{"id":1769,"date":"2009-02-19T10:34:41","date_gmt":"2009-02-19T12:34:41","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=1769"},"modified":"2022-02-15T03:29:37","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:37","slug":"albumina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=1769","title":{"rendered":"Albumina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><!--more--><\/strong><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\nO teor de prote\u00ednas plasm\u00e1ticas no plasma \u00e9 de aproximadamente 7 a 7,5g\/dL. As prote\u00ednas plasm\u00e1ticas, assim, compreendem a maior parte dos s\u00f3lidos do plasma. Essas prote\u00ednas, na realidade, s\u00e3o uma mistura complexa incluindo n\u00e3o s\u00f3 as prote\u00ednas simples mas, tamb\u00e9m, prote\u00ednas mistas ou conjugadas como as glicoprote\u00ednas e v\u00e1rios tipos de lipoprote\u00ednas .As prote\u00ednas s\u00e9ricas compreendem principalmente as fra\u00e7\u00f5es albumina e globulina do plasma .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fra\u00e7\u00e3o albumina das prote\u00ednas do soro \u00e9 a mais abundante das prote\u00ednas s\u00e9ricas, sendo sintetizada no f\u00edgado. Tem um peso molecular de aproximadamente 69.000. A estrutura prim\u00e1ria da albumina consiste em 610 amino\u00e1cidos ordenados em uma cadeia pept\u00eddica simples. A estrutura secund\u00e1ria da albumina parece apresentar as cadeias dobradas sobre si, para formar camadas que podem ser desenroladas por redu\u00e7\u00e3o do pH e novamente reenroladas por eleva\u00e7\u00e3o do pH.No homem a albumina \u00e9 a principal prote\u00edna do soro, que normalmente constitui 60% das prote\u00ednas totais.<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00cdNTESE<\/strong><br \/>\nSintetizada quase toda pelo f\u00edgado, a albumina tem uma meia-vida de 15 a 19 dias. A s\u00edntese desta prote\u00edna est\u00e1 claramente ligada ao fornecimento de amino\u00e1cidos estruturais ao f\u00edgado e da\u00ed a sua sensibilidade \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o proteica. A s\u00edntese da albumina come\u00e7a dentro de 30 minutos, quando os indiv\u00edduos em deple\u00e7\u00e3o proteica recebem quantidades suficientes de amino\u00e1cidos, o que sugere que a s\u00edntese da albumina pode n\u00e3o ser constante, mas ocorrer em rela\u00e7\u00e3o com os suprimentos alimentares e com a absor\u00e7\u00e3o de subunidades proteicas.<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DISTRIBUI\u00c7\u00c3O<br \/>\n<\/strong>Num indiv\u00edduo de tamanho m\u00e9dio, 350 gramas de albumina fazem parte da massa corporal, estando 140 gramas no espa\u00e7o intravascular e 210 gramas no espa\u00e7o extravascular. A albumina distribui-se por toda a extens\u00e3o do corpo, incluindo ossos e pele, encontrando-se apenas cerca de 2 gramas dentro do f\u00edgado, sendo que a maior parte est\u00e1 dentro dos canais linf\u00e1ticos.<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>FUN\u00c7\u00d5ES<br \/>\n<\/strong>A principal fun\u00e7\u00e3o da albumina normal \u00e9 o transporte e armazenagem de uma ampla variedade de subst\u00e2ncias de baixo peso molecular, como o cortisol, horm\u00f4nios sexuais, c\u00e1lcio e drogas v\u00e1rias. A qualifica\u00e7\u00e3o \u201cnormal\u201d deve ser atribu\u00edda, porque se sabe que algumas variantes de albumina podem ser alteradas na sua capacidade de fixarem drogas como a warfarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fixa\u00e7\u00e3o, e consequentemente a destoxifica\u00e7\u00e3o, constitui outra das fun\u00e7\u00f5es primaciais da albumina no rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bilirrubina fixada \u00e0 albumina tem menor probabilidade de passar para os tecidos hidr\u00f3fobos do c\u00e9rebro do que a bilirrubina livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certos metais pesados s\u00e3o tamb\u00e9m fixados \u00e0 albumina numa forma n\u00e3o t\u00f3xica. Em casos de hem\u00f3lise extensa, forma-se um complexo contendo heme chamado metahemalbumina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desempenha tamb\u00e9m um papel muito importante no metabolismo das gorduras, al\u00e9m de constituir uma fonte de nitrog\u00eanio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o das lipoprote\u00ednas-lipases sobre os lip\u00eddios libera \u00e1cidos graxos inst\u00e1veis, que s\u00e3o ligados \u00e0 albumina durante um curto per\u00edodo, num tr\u00e2nsito r\u00e1pido do f\u00edgado para os tecidos perif\u00e9ricos. Al\u00e9m da sua fun\u00e7\u00e3o como mol\u00e9cula fixadora e de transporte, a albumina desempenha um papel importante na nutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Argumenta-se que a prote\u00edna est\u00e1 constitu\u00edda de tal modo que \u00e9 facilmente metabolizada, contendo todos os amino\u00e1cidos essenciais. Na desnutri\u00e7\u00e3o, os n\u00edveis plasm\u00e1ticos da albumina diminuem muito mais que os n\u00edveis de gamaglobulinas. Em casos de m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o, especialmente em Kwashiorkor (dietas deficientes em proteinas e calorias) se observam n\u00edveis muito baixos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra das fun\u00e7\u00f5es importantes da albumina<em> <\/em>\u00e9 a manuten\u00e7\u00e0o da press\u00e3o osm\u00f3tica. \u00c9 respons\u00e1vel por 75% da press\u00e3o coloidosm\u00f3tica do plasma. Cada grama de albumina s\u00e9rica exerce uma press\u00e3o osm\u00f3tica de 5,54 mm de Hg, enquanto que a mesma quantidade de globulina s\u00e9rica exerce uma press\u00e3o de apenas 1,43 mm de Hg. Isto se deve ao fato das fra\u00e7\u00f5es de albumina consistirem em prote\u00ednas de peso molecular muito mais baixo que os das fra\u00e7\u00f5es de gamaglobulina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um grama de albumina reter\u00e1 18 ml de l\u00edquido na corrente sang\u00fcinea. Quando os n\u00edveis de albumina diminuem basta uns 20 g\/L, com freq\u00fc\u00eancia se observa edema devido a redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o coloidosm\u00f3tica. As altera\u00e7\u00f5es dos n\u00edveis s\u00e9ricos de albumina podem ser resultantes de um grande n\u00famero de sequelas patol\u00f3gicas e em conseq\u00fc\u00eancias n\u00e3o conhecidas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXCRE\u00c7\u00c3O<br \/>\n<\/strong>O catabolismo desta prote\u00edna passa-se principalmente em \u00f3rg\u00e3os com elevadas taxas de metabolismo, por exemplo, f\u00edgado, ba\u00e7o, rim, m\u00fasculos, etc. As c\u00e9lulas incorporam got\u00edculas de plasma por pinocitose e digerem o conte\u00fado proteico at\u00e9 amino\u00e1ciodos, que voltam a estar dispon\u00edveis para s\u00ednteses proteicas.<br \/>\n<strong> M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ser uma prote\u00edna est\u00e1vel com problemas m\u00ednimos de heterogenidade, a albumina \u00e9 facilmente estudada por v\u00e1rios m\u00e9todos qu\u00edmicos e imunol\u00f3gicos. A capacidade que a albumina tem para fixar e transportar pequenas mol\u00e9culas \u00e9 explorada nas provas de fixa\u00e7\u00e3o de corantes, atualmente de ampla utiliza\u00e7\u00e3o. Dado que os pacientes podem ter a albumina j\u00e1 parcialmente saturada por medicamentos correntes como a aspirina ou por metab\u00f3litos como a bilirrubina, os m\u00e9todos de fixa\u00e7\u00e3o de corantes podem fornecer valores falsamente baixos. Os m\u00e9todos imunoqu\u00edmicos para estudo da albumina parecem n\u00e3o ser afetados pelas fra\u00e7\u00f5es moleculares transportadas e est\u00e3o recebendo crescente aten\u00e7\u00e3o no laborat\u00f3rio cl\u00ednico. Praticamente todos os m\u00e9todos imunoqu\u00edmicos, para an\u00e1lise de prote\u00ednas sol\u00faveis, t\u00eam sido aplicados \u00e0 an\u00e1lise da albumina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 \u2013 M\u00e9todo de Precipita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras t\u00e9cnicas para a an\u00e1lise de albumina se basearam na precipita\u00e7\u00e3o \u00e1cida ou com salina ou com solventes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lises: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: As altera\u00e7\u00f5es na carga negativa da prote\u00edna causam a sua precipita\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o podem ser automatizadas facilmente, os m\u00e9todos de precipita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">tem somente interesse hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 \u2013 M\u00e9todo do Triptofano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A medi\u00e7\u00e3o da albumina pode ser realizada mediante a determina\u00e7\u00e3o direta de globulina baseada no conte\u00fado de triptofano, calculando albumina por subtra\u00e7\u00e3o da globulina a partir das prote\u00ednas totais. O conte\u00fado de triptofano da albumina s\u00e9rica \u00e9 de 7 a 10% do presente na globulina, em base ponderada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: \u00e1cido glix\u00edlico + triptofano presente na globulina .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prote\u00edna Total \u2013 Globulina = Albumina .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: Se relaciona bem com a eletroforese, por\u00e9m requer a medi\u00e7\u00e3o da prote\u00edna total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00e9todos por determina\u00e7\u00e3o de triptofano nunca foram muito usados devido a simplicidade e especificidade dos m\u00e9todos para albumina por fixa\u00e7\u00e3o de corantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 \u2013 M\u00e9todo por Eletroforese<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A albumina s\u00e9rica pode ser determinada quantitativamente por t\u00e9cnicas eletrofor\u00e9ticas. A eletroforese \u00e9 a migra\u00e7\u00e3o de part\u00edculas carregadas eletricamente, em uma solu\u00e7\u00e3o eletrol\u00edtica, pela passagem de uma corrente el\u00e9trica atrav\u00e9s de uma solu\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios componentes proteicos de uma mistura, como o plasma, em pH acima e abaixo de seus pontos isoel\u00e9tricos, migrar\u00e3o em velocidades vari\u00e1veis em tal solu\u00e7\u00e3o, porque possuem diferentes cargas na superf\u00edcie da part\u00edcula. As prote\u00ednas, assim, tender\u00e3o a separar-se em camadas distintas. A amostra a analisar \u00e9 dissolvida em um tamp\u00e3o adequado (para o plasma, usualmente, \u00e9 o dietilbarbiturato de s\u00f3dio 0,1 N, em pH 8,6). A mistura, em seguida, \u00e9 colocada na c\u00e9lula de vidro, em forma de U, do aparelho de eletroforese de Tiselius, e os eletrodos positivo e negativo s\u00e3o ligados as extremidades da c\u00e9lula. Quando a corrente \u00e9 aplicada, inicia-se a migra\u00e7\u00e3o dos componentes da prote\u00edna. As mol\u00e9culas de albumina, que s\u00e3o menores e de cargas mais elevadas, apresentam a velocidade de migra\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida, seguidas por v\u00e1rias globulinas. Depois de algum tempo, podem ser notados os limites entre as fra\u00e7\u00f5es separadas em virtude das diferen\u00e7as no \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o, causadas pelas varia\u00e7\u00f5es das concentra\u00e7\u00f5es de prote\u00edna. O registro fotogr\u00e1fico dessas varia\u00e7\u00f5es constitui o que se denomina de padr\u00e3o eletrofor\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No plasma humano normal, 6 faixas distintas foram identificadas. Elas s\u00e3o designadas, na ordem de sua mobilidade decrescente, como albumina, alfa 1 e alfa 2 globulinas, betaglobulinas, fibrinog\u00eanio e gama globulina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A distribui\u00e7\u00e3o dos componentes eletrofor\u00e9ticos do soro humano normal \u00e9 a seguinte :<\/p>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23882\" style=\"margin: 5px auto; display: block; text-align: center;\" alt=\"albumina-1a\" src=\"http:\/\/cienciasdasaude.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/albumina-1a.jpg\" width=\"500\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo .<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: A albumina \u00e9 separada das outras prote\u00ednas em um campo el\u00e9trico.- Amostra: Soro .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: muito trabalhoso, por\u00e9m muito exato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 \u2013 M\u00e9todo Imunoqu\u00edmico :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00e9todos imunol\u00f3gicos empregados para a determina\u00e7\u00e3o de albumina s\u00e9rica incluem a Imunodifus\u00e3o Radial (RID) e a Eletroimunodifus\u00e3o (EID) nos quais a albumina se difunde de forma passiva (RID) ou sofre uma eletroforese (EID) em uma fase estacion\u00e1ria (como agarose) que cont\u00e9m anticorpos antialbumina. As linhas de precipita\u00e7\u00e3o formadas pela rea\u00e7\u00e3o entre a albumina e o anticorpo se fixam e coram. Na Imunodifus\u00e3o Radial o di\u00e2metro dos halos de precipita\u00e7\u00e3o formado \u00e9 proporcional a concentra\u00e7\u00e3o de albumina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u2013 Imunodifus\u00e3o Radial :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: A prote\u00edna difunde atrav\u00e9s de um meio que cont\u00e9m anticorpo espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro e L\u00edquido Cefalo Raquidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: M\u00e9todo de Refer\u00eancia, por\u00e9m o tempo de incuba\u00e7\u00e3o \u00e9 muito<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">prolongado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B \u2013 Eletroimunodifus\u00e3o :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: A prote\u00edna migra em um campo el\u00e9trico atrav\u00e9s de um meio com anticorpo espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: M\u00e9todo de Refer\u00eancia, bastante trabalhoso .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rea\u00e7\u00e3o entre a albumina e o anticorpo espec\u00edfico pode ser seguida por turbidimetria ou nefelometria. Os complexos Anticorpo \u2013 Albumina que se formam aumentam absor\u00e7\u00e3o (turbidimetria) ou a dispers\u00e3o (nefelometria) da luz incidente, o qual pode relacionar-se com a concentra\u00e7\u00e3o da albumina. Se disp\u00f5e de nefel\u00f4metros automatizados e a t\u00e9cnica turbidim\u00e9trica tamb\u00e9m tem sido adaptada a an\u00e1lises automatizadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C \u2013 Turbidimetria :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: Os complexos Ant\u00edgeno \u2013 Anticorpo diminuem a transmiss\u00e3o de luz em maior propor\u00e7\u00e3o que o Ant\u00edgeno livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: Custo muito elevado dos reativos .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D \u2013 Nefelometria :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: Os complexos Ant\u00edgeno \u2013 Anticorpo dispersam a luz em maior quantidade que o Ant\u00edgeno livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro e L\u00edquido Cefalo Raquidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: Custo muito elevado dos rativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u2013 Radioimunoensaio :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: A albumina marcada radioativamente compete com a albumina da amostra por uma quantidade determinada de anticorpos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro e L\u00edquido C\u00e9falo Raquidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: Usado principalmente para a Urina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F \u2013 Enzimoimunoensaio :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: Ensaio tipo \u201csanduiche \u201c onde se empregam anticorpos fixados a uma superf\u00edcie e anticorpos marcados com peroxidase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro e L\u00edquido Cefalo Raquidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: M\u00e9todo novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente poucos laborat\u00f3rios empregam as t\u00e9cnicas imunol\u00f3gicas para a determina\u00e7\u00e3o de albumina no soro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 M\u00e9todo por Fixa\u00e7\u00e3o de Corantes :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00e9todos por fixa\u00e7\u00e3o de corantes s\u00e3o os mais empregados para a determina\u00e7\u00e3o da albumina s\u00e9rica. A albumina tem a propriedade de se fixar a uma variedade de \u00e2nions org\u00e2nicos,incluindo mol\u00e9culas complexas de corantes. Tem sido empregado uma grande variedade de corantes incluindo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u2013 Alaranjado de Metila :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: A albumina se fixa a um corante e modifica o perfil espectral deste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: N\u00e3o espec\u00edfico para a albumina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B \u2013 HABA (\u00c1cido 2 \u2013 [4\u2019- hidroxiazobenzeno] benz\u00f3ico) .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: Igual ao anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: Espec\u00edfico para a albumina, pouca sensibilidade, onde h\u00e1 a interfer\u00eancia de muitos f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C \u2013 PBC ( P\u00farpura de Bromocresol ) :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: Igual ao anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Soro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: Espec\u00edfico para a albumina; as albuminas de origem animal n\u00e3o se fixam em forma equivalente a de origem humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D \u2013 Azul de Bromofenol:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo de An\u00e1lise: Semiquantitativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Princ\u00edpio: O azul de bromofenol colocado em uma tira reativa vira de amarelo para azul em presen\u00e7a de albumina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Amostra: Urina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Coment\u00e1rios: N\u00e3o espec\u00edfico, muito sens\u00edvel a albumina e muito usado para a prova de prote\u00ednas na urina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u2013 VERDE DE BROMOCRESOL :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dosagem : Albumina<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e9todo : Verde de Bromocresol<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amostra : Soro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comprimento de Onda : 629 nm<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Linearidade : 60 g \/ L<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valores de Refer\u00eancia : O intervalo de refer\u00eancia segundo a idade e o sexo se apresenta mais adiante . (ver quadro abaixo)<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23885\" style=\"margin: 5px auto; display: block; text-align: center;\" alt=\"albumina-2\" src=\"http:\/\/cienciasdasaude.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/albumina-2.jpg\" width=\"553\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os intervalos normais para crian\u00e7as e rec\u00e9m-nascidos s\u00e3o menores do que os encontrados para adultos . Em rec\u00e9m-nascidos \u00e9 de 29 a 55 g\/L (0,44 a 0,83 mmol\/L) e em crian\u00e7as de 38 a 55 g\/L( 0,57 a 0,80 mmol\/L) .- Tipo de An\u00e1lise: Quantitativo.- Princ\u00edpio: A albumina \u00e9 detectada gra\u00e7as ao fen\u00f4meno denominado \u201cerro proteico dos indicadores \u201d que ocasiona uma mudan\u00e7a na cor de determinados indicadores, na presen\u00e7a de albumina, meio tamponado. O verde de bromocresol reage com a albumina, formando um complexo corado de cor verde, que \u00e9 medido, fotometricamente.- Amostra: Soro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Reativos :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a \u2013 Solu\u00e7\u00e3o estoque de verde de bromocresol (VBC) .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A uma quantidade de aproximadamente 50 mL de \u00e1gua destilada , adicionar 50 mg de verde de bromocresol, 6,5 mL de hidr\u00f3xido de s\u00f3dio 1 N, 3 mL de \u00e1cido l\u00e1ctico a 90 % e 1 mL de \u201cTween 80\u201d. Misturar, ajustar o pH da solu\u00e7\u00e3o a 4, com \u00e1cido l\u00e1ctico e completar a 100 mL, com \u00e1gua destilada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b \u2013 Reativo de uso :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diluir a solu\u00e7\u00e3o estoque anterior a 1\/5, com \u00e1gua destilada. Preparar na hora do uso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c \u2013 Padr\u00e3o de albumina com 3 g\/dL .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dissolver 3 g de albumina bovina fra\u00e7\u00e3o V, em \u00e1gua destilada, at\u00e9 completar 100 mL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; T\u00e9cnica :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a \u2013 Marcar tr\u00eas tubos, B (Branco), P (Padr\u00e3o) e A (Amostra), adicionando 10mL do reativo do uso em todos eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b \u2013 A seguir, pipetar, respectivamente :<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tubo P : 0,02 mL do padr\u00e3o de albumina .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tubo A : 0,02 mL da amostra .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c \u2013 Misturar e deixar, em repouso, por 10 minutos, \u00e0 temperatura ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">d \u2013 Ler as absorb\u00e2ncias, em 630 nm ou filtro vermelho, acertando o zero com o branco .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">e \u2013 C\u00e1lculo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Absorb\u00e2ncia da Amostra x 3 = g de albumina\/dL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Absorb\u00e2ncia do Padr\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Determina\u00e7\u00e3o Automatizada da Albumina do Soro pela Rea\u00e7\u00e3o Imediata com o Verde de Bromocresol<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo para determina\u00e7\u00e3o da albumina do soro descrito neste trabalho \u00e9 baseado na rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida entre a albumina e um reativo de cor, o verde de bromocresol (BCG). Rodkey foi o primeiro a descrever o m\u00e9todo, o qual foi aperfei\u00e7oado por Doumas et al. As condi\u00e7\u00f5es finais de rea\u00e7\u00e3o utilizadas neste trabalho, s\u00e3o as descritas por Doumas et al., por\u00e9m com um aperfei\u00e7oamento da t\u00e9cnica..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados obtidos pelo m\u00e9todo do BCG n\u00e3o podem ser comparados com m\u00e9todos mais espec\u00edficos, onde o tempo de rea\u00e7\u00e3o \u00e9 mais prolongado. Isto pode ser demonstrado claramente em em soros que apresentam baixas concentra\u00e7\u00f5es de albumina, onde os valores se mostraram falsamente aumentados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi recentemente demonstrado que a rea\u00e7\u00e3o com BCG se processa em duas etapas. A albumina seria a respons\u00e1vel pela rea\u00e7\u00e3o imediata, enquanto outras prote\u00ednas do soro seriam respons\u00e1veis pela rea\u00e7\u00e3o tardia. Houve uma boa compara\u00e7\u00e3o entre os valores de albumina imediata obtidos pelo m\u00e9todo do BCG e por m\u00e9todos imunol\u00f3gicos e estes resultados foram confirmados por outros autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma revis\u00e3o sobre albumina foi questionado o desenvolvimento de m\u00e9todos automatizados, baseados nesta rea\u00e7\u00e3o imediata, sendo que dois sistemas foram descritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois sistemas de an\u00e1lise utilizados foram o LKB 2086 Reaction Rate Analyser e um sistema de m\u00faltiplas an\u00e1lises(multichannel analysis system), LKB 2480 Prisma. Para adequar o m\u00e9todo manual a estes dois sistemas automatizados, foram utilizados reagentes mais concentrados para iniciar a rea\u00e7\u00e3o entre o BCG e soro dos pacientes previamente dilu\u00eddos com \u00e1gua destilada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Material e M\u00e9todos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 Reagentes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reaction rate analyser: O reagente de BCG, utilizado aqui \u00e9 cinco vezes mais concentrado que o descrito por Doumas et al.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 Solu\u00e7\u00e3o \u201cstock\u201d de BCG (3,0 mmol\/L): Dissolver 419 mg de verde de bromocresol em 10,0 mL de uma solu\u00e7\u00e3o de hidr\u00f3xido de s\u00f3dio 0,10 mol\/L em um tubo de ensaio com tampa. Deixar homogeneizando aproximadamente 12 horas em um homogeinizador rotat\u00f3rio com invers\u00e3o. Transferir para um bal\u00e3o volum\u00e9trico de 200 mL e completar o volume com \u00e1gua destilada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 \u2013 Solu\u00e7\u00e3o \u201cstock\u201d de \u00e1cido succ\u00ednico (500 mmol\/L): Dissolver 59,5 g de \u00e1cido succ\u00ednico em cerca de 800 \u2013 900 mL de \u00e1gua destilada, em agitador magn\u00e9tico a temperatura ambiente por aproximadamente 12 horas. Diluir para 1 L com \u00e1gua destilada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 \u2013 Solu\u00e7\u00e3o \u201cstock\u201dde Surfactante Brij \u2013 35 (300 g\/L): Dissolver 30 g de surfactante \u201cBrij \u2013 35\u201d em \u00e1gua destilada para um volume final de 100 mL, em agitador magn\u00e9tico por aproximadamente 12 horas. Isso resultar\u00e1 em um l\u00edquido com alta viscosidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 \u2013 Reativo de Cor: Diluir 50 mL de solu\u00e7\u00e3o \u201cstock\u201dde BCG com 150 mL de \u00e1cido succ\u00ednico. Adicionar 4,0 mL de solu\u00e7\u00e3o \u201cstock\u201d de Brij \u2013 35. Ajustar o pH pr\u00f3ximo a 4,2 adicionando solu\u00e7\u00e3o de hidr\u00f3xido de s\u00f3dio 5 mol\/L. O ajuste final deve ser feito gotejando, cuidadosamente. Depois do pH ajustado ele deve ser verificado em uma solu\u00e7\u00e3o obtida pela mistura de 1,0 mL do reativo de cor com 4,0 mL de \u00e1gua destilada. O pH da solu\u00e7\u00e3o dilu\u00edda deve ser de 4,20 +\/- 0,05.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Multichannel Analysis System:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concentra\u00e7\u00e3o do reativo de cor utilizado \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que a utilizada por Doumas et al. As solu\u00e7\u00f5es \u201cstock\u201ds\u00e3o preparadas como anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reativo de Cor: Diluir 50 mL da solu\u00e7\u00e3o \u2018stock\u201d de BCG com 150 mL da slou\u00e7\u00e3o \u201cstock\u201d de tamp\u00e3o succinato e adicionar 130 mL de \u00e1gua destilada. Adicionar 4,0 mL da solu\u00e7\u00e3o \u201cstock\u201d de Brij \u2013 35 300 g\/L. Ajustar o pH como descrito anteriormente, exceto que para a verifica\u00e7\u00e3o do pH devem ser utilizados 2,0 mL do reativo de cor com 4,0 mL de \u00e1gua destilada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padr\u00e3o: Foi utilizado um padr\u00e3o de prote\u00ednas (Kabi). Este padr\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o 100 g\/L de albumina humana pura (98 %) com pH 7,3; sem estabilizantes ou preservativos. Este padr\u00e3o foi dilu\u00eddo para 20, 40 e 60 g\/L.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Soro controle: O soro controle utilizado foi preparado pela mistura de amostras de soro de 100 doadores de sangue aparentemente saud\u00e1veis. Al\u00edquotas deste pool de soro foram transferidas para pequenos tubos e congeladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) Equipamentos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro sistema utilizado foi o LKB 2086 Reaction Rate Analyser com o LKB 2076 Diluidor\/Dispensador Pneum\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo sistema utilizado foi o 2480 Prisma, um sistema m\u00faltiplo de an\u00e1lises. Este \u00e9 um sistema modular com uma unidade central processando m\u00f3dulos e unidades de suporte. Ele realiza no m\u00e1ximo 300 amostras por hora mas foi utilizado para fazer apenas 150 amostras por hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tubos de amostra s\u00e3o colocados em suportes. Al\u00edquotas da amostra s\u00e3o transferidas para os compartimentos de distribui\u00e7\u00e3o das amostras, os quais se movem ao longo do analizador, passando ao m\u00f3dulo processador. Quando alcan\u00e7ar um m\u00f3dulo processador, a quantidade requerida de amostra para cada an\u00e1lise \u00e9, por meio de um transportador de amostra, medida e transferida para uma posi\u00e7\u00e3o do suporte rotat\u00f3rio (quadro 1). No suporte ratat\u00f3rio h\u00e1 oito tubos, cada um dos quais pode ser utilizado para uma an\u00e1lise. H\u00e1 tamb\u00e9m um tubo central, o qual \u00e9 utilizado para a dilui\u00e7\u00e3o das amostras. Cada m\u00f3dulo de processamento possui duas trilhas de processamento, individualmente termostatizadas. Uma trilha possui 30 supotes rotat\u00f3rios movendo-se no sentido hor\u00e1rio em uma cadeia cont\u00ednua. Os componentes do analosador podem ser colocados em diferentes posi\u00e7\u00f5es para misturar, diluir, adicionar reagentes, medir as absorb\u00e2ncias e lavar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os diferentes componentes e m\u00f3dulos s\u00e3o supervisionados e controlados por um mini computador. Outro miniconputador \u00e9 utilizado para selecionar as an\u00e1lises a serem realizadas na amostra de soro, processar os valores medidos e apresentar os resultados, dando tamb\u00e9m informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) Procedimento:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reaction Rate Analyser: Com diluidor autom\u00e1tico, adicionar 35 mL da amostra de soro, padr\u00e3o ou soro controle para 1000 mL de \u00e1gua destilada, em tubos pequenos. Depois homogeneizar, diluir al\u00edquotas de 35 mL destes tubos com 1000 mL de \u00e1gua destilada, em cubetas de poliestireno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comprimento de Onda: 629 nm<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temperatura: 25, 30, 32, 35 ou 37 o C<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Volume Dispensado: 250 mL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tempo: 1 min. ou 30 seg<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estabelecer primeiro a padroniza\u00e7\u00e3o do aparelho, incluindo a medida de absorb\u00e2ncias com \u00e1gua destilada. Para isso, colocar 1000 mL de \u00e1gua, dentro de 10 cubetas em um suporte. Zerar o aparelho. Depois de zerado, o aparelho permanece est\u00e1vel por v\u00e1rias horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aparelho \u00e9 agora preparado para correr as amostras e os padr\u00f5es previamente dilu\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A medida do reagente de BCG a 629 nm \u00e9 muito sens\u00edvel a mudan\u00e7as de temperatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Multichannel Analysis System: Os padr\u00f5es, soros controles e amostras de soro s\u00e3o colocados em suportes, os quais s\u00e3o colocados no local de carregamento. As amostras s\u00e3o, ent\u00e3o, transferidas para um sistema de distribui\u00e7\u00e3o de amostras. Uma al\u00edquota da amostra \u00e9 transferida para o suporte rotativo como demonstrado na tabela 1, onde ser\u00e3o realizados os pr\u00f3ximos passos. O suporte rotativo esta localizado em um processador termostatizado, no qual a temperatura \u00e9 mantida a 25 o C. A absorb\u00e2ncia \u00e9 medida com um Fot\u00f4metro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) C\u00e1lculos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reaction Rate Analyser: Os resultados s\u00e3o apresentados como na tabela 2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23887\" style=\"margin: 5px auto; display: block; text-align: center;\" alt=\"albumina-3\" src=\"http:\/\/cienciasdasaude.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/albumina-3.jpg\" width=\"554\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os resultados mais precisos s\u00e3o os obtidos quando extrapolados ao momento de adi\u00e7\u00e3o do reativo de cor. Isto pode ser feito manualmente, como demonstrado na tabela 3, ou automaticamente por um computador. S\u00e3o lidas as absorb\u00e2ncias de cada padr\u00e3o e das amostras de soro. \u00c9 tra\u00e7ada uma curva padr\u00e3o e as concentra\u00e7\u00f5es s\u00e3o obtidas a partir dela. Um modo mais simples \u00e9 utilizar um padr\u00e3o para obter um fator, o qual \u00e9 utilizado no c\u00e1lculo das concentra\u00e7\u00f5es das amostras. Isto \u00e9 v\u00e1lido porque a curva padr\u00e3o \u00e9 linear e passa atrav\u00e9s da origem.<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sistema M\u00faltiplo de An\u00e1lise: As absorb\u00e2ncias obtidas s\u00e3o automaticamente transferidas para um microcomputador, onde s\u00e3o realizados os c\u00e1lculos. Os resultados s\u00e3o calculados a partir de uma solu\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, desde que este sistema forne\u00e7a uma curva padr\u00e3o linear que passe atrav\u00e9s da origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5) Resultados:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reaction Rate Analyser:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) Linearidade e sensibilidade: A curva padr\u00e3o de albumina, quando lida imediatamente (extrapolada) ap\u00f3s a adi\u00e7\u00e3o do reativo de cor \u00e9 linear at\u00e9 cerca de 60 g\/L e passa atrav\u00e9s da origem. A dilui\u00e7\u00e3o utilizada para as amostras \u00e9 aquela recomendada pelo aparelho utilizado desde que os resultados apresentem uma deflec\u00e7\u00e3o na absorb\u00e2ncia de 0,2 A (correspondente a cerca de 65 g\/L de albumina).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) Efeito da temperatura na rea\u00e7\u00e3o: Uma boa compara\u00e7\u00e3o pode ser obtida quando comparnado os resultados a 25 o C e 37 o C (Figura 4). Na tabela a seguir podemos observar que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as significativas quando os resultados forem determinados a 25, 30, 35 ou 37 o C. An\u00e1lises por eletroimunoensaio e manual tinham sido determinadas anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23889\" style=\"margin: 5px auto; display: block; text-align: center;\" alt=\"albumina-4\" src=\"http:\/\/cienciasdasaude.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/albumina-4.jpg\" width=\"405\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) Compara\u00e7\u00e3o com imunodifus\u00e3o radial:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compara\u00e7\u00e3o dos resultados entre o m\u00e9todo automatizado e a imunodifus\u00e3o radial est\u00e1 demonstrada na figura 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">d) Precis\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O valor m\u00e9dio do soro controle foi de 46,7 g\/L, foram realizadas 20 an\u00e1lises com um desvio padr\u00e3o de 0,3 g\/L. Em an\u00e1lises realizadas em dias alternados o desvio padr\u00e3o foi de 1,0 g\/L. Em an\u00e1lises de soros de 162 pacientes realizadas em duplicatas (em diversos dias) observou-se um desvio padr\u00e3o de 0,74 g\/L entre as duplicatas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Multichannel Analysis Sistem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) Linearidade: A curva padr\u00e3o \u00e9 linear at\u00e9 60 g\/L e passa atrav\u00e9s da origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) Compara\u00e7\u00e3o com o m\u00e9todo manual: Os resultados obtidos do Multichannel Analysis Sistem e do m\u00e9todo manual est\u00e3o demonstrados na Figura 6. Os resultados foram obtidos a partir de seis corridas diferentes, realizadas em um per\u00edodo de tr\u00eas meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) Precis\u00e3o: O soro controle foi analizado em 21 dias diferentes, sendo feitas 50 a 100 an\u00e1lises por dia, com um padr\u00e3o di\u00e1rio. Houve um desvio de 0,21 a 0,58 g\/L, sendo de geralmente 0,3 g\/L.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6) Discuss\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rea\u00e7\u00e3o entre o verde de bromocresol e a albumina, ocorre quase que imediatamente. Entretanto n\u00e3o h\u00e1 nenhum equipamento comercial que possa medir a absorb\u00e2ncia imediatamente ap\u00f3s a adi\u00e7\u00e3o do reativo de cor. Torna-se, assim, necess\u00e1rio investigar outras solu\u00e7\u00f5es para o problema. Uma delas consiste em extrapolar os resultados obtidos at\u00e9 o tempo de adi\u00e7\u00e3o do reativo de cor, outra consiste em minimizar o tempo, at\u00e9 que n\u00e3o haja erros significativos. Utilizando o segundo m\u00e9todo, foi encontrado que resultados aceit\u00e1veis s\u00e3o obtidos quando a rea\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada entre 8-10 segundos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro importante fator, \u00e9 o diluente utilizado na pr\u00e9 dilui\u00e7\u00e3o. Diferentes diluentes tem sido utilizados. \u00c1gua destilada demonstrou ser o melhor porque o uso de outors diluentes co cloreto de s\u00f3dio 9g\/L ou tamp\u00e3o succinato usado no reagente forneceram resultados falsamente aumentados. H\u00e1 provavelmente um rearranjo conformacional de uma ou mais prote\u00ednas que reagem mais lentamente com BCG, nas amostras dilu\u00eddas. O rearranjo prot\u00e9ico ent\u00e3o reage imediatamente com o reagente de BCG como se fosse a albumina. Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel que altas concentra\u00e7\u00f5es de imunoglobulinas em alguns soros causem precipita\u00e7\u00e3o quando dilu\u00eddas com \u00e1gua. Este erro n\u00e3o \u00e9 levado em conta devido \u00e0 grande dilui\u00e7\u00e3o do soro utilizada na mistura final de rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pequenos acr\u00e9scimos de leituras de rea\u00e7\u00e3o com aumentos da temperatura. Assim seria de se esperar que os piores resultados obtidos, quando comparados com o m\u00e9todo imunol\u00f3gico, fossem os realizados a 37 o C mas foram obtidos bons resultados, mesmo sob estas condi\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante manter o sistema termostatizado porque a absorb\u00e2ncia do reagente de BCG (branco) \u00e9 sens\u00edvel a mudan\u00e7as de temperatura. Altas temperaturas provocam aumentos das absorb\u00e2ncias. Isto n\u00e3o \u00e9 o caso do complexo albumina \u2013 BCG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o outro sistema utilizado, curvas padr\u00f5es lineares passando atrav\u00e9s da origem foram obtidas. Isto facilita o uso de somente um padr\u00e3o, por exemplo, 40 g\/L, nos m\u00e9todos de rotina. Este padr\u00e3o \u00e9 corrido diversas vezes em um lote de amostras a fim de nos fornecer resultados dignos de confian\u00e7a para o c\u00e1lculo dos soros dos pacientes. Foram comparados os resultados de m\u00e9todos imunol\u00f3gicos e o m\u00e9todo do BCG utilizando o Reaction Rate Analyser, bem como o m\u00e9todo manual de BCG e o m\u00e9todo utilizando o Multichannel analysis System. Os resultados finais podem ser melhorados, diminuindo-se os tempos de rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 demonstrado que a rea\u00e7\u00e3o imediata da albumina com o BCG pode ser realizada por diferentes sistemas automatizados de an\u00e1lise tendo uma boa compara\u00e7\u00e3o com os m\u00e9todos imunol\u00f3gicos. Assim, \u00e9 poss\u00edvel realizar determina\u00e7\u00f5es da albumina automaticamente, utilizando pouco reagente e a um baixo custo para o laborat\u00f3rio de maneira r\u00e1pida e simples.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">INTERPRETA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00edntese da albumina ocorre muito cedo no desenvolvimento fetal. Pela quarta \u00e0 sexta semana de gesta\u00e7\u00e3o, o saco vitelino e as c\u00e9lulas hep\u00e1ticas produzem prote\u00ednas que s\u00e3o imunologicamente identific\u00e1veis como a albumina. Os valores dos adultos s\u00e3o atingidos pela vig\u00e9sima e vig\u00e9sima-sexta semanas de gesta\u00e7\u00e3o e por conseguinte o soro do sangue do cord\u00e3o t\u00eam um conte\u00fado completo desta prote\u00edna. Os valores de albumina s\u00e9rica mant\u00eam-se notavelmente est\u00e1veis no indiv\u00edduo normal at\u00e9 uma idade avan\u00e7ada, come\u00e7amdo ent\u00e3o uma tend\u00eancia para uma descida significativa. As mulheres t\u00eam geralmente valores menores que os homens da mesma idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os valores da albumina diminuem durante a gravidez, \u00e0 medida que esta avan\u00e7a e algumas mulheres sofrem varia\u00e7\u00f5es dos valores da albumina plasm\u00e1tica durante o ciclo menstrual. A modifica\u00e7\u00e3o com contraceptivos n\u00e3o afeta de maneira significativa os valores da albumina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hipoalbuminemia \u00e9 uma marca distintiva de desnutri\u00e7\u00e3o proteica, quer esta seja devida a \u201cKwashiorkor\u201d, alcoolismo, parasitoses, doen\u00e7as malignas ou \u00e0 s\u00edndrome de \u201cch\u00e1 e torradas\u201d das pessoas idosas que vivem sozinhas. Os baixos n\u00edveis s\u00e9ricos de albumina est\u00e3o mais frequentemente associados com inflama\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas e doen\u00e7as graves agudas. Contudo, se o processo difere ou n\u00e3o do anterior, i.e. ,suprimento insuficiente de amino\u00e1cidos, continua sendo mat\u00e9ria de discuss\u00e3o. V\u00e1rios medicamentos citot\u00f3xicos t\u00eam um efeito depressor sobre a s\u00edntese das prote\u00ednas plasm\u00e1ticas, incluindo a albumina. Nas crian\u00e7as, a hipoalbuminemia e o edema perif\u00e9rico est\u00e3o estreitamente associados; no adulto, o edema \u00e9 menos previs\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valores muito baixos de albumina fazem prever doen\u00e7as graves seja por aumento das perdas e\/ou aumento do catabolismo, seja por diminui\u00e7\u00e3o da s\u00edntese. Estados patol\u00f3gicos como a cirrose alco\u00f3lica, acompanhados de hipoalbuminemia, resultam muitas vezes de desnutri\u00e7\u00e3o proteica e de uma diminui\u00e7\u00e3o do tecido hep\u00e1tico funcionante. Nos pacientes, cuja doen\u00e7a se acompanha de hipertens\u00e3o portal, a mal absor\u00e7\u00e3o aumenta o problema. Desde que lhe sejam fornecidos os materiais para a s\u00edntese em quantidades adequadas, o f\u00edgado \u00e9 capaz de manter n\u00edveis suficientes de albumina s\u00e9rica, mesmo havendo perdas moderadamente grandes pelo rim; contudo, os pacientes nefr\u00f3ticos, mesmo bem alimentados podem ter baixos n\u00edveis s\u00e9ricos de albumina quando persiste a inflama\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00edveis significativamente diminu\u00eddos de albumina, em indiv\u00edduos sem defici\u00eancias cong\u00eanitas de albumina, acompanham e s\u00e3o acompanhados por muitas doen\u00e7as da homeostase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hiperalbuminemia usualemente \u00e9 atribu\u00edda a uma desidrata\u00e7\u00e3o ou hemoconcentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos tem se aplicado o termo microalbuminemia para a excre\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria aumentada de albumina. Esta condi\u00e7\u00e3o esta relacionada com problemas diab\u00e9ticos que logo manifestam uma enfermidade renal. O limite superior de excre\u00e7\u00e3o de albumina nos adultos normais \u00e9 de 12 a 15 mg\/min. A defini\u00e7\u00e3o operacional de microalbuminemia \u00e9 de 15 a 30 mg\/min a 150 mg\/min. O esfor\u00e7o f\u00edsico, hipertens\u00e3o, infec\u00e7\u00e3o do trato urin\u00e1rio e enfermidade card\u00edaca tamb\u00e9m podem aumentar a excre\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria de albumina. A import\u00e2ncia da determina\u00e7\u00e3o de microalbumin\u00faria, surge da observa\u00e7\u00e3o de que os diab\u00e9ticos com uma excre\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria menor que 15 mg\/min tem menos probabilidade de desnevolver uma nefropatia com poss\u00edvel insufici\u00eancia renal na d\u00e9cada seguinte, por\u00e9m aqueles com n\u00edveis de excre\u00e7\u00e3o superior tem esta probabilidade aumentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A analbuminemia cong\u00eanita \u00e9 uma s\u00edndrome muito rara, em que os pacientes s\u00e3o capazes de sintetizar apenas quantidades muito pequenas de albumina (inferior a 0,5% do normal), s\u00f3 mensur\u00e1veis por m\u00e9todos muito sens\u00edveis. O interesse cl\u00ednico destes pacientes localiza-se no fato deles apresentarem poucos problemas atribu\u00eddos a defici\u00eancia de albumina, apesar do papel fundamental que a albumina tem na manuten\u00e7\u00e3o da press\u00e3o osm\u00f3tica e no transporte e armazenagem de subst\u00e2ncias com baixo peso molecular. O valor das prote\u00ednas totais nesta indiv\u00edduos varia entre 45 a 57 g\/L, sendo a press\u00e3o coloidosm\u00f3tica do plasma aproximadamente metade da esperada; n\u00e3o obstante, o edema perif\u00e9rico, quando existente, \u00e9 moderado. A invulgar e inesperada benignidade da defici\u00eancia de um t\u00e3o importante componente sang\u00fcineo, indica que a albumina pode na verdade n\u00e3o ser t\u00e3o importante como geralmente se pensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interferentes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a \u2013 N\u00e3o utilizar amostras muito hemolisadas. Aparentemente, 1 mg% de hemoglobina ocasiona aumento de 1 mg% de albumina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b \u2013 H\u00e1 aumento pela interfer\u00eancia da amplicilina, nas desidrata\u00e7\u00f5es, nas lipemias, no exerc\u00edcio muscular, no uso inadequado de torniquete na coleta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c \u2013 H\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o da albumina nas hepatopatias, \u201cstress\u201d, traumas, m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o e s\u00edndrome nefr\u00f3tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a \u2013 O soro \u00e9 est\u00e1vel por tr\u00eas dias, em refrigerador e uma semana, em congelador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b \u2013 A rea\u00e7\u00e3o do verde de bromocresol depende da natureza da albumina utilizada; a albumina bovina difere da albumina humana cristalizada. Conv\u00e9m, portanto, padronizar a solu\u00e7\u00e3o de albumina bovina com soros, de valores conhecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c \u2013 Soros moderadamente lip\u00eamicos n\u00e3o interferem na rea\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">d \u2013 Os anticoagulantes a serem utilizados, no caso de plasmas, s\u00e3o a heparina e o EDTA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">e \u2013 \u00c9 recomend\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o de pipeta de hemoglobina ou autom\u00e1tica para a adi\u00e7\u00e3o da amostra e do padr\u00e3o. Limpar o lado externo da pipeta e lavar tr\u00eas vezes com o pr\u00f3prio reativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">f \u2013 A recupera\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo \u00e9 de 99% e a precis\u00e3o \u00e9 de 5%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">g \u2013 A vidraria deve estar perfeitamente limpa , pois os \u00e1cidos e \u00e1lcalis interferem nos resultados .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">h \u2013 Com a diminui\u00e7\u00e3o da albumina temos aparecimento de edemas, pois as prote\u00ednas t\u00eam papel importante na distribui\u00e7\u00e3o dos l\u00edquidos org\u00e2nicos. Quando os n\u00edveis s\u00e3o inferiores a 2 g\/dL quase sempre h\u00e1 aparecimento de edemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">i \u2013 Tendo-se os valores de prote\u00ednas totais e de albumina, o valor das globulinas pode ser:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 BOREL, J. et al . Como Prescrever e Interpretar um Exame Laboratorial . S\u00e3o Paulo : Panamericana , 1990 . p.98 . 671 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 \u2013 GORTNER , R. A. Bioqu\u00edmica . 3 ed. Buenos Aires : Hasa , 1960 . p.387 . 1084 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 \u2013 GUSTAFSSON, J. E. C. Automated Serum Albumin Determination by Use of the Immediate Reaction with Bromcresol Green Reagent. Clinical Chemistry, 24 (2),1978. p. 369-73.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 \u2013 HARPER , H. A. et al . Manual de Qu\u00edmica Fisiol\u00f3gica . 5 ed. S\u00e3o Paulo : Atheneu , 1982 . p.203 . 736 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 KAPLAN , L. A. &amp; PESCE , A. J. Qu\u00edmica Cl\u00ednica . Buenos Aires : Panamericana , 1990 . p.1075 a 1083 . 1380 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 \u2013 KARLSON , P. et al . Patobioqu\u00edmica . Rio de Janeiro : Guanabara Koogan , 1982 . p.267 . 321 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 \u2013 KARLSON , P. Manual de Bioqu\u00edmica para M\u00e9dicos , Naturalistas e Farmac\u00eauticos Barcelona : Marin , 1965 . p.56 a 62 . 386 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 \u2013 MILLER OTTO et al . Laborat\u00f3rio para o Cl\u00ednico . 6 ed. S\u00e3o Paulo : Livraria Atheneu, 1989. p.26 e 27 . 549 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 \u2013 MOURA , R. A. et al . T\u00e9cnicas de Laborat\u00f3rio . 2 ed. S\u00e3o Paulo : Atheneu , 1982 . p.98 a 107 . 822 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 \u2013 ________ . ________ . 3 ed. ________ : ________ , 1987 . p.86 a 88 . 511 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11 \u2013 STRYER , L. Bioqu\u00edmica . e 3d. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan . 1992 . p.235 . 881 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12 \u2013 THE MERCK INDEX . 11 ed. Rahway , N. J. , USA : Merck &amp; CO. , Inc. 1989 . p.22 ,<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-1769","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-h-p"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1769"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1769\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29753,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1769\/revisions\/29753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}