{"id":14964,"date":"2008-11-07T19:55:51","date_gmt":"2008-11-07T22:55:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.antonini.med.br\/blog\/?p=477"},"modified":"2022-02-15T03:29:58","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:58","slug":"44-das-criancas-tem-colesterol-elevado-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=14964","title":{"rendered":"Quarenta e quatro porcento das crian\u00e7as t\u00eam colesterol elevado"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Sabem o que acontece se o colesterol for eliminado do organismo humano? Puberdade tardia, dist\u00farbios homeost\u00e1sicos, inflama\u00e7\u00f5es repetidas, problemas \u00f3sseos por falta de vitamina D e o mais grave: hem\u00f3lise vascular intensa e MORTE! Quem defende a extin\u00e7\u00e3o do colesterol do corpo humano \u00e9 um idiota, agindo ou sob a batuta da ind\u00fastria de alimentos, ou sob a tutela da ind\u00fastria farmac\u00eautica, ou ainda, n\u00e3o sabe nada de bioqu\u00edmica. \u00c9 mister acabar com essa forma de bioterrorismo comercial e deixar as pessoas viverem em paz, pois not\u00edcias idiotas como esta, causam preocupa\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria e instala\u00e7\u00e3o de problemas psicossom\u00e1ticos (doen\u00e7a real provocada pelo psiquismo).<\/div>\n<div><!--more--><\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><span style=\"font-size: xx-small; color: #035d8a;\"><span style=\"font-size: x-small; color: #000000;\"> <\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>JULLIANE SILVEIRA<br \/>\n<\/strong>da Folha de S.Paulo<br \/>\n<strong>MAUR\u00cdCIO SIMIONATO<\/strong><br \/>\nda Ag\u00eancia Folha, em Campinas<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) com 1.937 crian\u00e7as e adolescentes entre dois e 19 anos atendidos no Hospital das Cl\u00ednicas da universidade constatou que quase metade deles possui \u00edndices altos de colesterol e triglic\u00e9rides.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Segundo o estudo, realizado entre 2000 e 2007, 44% dos pesquisados apresentaram \u00edndices elevados de colesterol.<\/p>\n<p>&#8220;Eu exagerava nos alimentos ricos em gordura quando tinha 11 anos e meu colesterol estava em 269 mg\/dL. Ent\u00e3o iniciei o tratamento com dieta e esportes. Hoje meu colesterol \u00e9 160 mg\/dL&#8221;, diz a estudante J\u00e9ssica Rossi Ruggeri, 17, que ainda precisa diminuir seu \u00edndice.<\/p>\n<p>A pesquisadora respons\u00e1vel, Eliana Cotta de Faria, do Departamento de Patologia Cl\u00ednica da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Unicamp, atribui os altos \u00edndices a fatores de risco como sedentarismo, m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, obesidade e diabetes, al\u00e9m da hereditariedade.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, 44% das crian\u00e7as entre dois e nove anos apresentaram valores alterados do colesterol total, 36%, do LDL (colesterol ruim) e 56%, dos triglic\u00e9rides. Os altos \u00edndices de triglic\u00e9rides est\u00e3o associados a um risco maior de doen\u00e7a coronariana.<\/p>\n<p>O resultado foi muito similar no grupo dos adolescentes e jovens de dez a 19 anos. &#8220;N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que a popula\u00e7\u00e3o hospitalar tivesse \u00edndices um pouco mais altos. Mas n\u00e3o imagin\u00e1vamos que estes \u00edndices seriam t\u00e3o altos&#8221;, diz Faria.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dados brasileiros sobre a taxa de colesterol entre crian\u00e7as e adolescentes, e, segundo Ieda Jatene, presidente do departamento de cardiologia pedi\u00e1trica da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel extrapolar os n\u00fameros encontrados na Unicamp para o resto do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Gordura trans<\/strong><\/p>\n<p>Para Roseli Sarni, pediatra e presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, uma das explica\u00e7\u00f5es para os n\u00edveis elevados de colesterol, al\u00e9m de maus h\u00e1bitos alimentares em geral, \u00e9 o mau entendimento dos r\u00f3tulos de produtos com gordura trans. &#8220;Quando a m\u00e3e l\u00ea zero, ela entende que o alimento \u00e9 livre desse tipo de gordura, o que n\u00e3o \u00e9 verdade&#8221;, diz. A legisla\u00e7\u00e3o admite que o fabricante diga que seu produto tem &#8220;0% de gordura trans&#8221; quando tem at\u00e9 0,2 g do elemento por por\u00e7\u00e3o. Com isso, a crian\u00e7a \u00e9 liberada a consumir alimentos com esse tipo de gordura.<\/p>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o, segundo Eliana Faria, come\u00e7a com o estilo de vida da fam\u00edlia, que \u00e9 transposto para a realidade da crian\u00e7a. &#8220;Uma crian\u00e7a n\u00e3o pode decidir comer mais legumes se os pais n\u00e3o compram legumes&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para diminuir os n\u00edveis de colesterol no sangue, devem ser priorizados dieta balanceada e exerc\u00edcios f\u00edsicos. \u00c9 preciso estimular o consumo de frutas, verduras, legumes e peixes marinhos, reduzir o consumo de \u00f3leos, a\u00e7\u00facares e gorduras e preferir alimentos integrais.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as, no entanto, n\u00e3o devem ser dr\u00e1sticas, pois a crian\u00e7a pode ficar ainda mais resistente em mudar sua alimenta\u00e7\u00e3o. &#8220;Come\u00e7amos com uma mudan\u00e7a quantitativa, para depois fazer a qualitativa&#8221;, diz Sarni. Isto \u00e9: o recomendado \u00e9 reduzir alimentos que aumentam o colesterol ruim, para, gradativamente, substitu\u00ed-los por op\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Medicamentos<\/strong><\/p>\n<p>Em julho, a Academia Americana de Pediatria tomou uma decis\u00e3o radical em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as com colesterol alto: orientou que os pequenos acima de oito anos sejam medicados com drogas (estatinas) para prevenir doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<p>No Brasil, os pediatras indicam medicamentos a partir dos dez anos, mas apenas para crian\u00e7as com uma doen\u00e7a gen\u00e9tica chamada hipercolesterolemia familiar, que eleva os n\u00edveis de colesterol, independentemente do estilo de vida. Para as demais, eles defendem uma dieta equilibrada associada a exerc\u00edcios f\u00edsicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cautela tem justificativa. N\u00e3o h\u00e1 estudos a longo prazo sobre o uso das estatinas em crian\u00e7as ou que mostrem que, usando a medica\u00e7\u00e3o precocemente, elas estar\u00e3o mais protegidas do que aquelas que iniciaram a terapia na vida adulta.<\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: xx-small; color: #035d8a;\"> <\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia mais sobre colesterol:<\/strong><\/div>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=1890\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">Colesterol: a verdade sobre um falso vil\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a title=\"S\u00edntese dos horm\u00f4nios sexuais\" href=\"?p=1903\">S\u00edntese dos horm\u00f4nios sexuais<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabem o que acontece se o colesterol for eliminado do organismo humano? 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