7\u00e3o por Gardnerella: c\u00e9lulas alvo. <\/strong>Esses organismos eram originalmente classificados como Haemophilus vaginalis e foram reconhecidos como causadores de uma variedade espec\u00edfica de vaginites por Gardner e Dukes (1955). Foi mais tarde reclassificado como Corynebacterium vaginalis e agora referido como Gardnerella em tributo ao trabalho de Gardner. Em seu trabalho Gardner e Dukes descreveram c\u00e9lulas isoladas dispersas atrav\u00e9s do esfrega\u00e7o, as quais tinham uma camada sobreposta de coco-bacilos. Estes foram chamados de &#8220;c\u00e9lulas alvo&#8221; e quando vistas no esfrega\u00e7o indicam a presen\u00e7a de infec\u00e7\u00e3o por Gardnerella. Contudo, seria sensato confirmar por cultura, como um trabalho de Levison et al. (1979) e que sugere que a associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o segura como foi indicada pelos autores iniciais. (X 160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/053_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">53. <strong>Grumos bacterianos. <\/strong>Bact\u00e9rias podem apresentar-se como grumos densos, mas isto n\u00e3o \u00e9 um achado espec\u00edfico e a cultura \u00e9 necess\u00e1ria para identificar organismo causador. (X 160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/054_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">54. <strong>Trichomonas vaginalis.<\/strong> As tricomonas s\u00e3o uma das causas comuns de leucorr\u00e9ia e est\u00e3o usualmente associados com infec\u00e7\u00e3o bacteriana mista, como visto neste campo. A rea\u00e7\u00e3o \u00e0 colora\u00e7\u00e3o, forma e tamanho destes microrganismos varia, mas neste exemplo eles aparecem como forma de p\u00earas arredondadas com citoplasma cian\u00f3filo e n\u00facleo claro, pequeno, alongado e exc\u00eantrico freq\u00fcentemente referidos como &#8220;olho de mongol&#8221;. Os flagelos n\u00e3o s\u00e3o vistos em material fixado \u00e1lcool. (X 160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/055_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">55. <strong>Trichomonas vaginalis. <\/strong>Em grande aumento este campo mostra m\u00e3o \u00fanica tricomona com c\u00e9lulas intermedi\u00e1rias as quais apresentou um fino halo perinuclear com bordas borradas. Esta \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria n\u00e3o espec\u00edfica que deve ser distinguida dos halos maiores com bordas bem definidas vistos na coilocitose (ver 127 e seguintes). (X 400)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/056_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">56.<strong>Trichomonas vaginalis: padr\u00e3o de c\u00e9lulas inflamat\u00f3rio.<\/strong> Uma tricomon\u00edase \u00e9 freq\u00fcentemente o associado com um padr\u00e3o celular inflamat\u00f3rio no qual os polimorfos rodeiam as c\u00e9lulas dando uma apar\u00eancia de &#8220;chumbo grosso&#8221; ou &#8220;bala de canh\u00e3o&#8221;. Este aspecto tem sido descrito como espec\u00edfico para a infec\u00e7\u00e3o por Trichomonas, mas uma apar\u00eancia similar revista no esfrega\u00e7o de p\u00f3s-radia\u00e7\u00e3o (113) e deveria ocorrer em algumas infec\u00e7\u00f5es bacteriana. (X 62)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/057_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">57. <strong>Trichomonas vaginalis.<\/strong> Ocasionalmente a tricomona tem os gr\u00e2nulos vermelhos no citoplasma como visto no campo. O significado disto n\u00e3o \u00e9 conhecido. (X 400)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/058_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">58. <strong>Trichomonas vaginalis e Leptothrix.<\/strong> Tricomona s\u00e3o freq\u00fcentemente vistas com Leptothrix sapr\u00f3fitas. Neste campo o Leptothrix \u00e9 visto como umas ramifica\u00e7\u00f5es finais as quais apresentam-se como uma linha isolada. Eles devem ser diferenciados da Candida. (X 160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/059_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">59. <strong>Trichomonas vaginalis e herpes.<\/strong> Infec\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas s\u00e3o comuns. Neste campo tricomonas com citoplasma e eosin\u00f3filo s\u00e3o vista junto com uma nuvem bacteriana e c\u00e9lulas mostrando altera\u00e7\u00f5es citoplasm\u00e1ticas causadas pela infec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus herpes (ver 121 e seguintes). (X 160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/060_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">60. <strong>Candida.<\/strong> Esta \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o por fungos \u00e0 qual \u00e9 comum durante a gesta\u00e7\u00e3o e em mulheres usando contraceptivo oral. Isto causam uma leucorr\u00e9ia espessa, branca, com aspecto de leite coalhado sendo referida coloquialmente como &#8220;sapinho&#8221;. No esfrega\u00e7o cervical \u00e9 prefer\u00edvel identificar ambos, esporos e hifas como o visto neste campo, antes de estabelecer o diagn\u00f3stico. A hifas como visto neste campo, s\u00e3o vistas segmentadas e se parecem com uma dupla &#8220;linha de trem&#8221;. Comparar com Leptothrix em 58. (X160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/061_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">61. <strong>Candida.<\/strong> Al\u00e9m dos esporos e hifas este campo mostra grupamento de c\u00e9lulas escamosas. Este pode alertar o escrutinador para procurar pela presen\u00e7a de Candida. (X160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/062_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">62. <strong>Candida.<\/strong> O grande aumento mostra a morfologia de esporos e hifas mais claramente. Para identifica\u00e7\u00e3o precisa do tipo de fungo a cultura \u00e9 necess\u00e1ria. O grupo Candida \u00e9 achado mais comumente, assim alguns laborat\u00f3rios usam esta terminologia. Outros preferem ser menos espec\u00edficos e relatam &#8220;vistos esporos de fungos e hifas&#8221;. (X 400)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/063_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">63. <strong>Actinomyces.<\/strong> Actinomyces s\u00e3o encontrados em esfrega\u00e7os de mulheres usando um DIU (Gruppa et. al, 1976). Quando associado com dor p\u00e9lvis e sangramento irregular poderia ser causa de doen\u00e7a inflamat\u00f3ria p\u00e9lvica. Nestes casos o DIU \u00e9 retirado para cultura confirmat\u00f3ria, mas na falta de sintomas \u00e9 usual a notar o achado sem a\u00e7\u00e3o adicional. (X 400)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/064_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">64. <strong>Actinomyces.<\/strong> Um outro exemplo, com borr\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o eosinof\u00edlica. (X 160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/065_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">65. <strong>Actinomyces.<\/strong> Confirma\u00e7\u00e3o por cultura \u00e9 dif\u00edcil a menos que o DIU possa ser removido e feito sua cultura. A apar\u00eancia morfol\u00f3gica de fios perif\u00e9ricos estendendo de uma \u00e1rea central densa pode ser imitada por uma cole\u00e7\u00e3o de fragmentos de restos. Contudo estes s\u00e3o usualmente gram-negativos, enquanto os Actinomyces s\u00e3o Gram-positivos. Este esfrega\u00e7o corado com Gram mostra uma rea\u00e7\u00e3o positiva. Neste caso a presen\u00e7a de Actinomyces foi confirmada pela cultura. (colora\u00e7\u00e3o Gram, X 620)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/066_JPG.jpg\" width=\"560\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">66.<strong>Chlamydia.<\/strong> Um diagn\u00f3stico firme de Chlamydia deve ser feito por cultura (a qual \u00e9 dif\u00edcil) ou por resposta ant\u00edgeno\/anticorpo. Em esfrega\u00e7os cervicais as caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas que causam suspeita de Chlamydia incluem uma rea\u00e7\u00e3o linfocit\u00e1ria similar \u00e0 da cervicite folicular. Esta \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o vista neste campo. Al\u00e9m disso, corpos elementares coc\u00f3ides eosinof\u00edlicos livres s\u00e3o vistos no citoplasma finalmente vacuolizado das c\u00e9lulas infectadas e mais particularmente quando os corp\u00fasculos de inclus\u00e3o e est\u00e3o moldados em vac\u00faolos perinucleares. Esta caracter\u00edstica n\u00e3o \u00e9 vista neste exemplo, mas a presen\u00e7a de Chlamydia foi confirmada por imunofluoresc\u00eancia. (Grupta et al. 1979). (X 250)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Altera\u00e7\u00f5es reativas nas c\u00e9lulas s\u00e3o normalmente inespec\u00edficas e independentes do fator causal. A infec\u00e7\u00e3o \u00e9 uma causa comum, mas a rea\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m segue o trauma e concomitantemente repara\u00e7\u00e3o tecidual. No caso da c\u00e9rvix o trauma inclui medidas terap\u00eauticas tais como cauteriza\u00e7\u00e3o, diatermia e laser. Altera\u00e7\u00f5es celulares espec\u00edficas s\u00e3o tamb\u00e9m vistas as quais alguns casos indicar\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[81],"tags":[],"class_list":["post-1381","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-citologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1381","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1381"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1381\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29713,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1381\/revisions\/29713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1381"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}