{"id":1687,"date":"2009-02-18T15:05:25","date_gmt":"2009-02-18T15:05:25","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=1687"},"modified":"2022-02-15T03:29:38","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:38","slug":"aspectos-fisiologicos-da-infancia-e-da-puberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=1687","title":{"rendered":"Aspectos fisiol\u00f3gicos da inf\u00e2ncia e da puberdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\">O organismo feminino evolui passando por diversos per\u00edodos nos quais se apresenta peculiaridades referentes a fisiologia e a patologia. Inf\u00e2ncia, puberdade, maturidade sexual, climat\u00e9rio senilidade, sucedem-se gradativamente. Os dois primeiros s\u00e3o assinalados pelo desenvolvimento corporal e por transforma\u00e7\u00f5es de caracter\u00edsticas marcantes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\"><!--more--><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Admite-se que a inf\u00e2ncia termina em torno dos 9 anos, quando se inicia adolesc\u00eancia, que se completa em torno dos 16 anos. As express\u00f5es adolesc\u00eancia e puberdade s\u00e3o comumente empregados como sin\u00f4nimas, embora Littr\u00e9 prefira empregar a express\u00e3o adolesc\u00eancia para definir o per\u00edodo que sucede a inf\u00e2ncia e come\u00e7a com a primeira evid\u00eancia da puberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os limites extremos dos diferentes per\u00edodos da evolu\u00e7\u00e3o genital feminina n\u00e3o s\u00e3o r\u00edgidos, mas aqueles enunciados para situar a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia correspondem aos padr\u00f5es mais aceitos na atualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio do que se supunha no passado, inf\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 fase de quietude, em termos de fisiologia genital. O hipot\u00e1lamo de crian\u00e7as do sexo feminino pode ser distinguido, funcionalmente, daquele de crian\u00e7as do sexo masculino. \u00c0 medida que o per\u00edodo da inf\u00e2ncia caminha para seu t\u00e9rmino, o eixo neuro-end\u00f3crino come\u00e7a a intensificar seu funcionamento para atingir o n\u00edvel cr\u00edtico de produ\u00e7\u00e3o hormonal necess\u00e1rio para fazer despontar os caracteres sexuais secund\u00e1rios. Segundo McDonough, a puberdade n\u00e3o come\u00e7a abruptamente &#8220;como o contato de um f\u00f3sforo aceso com folhas secas&#8221;, mas \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do amadurecimento gradativo iniciado na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos biol\u00f3gicos, principalmente nas sociedades de m\u00e9dio e alto n\u00edvel econ\u00f4micos, o in\u00edcio da puberdade se tem antecipado nos \u00faltimos dec\u00eanios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aparecimento dos caracteres sexuais secund\u00e1rios obedece a certa cronologia que pode assim ser especificada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> 8 a 9 anos<\/strong> &#8211; desenvolvimento da bacia \u00f3ssea; maior desenvolvimento dos fol\u00edculos ovarianos; in\u00edcio do crescimento das papilas mam\u00e1rias e do \u00fatero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> 10 a 11 anos<\/strong> &#8211; in\u00edcio do crescimento das mamas e dos pelos pubianos &#8211; telarca e pubarca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> 12 a 14 anos<\/strong> &#8211; desenvolvimento das mamas, menarca, ciclos anovulat\u00f3rios e crescimento dos p\u00ealos axilares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> 15 a 17 anos<\/strong> &#8211; primeiros ciclos ovulat\u00f3rios e t\u00e9rmino do crescimento esquel\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na puberdade, verificam-se no aparelho genital, altera\u00e7\u00f5es que caracterizam a complementa\u00e7\u00e3o de seu desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ov\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7a a matura\u00e7\u00e3o irregular dos fol\u00edculos pela a\u00e7\u00e3o do FSH hipofis\u00e1rio. Em torno dos 16 anos o hipot\u00e1lamo assume o controle c\u00edclico da produ\u00e7\u00e3o das gonadotrofinas hipofis\u00e1rias e, pela a\u00e7\u00e3o conjugada do FSH e do LH, surgem os primeiros ciclos ovulat\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tubas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes \u00f3rg\u00e3os se desenvolvem pela a\u00e7\u00e3o estrog\u00eanica, perdendo o aspecto retil\u00edneo pr\u00f3prio da inf\u00e2ncia, e tornando diferenciados os seus diversos segmentos. Aparecem, tamb\u00e9m, os movimentos perist\u00e1lticos atribu\u00eddos a a\u00e7\u00e3o da progesterona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00datero<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No decorrer da adolesc\u00eancia, a a\u00e7\u00e3o dos estrog\u00eanios transforma \u00fatero infantil em adulto, passando pela fase hipopl\u00e1sica intermedi\u00e1ria. \u00datero infantil \u00e9 aquele que tem o colo maior que o corpo; no \u00fatero hipopl\u00e1sico, as propor\u00e7\u00f5es s\u00e3o iguais; no \u00fatero adulto, o corpo \u00e9 duas vezes mais longo que o colo. O endom\u00e9trio tamb\u00e9m sofre transforma\u00e7\u00f5es. A princ\u00edpio \u00e9 hipotr\u00f3fico, depois come\u00e7a a adquirir caracter\u00edsticas de proliferativo e, ao final da adolesc\u00eancia, apresenta-se bif\u00e1sico, pela a\u00e7\u00e3o da progesterona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vagina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na inf\u00e2ncia, o epit\u00e9lio da mucosa vaginal \u00e9 hipodesenvolvimento, com poucas camadas de c\u00e9lulas. Do ponto de vista citol\u00f3gico, encontram-se c\u00e9lulas da camada basal e algumas intermedi\u00e1rias. Na puberdade, pela a\u00e7\u00e3o estrog\u00eanica, o epit\u00e9lio se torna pluriestratificado e surgem c\u00e9lulas da camada superficial. O glicog\u00eanio produzido se libera pela descama\u00e7\u00e3o epitelial e, na presen\u00e7a dos bacilos de Doderlein, se transforma em \u00e1cido l\u00e1tico, garantindo a acidez vaginal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vulva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento da bacia \u00f3ssea faz com que a vulva volte sua abertura para tr\u00e1s, ficando escondida entre a raiz das coxas. O crescimento dos p\u00ealos pubianos e o desenvolvimento das forma\u00e7\u00f5es labiais concorrem para proteger o vestibular vaginal. As gl\u00e2ndulas vestibulares menores e maiores passam a secretar, lubrificando os \u00f3rg\u00e3os genitais externos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas gl\u00e2ndulas, relacionadas com aparelho genital, experimentam importantes modifica\u00e7\u00f5es na adolesc\u00eancia: a tire\u00f3ide exacerba transitoriamente a fun\u00e7\u00e3o que exerce a\u00e7\u00e3o sobre os ov\u00e1rios, sendo de valor para o desenvolvimento destes \u00f3rg\u00e3os; as adrenais apresentam hiperfun\u00e7\u00e3o passageira e parece influir no metabolismo dos ester\u00f3ides sexuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O organismo feminino evolui passando por diversos per\u00edodos nos quais se apresenta peculiaridades referentes a fisiologia e a patologia. Inf\u00e2ncia, puberdade, maturidade sexual, climat\u00e9rio senilidade, sucedem-se gradativamente. 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