{"id":1397,"date":"2009-02-11T22:15:02","date_gmt":"2009-02-12T00:15:02","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=1397"},"modified":"2022-08-26T00:39:28","modified_gmt":"2022-08-26T00:39:28","slug":"vaginite-atrofica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=1397","title":{"rendered":"Vaginite atr\u00f3fica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Esfrega\u00e7os de mulheres p\u00f3s-menop\u00e1usicas com vaginite atr\u00f3fica mostram uma variedade ampla de altera\u00e7\u00f5es celulares resultantes da associa\u00e7\u00e3o com infec\u00e7\u00e3o inespec\u00edfica. Em alguns casos o grau de anormalidade pode ser t\u00e3o acentuado que causa suspeita de discariose. Com este grau de anormalidade \u00e9 aconselh\u00e1vel repetir o esfrega\u00e7o ap\u00f3s o uso de creme estrog\u00eanico por quatro semanas. O tratamento causa matura\u00e7\u00e3o do epit\u00e9lio escamoso pelo efeito direto de estr\u00f3geno no \u00f3rg\u00e3o alvo (vagina). Este \u00e9 mais seguro que o estr\u00f3geno sist\u00eamico, j\u00e1 que a resposta do \u00f3rg\u00e3o alvo varia com o tratamento sist\u00eamico. Al\u00e9m disso, o epit\u00e9lio atr\u00f3fico \u00e9 fino e facilmente traumatiz\u00e1vel. A les\u00e3o pode ser microsc\u00f3pica, mas \u00e9 refletida pelo conte\u00fado do esfrega\u00e7o. Em tr\u00eas casos histi\u00f3citos e polimorfos est\u00e3o presentes com histi\u00f3citos multinucleados e fibroblasto, os quais sugerem uma rea\u00e7\u00e3o granulomatosa como a vista no tecido de granula\u00e7\u00e3o. Ulcera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica tamb\u00e9m resulta em um quadro celular caracter\u00edstico e esta pode ocorrer em mulheres com prolapso ulcerado ou em quem est\u00e1 usando an\u00e9is pess\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/090_jpg.jpg\" width=\"560\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">90. <strong>Vaginite atr\u00f3fica.<\/strong> Este campo mostra um aspecto comum com fundo seroro, hem\u00e1cias e c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias obscurecendo um esfrega\u00e7o atr\u00f3fico. A rea\u00e7\u00e3o \u00e0 colora\u00e7\u00e3o \u00e9 pobre por causa de alguma secagem antes da fixa\u00e7\u00e3o. (X 40)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/091_jpg.jpg\" width=\"560\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">91. <strong>Vaginite atr\u00f3fica: \u201cmanchas azuis\u201d.<\/strong> Este \u00e9 um outro exemplo de vaginite atr\u00f3fica com c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias, muitos restos no fundo e c\u00e9lulas parabasais mostrando altera\u00e7\u00f5es degenerativas variadas. No centro do campo est\u00e1 uma estrutura redonda corada em azul-escuro. Estas s\u00e3o achadas em esfrega\u00e7o atr\u00f3fico e causariam suspeita de malignidade. A causa \u00e9 incerta, embora v\u00e1rias teorias tenham sido propostas (Ziabkowski &amp; Naylor, 1976). \u00c9 mais prov\u00e1vel que esta seja uma forma de DNA ou RNA alterados do que a presen\u00e7a de muco espessado. (X160)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/091_jpg.jpg\" width=\"560\" height=\"347\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">92. <strong>Vaginite atr\u00f3fica: \u201cmanchas azuis\u201d.<\/strong> Em aumento maior a apar\u00eancia sugere que este \u00e9 o contorno de uma c\u00e9lula obscurecida por material finamente pulverizado, denso, o qual cora em azul escuro. (X 400)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/093_jpg.jpg\" width=\"560\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">93. <strong>Vaginite atr\u00f3fica.<\/strong> Um outro exemplo mostra uma ra\u00e7\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o pobre. O fundo consiste principalmente de polimorfos e restos nucleares. Algumas c\u00e9lulas parabasais apresentam n\u00facleo reativo e p\u00e1lido e grande, enquanto que em outras os n\u00facleos ficaram picn\u00f3ticos. A despeito da ra\u00e7\u00e3o pobre \u00e0 colora\u00e7\u00e3o, a queratiniza\u00e7\u00e3o do citoplasma pode ser reconhecida em algumas c\u00e9lulas. (X 80)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/094_jpg.jpg\" width=\"560\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">94. <strong>Vaginite atr\u00f3fica: altera\u00e7\u00f5es borderline.<\/strong> Este campo demonstra o grau de anormalidade que pode ser visto em um esfrega\u00e7o atr\u00f3fico benigno. Cari\u00f3lise e degenera\u00e7\u00e3o nuclear est\u00e3o presentes e c\u00e9lulas de formas bizarras s\u00e3o vistas. Em algumas c\u00e9lulas a necrose coagulativa causa irregularidade nuclear a qual est\u00e1 pr\u00f3xima \u00e0 discariose. (X 125)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/095_jpg.jpg\" width=\"560\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">95. <strong>O mesmo caso (94) ap\u00f3s creme vaginal estrog\u00eanico.<\/strong> O aspecto deste campo \u00e9 bastante diferente. H\u00e1 mesmo exsudato de c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias e a maioria das c\u00e9lulas presentes s\u00e3o intermedi\u00e1rias normais. Uma c\u00e9lula parabasal queratinizada permanece. Se c\u00e9lulas discari\u00f3ticas estivessem presentes neste caso, elas estariam agora em destaque contra um fundo de c\u00e9lulas normais maduras. O creme vaginal estrog\u00eanico foi usado por quatro semanas, neste caso. (X 125)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/096_jpg.jpg\" width=\"560\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">96. <strong>Vaginite atr\u00f3fica com tecido de granula\u00e7\u00e3o.<\/strong> Neste exemplo as poucas c\u00e9lulas escamosas presentes mostram uma varia\u00e7\u00e3o na matura\u00e7\u00e3o. Histi\u00f3citos e polimorfos est\u00e3o presentes, com um histi\u00f3cito multinuclear gigante e c\u00e9lulas alongadas com citoplasma frouxo, que s\u00e3o fibroblastos. O quadro sugere uma rea\u00e7\u00e3o de granula\u00e7\u00e3o que nesta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais comum ser tecido de granula\u00e7\u00e3o n\u00e3o espec\u00edfica. (X 80).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"\/img\/097_JPG.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">97. <strong>Vaginite atr\u00f3fica com tecido de granula\u00e7\u00e3o.<\/strong> Este campo mostra uma figura similar com uma c\u00e9lula gigante multinucleada sobreposta a c\u00e9lulas escamosas. (X 100)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"\/img\/098_JPG.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">98. <strong>Ulcera\u00e7\u00e3o vaginal.<\/strong> Uma figura mais exuberante \u00e9 vista quando \u00falceras francas est\u00e3o presentes; esta mulher usava um anel pess\u00e1rio para controlar o prolapso. O esfrega\u00e7o cont\u00e9m muitos histi\u00f3citos multinucleados com fibroblastos e polimorfos. (X 125)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"\/img\/099_JPG.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">99. <strong>Procid\u00eancia ulcerada: regenera\u00e7\u00e3o epitelial. <\/strong>Em casos com ulcera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica \u00e9 comum ter regenera\u00e7\u00e3o tecidual na borda da \u00falcera. Quando essas c\u00e9lulas s\u00e3o vistas no esfrega\u00e7o, elas podem causar suspeita de malignidade. Este exemplo \u00e9 t\u00edpico de uma placa de c\u00e9lulas semelhantes, a qual apresenta-se como uma camada \u00fanica de c\u00e9lulas pavimentosas. A apar\u00eancia lembra a borda de uma cultura de tecido em crescimento. Existe algum pleomorfismo e os nucl\u00e9olos s\u00e3o proeminentes. Em algumas c\u00e9lulas eles s\u00e3o grandes e em outras c\u00e9lulas eles s\u00e3o m\u00faltiplos; uma mitose tamb\u00e9m est\u00e1 presente. A principal caracter\u00edstica em favor de uma les\u00e3o benigna \u00e9 o padr\u00e3o da cromatina nuclear, p\u00e1lida e regular. Deveria tamb\u00e9m ser notado que os nucl\u00e9olos s\u00e3o regulares na forma e a mitose normal. (X 250)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esfrega\u00e7os de mulheres p\u00f3s-menop\u00e1usicas com vaginite atr\u00f3fica mostram uma variedade ampla de altera\u00e7\u00f5es celulares resultantes da associa\u00e7\u00e3o com infec\u00e7\u00e3o inespec\u00edfica. Em alguns casos o grau de anormalidade pode ser t\u00e3o acentuado que causa suspeita de discariose. Com este grau de anormalidade \u00e9 aconselh\u00e1vel repetir o esfrega\u00e7o ap\u00f3s o uso de creme estrog\u00eanico por quatro semanas. 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