{"id":1443,"date":"2009-02-15T12:53:46","date_gmt":"2009-02-15T14:53:46","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=1443"},"modified":"2022-02-15T03:29:39","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:39","slug":"neoplasia-intra-epitelial-cervical-nic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=1443","title":{"rendered":"Neoplasia intra-epitelial cervical (NIC)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Carcinoma de c\u00e9lula escamosa de c\u00e9rvix, comumente desenvolve-se em epit\u00e9lio metapl\u00e1sico de zona de transforma\u00e7\u00e3o; neoplasia intra-epitelial cervical \u00e9 raramente vista al\u00e9m da \u00faltima gl\u00e2ndula (Burghardt, 1976). Coppleson &amp; Reid (1973), apresentaram a teoria de que c\u00e9lulas metapl\u00e1sicas imaturas s\u00e3o vulner\u00e1veis a agentes carcinog\u00eanicos (virais ou outros) os quais s\u00e3o transmitidos no coito e alteram o genoma celular para produzir uma linhagem celular que tem potencial neopl\u00e1sico. Pode ser que anos ap\u00f3s este in\u00edcio outros fatores desencadeiem a progress\u00e3o. \u00c9 prov\u00e1vel que muitos c\u00e2nceres passem por uma fase intra-epitelial antes de tornarem-se invasivos, mas a c\u00e9rvix \u00e9 a \u00fanica que sendo facilmente acess\u00edvel permite que as mulheres possam ser examinadas para detectar e tratar a doen\u00e7a em uma fase pr\u00e9-invasiva. Al\u00e9m disso, o aux\u00edlio complementar da colposcopia pode ser utilizado para identificar \u00e1rea de epit\u00e9lio anormal e assim bi\u00f3psias dirigidas podem ser feitas para confirma\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"\/img\/153_JPG.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">153. <strong>NIC: quadro colposc\u00f3pico.<\/strong> O intern\u00e1uta poder\u00e1 recorrer a textos padronizados sobre colposcopia para detalhes do exame colposc\u00f3pico. Esta figura mostra a c\u00e9rvix embrocada com \u00e1cido ac\u00e9tico a 4%, que faz o epit\u00e9lio rico em n\u00facleos tornar-se densamente branco. Embora isto possa ocorrer em algum epit\u00e9lio imaturo, o fen\u00f4meno \u00e9 mais evidente em NIC quando a \u00e1rea normal tamb\u00e9m tem uma borda pouco definida. (SF, x 10)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"\/img\/154_JPG.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">154. <strong>NIC: Sec\u00e7\u00e3o da c\u00e9rvix. <\/strong>Este \u00e9 um corte espesso da c\u00e9rvix, montado e fotografado. Um manguito vaginal est\u00e1 presente porque uma histerectomia foi realizada neste caso por outras raz\u00f5es. O epit\u00e9lio escamoso original \u00e9 refletido da vagina para a ectoc\u00e9rvix. Ao n\u00edvel da \u00faltima gl\u00e2ndula, este se torna epit\u00e9lio metapl\u00e1sico maduro normal. Aproximadamente na metade do percurso entre este n\u00edvel e o \u00e2ngulo do orif\u00edcio externo, h\u00e1 uma mudan\u00e7a s\u00fabita do tipo epitelial para um epit\u00e9lio hipercrom\u00e1tico mais fino, o qual penetra dentro das criptas e estende-se para parte mais baixa do canal endocervical. (H&amp;E, x 1,5)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"\/img\/155_JPG.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">155. <strong>NIC: bi\u00f3psia da c\u00e9rvix.<\/strong> A mudan\u00e7a s\u00fabita do tipo epitelial \u00e9 vista de novo neste corte. Epit\u00e9lio escamoso normal est\u00e1 presente em uma metade do esp\u00e9cime e na outra h\u00e1 uma falha completa da diferencia\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de toda espessura do epit\u00e9lio com algum achatamento da superf\u00edcie. Este corresponde \u00e0 defini\u00e7\u00e3o original de carcinoma in situ (Comit\u00ea Internacional sobre defini\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica, 1962), mas poderia agora ser descrito como um NIC III de pequenas c\u00e9lulas indiferenciadas (Buckley et al., 1982). (H&amp;E, x 80)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro teste muito utilizado em diagn\u00f3stico \u00e9 o Teste de Schiller. Aplica-se sobre o colo uterino ou qualquer regi\u00e3o genital poss\u00edvel, uma solu\u00e7\u00e3o de iodo \u00e0 1%. Se o as c\u00e9lulas se corarem com o iodo, o teste ser\u00e1 Schiller negativo e iodo positivo e significa que as c\u00e9lulas naquele local n\u00e3o apresentam nenhuma altera\u00e7\u00e3o digna de nota, mas se o teste der Schiller positivo e iodo negativo, significa que existem altera\u00e7\u00f5es celulares que necessitam de aten\u00e7\u00e3o, pois s\u00e3o c\u00e9lulas que podem evoluir para um processo patol\u00f3gico. A grande limita\u00e7\u00e3o deste teste \u00e9 a baixa especificidade e fidedignidade, pois cerca de 81% dos testes positivos s\u00e3o, na verdade, falsos-positivos, n\u00e3o sendo confirmadas as NICs ou LIPs na biopsia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carcinoma de c\u00e9lula escamosa de c\u00e9rvix, comumente desenvolve-se em epit\u00e9lio metapl\u00e1sico de zona de transforma\u00e7\u00e3o; neoplasia intra-epitelial cervical \u00e9 raramente vista al\u00e9m da \u00faltima gl\u00e2ndula (Burghardt, 1976). 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