{"id":1836,"date":"2009-02-19T12:40:24","date_gmt":"2009-02-19T14:40:24","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=1836"},"modified":"2022-02-15T03:29:37","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:37","slug":"os-codigos-morais-estao-escritos-nos-nossos-genes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=1836","title":{"rendered":"Os c\u00f3digos morais est\u00e3o escritos nos nossos genes?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\">Por <strong>Nicholas Wade<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\">Este artigo refor\u00e7a a teoria de que recorda\u00e7\u00f5es e comportamentos pode ser transmitidos via c\u00f3digo gen\u00e9tico.<a href=\"?p=237\">Leiam aqui<\/a> o artigo intitulado <strong>Recorda\u00e7\u00f5es de Vidas Passadas: uma teoria embasada na gen\u00e9tica molecular<\/strong>, e tirem suas conclus\u00f5es.<!--more--><\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\">De onde vem as regras morais? Da raz\u00e3o, dizem certos fil\u00f3sofos. De Deus, asseguram os crentes. Mas dificilmente leva-se em considera\u00e7\u00e3o uma fonte atualmente defendida por v\u00e1rios bi\u00f3logos. A evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, a sele\u00e7\u00e3o natural e a sobreviv\u00eancia do mais apto podem dar a impress\u00e3o de recompensar somente os valores mais ego\u00edstas. Mas para os animais que vivem em grupos, o ego\u00edsmo precisa ser rigorosamente controlado, ou n\u00e3o haver\u00e1 vantagem na vida social. Poderiam os comportamentos desenvolvidos nos animais sociais para possibilitar o funcionamento das sociedades ser a base a partir da qual evoluiu a moralidade humana?<\/p>\n<p>Em uma s\u00e9rie de artigos recentes e um livro, &#8220;The Happiness Hypothesis&#8221; (&#8220;A Hip\u00f3tese da Felicidade&#8221;), Jonathan Haidt, psic\u00f3logo da Universidade de Virg\u00ednia especializado na quest\u00e3o da moral, vem construindo uma ampla vis\u00e3o evolucion\u00e1ria da moralidade na qual esta tem conex\u00f5es tanto com a religi\u00e3o quanto com a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Haidt iniciou a sua carreira de pesquisador examinando o sentimento de repulsa. Testando as rea\u00e7\u00f5es das pessoas a situa\u00e7\u00f5es como aquela de uma fam\u00edlia faminta que cozinhou e comeu o seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o depois que este foi atropelado e morto por um ve\u00edculo na estrada, ele analisou o fen\u00f4meno da perplexidade moral &#8211; quando as pessoas t\u00eam uma forte sensa\u00e7\u00e3o de que algo est\u00e1 errado, mas s\u00e3o incapazes de explicar por que.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno levou-o a ver a moralidade como sendo motivada por dois sistemas mentais distintos, um antigo e um moderno, embora a mente basicamente n\u00e3o tenha consci\u00eancia dessa diferen\u00e7a. O sistema antigo, que ele chama de intui\u00e7\u00e3o moral, baseia-se em comportamentos morais carregados de emo\u00e7\u00e3o que se desenvolveram antes do surgimento da linguagem. O sistema moderno &#8211; que ele chama de julgamento moral &#8211; veio ap\u00f3s a linguagem, quando as pessoas tornaram-se capazes de expressar por que algo \u00e9 certo ou errado.<\/p>\n<p>As respostas emocionais da intui\u00e7\u00e3o moral ocorrem instantaneamente &#8211; elas s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es viscerais primitivas que se desenvolveram para gerar decis\u00f5es imediatas e maximizar a sobreviv\u00eancia em um mundo perigoso. O julgamento moral, por outro lado, veio mais tarde, \u00e0 medida que a mente desenvolveu uma racionaliza\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel para a decis\u00e3o \u00e0 qual o indiv\u00edduo j\u00e1 havia chegado por meio da intui\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n<p>Segundo a \u00f3tica de Haidt, a perplexidade moral ocorre quando o julgamento moral n\u00e3o consegue apresentar uma explica\u00e7\u00e3o convincente para aquilo que a intui\u00e7\u00e3o moral decidiu.<\/p>\n<p>Assim sendo, por que a evolu\u00e7\u00e3o equipou o c\u00e9rebro com dois sistemas morais, quando apenas um parece ser suficiente?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s possu\u00edmos uma mente animal complexa, que apenas recentemente desenvolveu a linguagem e o racioc\u00ednio baseado na linguagem&#8221;, explica Haidt. &#8220;De forma nenhuma o controle do organismo seria entregue a esta nova faculdade&#8221;.<\/p>\n<p>Ele compara a m\u00e1quina moral subterr\u00e2nea da mente a um elefante, e o racioc\u00ednio moral consciente a um pequeno indiv\u00edduo montado na garupa do elefante. Haidt acredita que os psic\u00f3logos e os fil\u00f3sofos adotaram por muito tempo uma vis\u00e3o demasiadamente estreita de moralidade, porque se concentraram no indiv\u00edduo que viaja na garupa do elefante, praticamente ignorando este \u00faltimo.<\/p>\n<p>Haidt desenvolveu uma percep\u00e7\u00e3o melhor do elefante ap\u00f3s visitar a \u00cdndia por sugest\u00e3o do antrop\u00f3logo Richard Shweder. Em Bhubaneswar, no Estado indiano de Orissa, Haidt observou que as pessoas reconheciam um dom\u00ednio moral muito mais amplo do que aquele que diz respeito \u00e0s quest\u00f5es de danos e justi\u00e7a, que s\u00e3o partes fundamentais da moralidade ocidental. Os indianos mostravam-se preocupados com a integra\u00e7\u00e3o da comunidade atrav\u00e9s de rituais, al\u00e9m de estarem comprometidos com o conceito de pureza religiosa como forma de controle de comportamento.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s retornar da \u00cdndia, Haidt pesquisou v\u00e1rios trabalhos de antropologia e psicologia em busca de id\u00e9ias de diversas parte do mundo sobre a moralidade. Ele identificou cinco componentes da moralidade que s\u00e3o comuns \u00e0 maior parte das culturas. Alguns dizem respeito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos, e outros aos v\u00ednculos que agregam um grupo.<\/p>\n<p>No que diz respeito aos dois sistemas morais que protegem os indiv\u00edduos, um deles tem como objetivo impedir danos \u00e0 pessoa e o outro garantir reciprocidade e justi\u00e7a. Menos familiares s\u00e3o os tr\u00eas sistemas que promovem comportamentos desenvolvidos para fortalecer o grupo. S\u00e3o eles a lealdade para com os membros do grupo, o respeito \u00e0 autoridade e \u00e0 hierarquia e um sentido de pureza ou santidade.<\/p>\n<p>Segundo a vis\u00e3o de Haidt, os cinco sistemas morais s\u00e3o mecanismos psicol\u00f3gicos inatos que predisp\u00f5em as crian\u00e7as a absorver certas virtudes. Como essas virtudes s\u00e3o aprendidas, a moralidade pode variar bastante de uma cultura para outra, embora preservando o seu papel central de elemento de conten\u00e7\u00e3o do ego\u00edsmo. Nas sociedades ocidentais, o foco est\u00e1 na prote\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com a insist\u00eancia de que todos sejam tratados com justi\u00e7a. A criatividade \u00e9 alta, mas a sociedade \u00e9 menos ordenada. &#8220;Em diversas outras sociedades, o ego\u00edsmo \u00e9 suprimido por meio de pr\u00e1ticas, rituais e hist\u00f3rias que ajudam a pessoa a desempenhar um papel cooperativo em uma entidade social mais vasta&#8221;, afirma Haidt.<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 consciente do fato de que muita gente &#8211; incluindo os membros da &#8220;disciplina homogeneamente pol\u00edtica da psicologia&#8221; &#8211; considera a moralidade um sin\u00f4nimo de justi\u00e7a, direitos e bem-estar do indiv\u00edduo, descartando tudo mais como sendo mera conven\u00e7\u00e3o social. Mas Haidt observa que muitas sociedades espalhadas pelo mundo comportam-se de fato como se a lealdade, o respeito \u00e0 autoridade e a santidade fossem conceitos morais, e isso justi\u00e7a que se adote uma vis\u00e3o mais ampla do dom\u00ednio da moral.<\/p>\n<p>Haidt diz que a id\u00e9ia de que moralidade e santidade est\u00e3o entrela\u00e7adas pode atualmente estar fora de moda, mas que ela tem um pedigree respeit\u00e1vel, que remonta a Emile Durkheim, um dos fundadores da sociologia.<\/p>\n<p>Haidt acredita que a religi\u00e3o desempenhou uma fun\u00e7\u00e3o importante na evolu\u00e7\u00e3o humana ao fortalecer e ampliar a coes\u00e3o fornecida pelos sistemas morais. &#8220;Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos mentes religiosas, n\u00e3o ter\u00edamos feito a transi\u00e7\u00e3o para a tend\u00eancia aos grandes agrupamentos&#8221;, diz ele. &#8220;Ainda ser\u00edamos apenas grupelhos vagando a esmo&#8221;.<\/p>\n<p>Para ele, o comportamento religioso pode ser o resultado da sele\u00e7\u00e3o natural, modelado em uma \u00e9poca na qual os primeiros grupos humanos competiam entre si. &#8220;Aqueles que gostavam de se agrupar tiveram mais sucesso&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>Haidt passou a reconhecer a import\u00e2ncia da religi\u00e3o por uma rota indireta. &#8220;Eu encontrei o divino pela primeira vez na repulsa&#8221;, escreve ele no seu livro &#8220;The Happiness Hypothesis&#8221;.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de repulsa provavelmente desenvolveu-se quando as pessoas tornaram-se comedoras de carne, e tiveram que aprender quais alimentos poderiam estar contaminados com bact\u00e9rias, um problema que n\u00e3o ocorria com a comida de origem vegetal. Ele argumenta que a repulsa passou, a seguir, a abranger v\u00e1rias outras categorias, como pessoas sujas, pr\u00e1ticas sexuais inaceit\u00e1veis e uma ampla classe de fun\u00e7\u00f5es e comportamentos corporais que eram vistos como limites de separa\u00e7\u00e3o entre humanos e animais.<\/p>\n<p>&#8220;Imagine visitar uma cidade na qual as pessoas n\u00e3o usam roupas, nunca tomam banho, fazem sexo em p\u00fablico em &#8216;estilo canino&#8217; e comem carne crua arrancando os peda\u00e7os com os dentes diretamente da carca\u00e7a&#8221;, escreve Haidt.<\/p>\n<p>Ele v\u00ea na repulsa provocada por tal cena uma aliada das id\u00e9ias de pureza f\u00edsica e religiosa. Para Haidt, a pureza \u00e9 um sistema moral que promove as metas de controlar os desejos ego\u00edstas e de agir de uma maneira religiosamente aprovada.<\/p>\n<p>As no\u00e7\u00f5es de repulsa e de pureza est\u00e3o disseminadas fora das culturas ocidentais. &#8220;Os liberais educados s\u00e3o o \u00fanico grupo a afirmar, &#8216;Acho tal coisa repulsiva, mas isso n\u00e3o torna essa pr\u00e1tica errada'&#8221;, diz Haidt.<\/p>\n<p>Trabalhando em conjunto com Jesse Graham, um aluno de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, Haidt detectou uma impressionante dimens\u00e3o pol\u00edtica na moralidade. Ele e Graham pediram a pessoas que identificassem a sua posi\u00e7\u00e3o em um espectro pol\u00edtico que ia do liberal ao conservador, e que a seguir preenchessem um question\u00e1rio que avaliava a import\u00e2ncia atribu\u00edda a cada um dos cinco sistemas morais (o teste, chamado question\u00e1rio de bases morais, pode ser acessado online no site www.YourMorals.org).<\/p>\n<p>Eles descobriram que as pessoas que se identificavam como liberais atribu\u00edam um forte peso aos dois sistemas morais de prote\u00e7\u00e3o ao indiv\u00edduo &#8211; aquele que preconiza que n\u00e3o se cause danos a outros e o que aconselha a pessoa a s\u00f3 tratar os outros como gostaria de ser tratada. Mas os liberais atribu\u00edram menos import\u00e2ncia aos tr\u00eas sistemas morais de prote\u00e7\u00e3o ao grupo. Os que dizem respeito \u00e0 lealdade, ao respeito \u00e0 autoridade e \u00e0 pureza.<\/p>\n<p>Os conservadores valorizaram todos os cinco sistemas morais, mas deram menos import\u00e2ncia do que os liberais \u00e0s moralidades que protegem os indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Haidt acredita que as v\u00e1rias disc\u00f3rdias pol\u00edticas entre liberais e conservadores podem refletir a diferente \u00eanfase dada por cada um desses grupos \u00e0s cinco categorias morais.<\/p>\n<p>Vejamos, por exemplo, o posicionamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arte e a m\u00fasica contempor\u00e2neas. Os conservadores temem que a arte subversiva mine a autoridade, viole as tradi\u00e7\u00f5es internas do grupo e ofenda os c\u00e2nones da pureza e da santidade. Por outro lado, os liberais v\u00eaem a arte contempor\u00e2nea como uma protetora da igualdade, ao atacar o establishment, especialmente se a arte for produzida por grupos oprimidos.<\/p>\n<p>Haidt argumenta que os liberais extremados n\u00e3o d\u00e3o quase nenhuma import\u00e2ncia aos sistemas morais que protegem o grupo. Para Haidt, devido ao fato de os conservadores darem algum valor \u00e0s prote\u00e7\u00f5es individuais, eles freq\u00fcentemente entendem melhor as vis\u00f5es liberais do que os liberais entendem as atitudes conservadoras.<\/p>\n<p>Haidt, que se descreve como sendo um liberal moderado, afirma que a sociedade necessita de gente com os dois tipos de personalidade. &#8220;Uma moralidade liberal encorajaria uma criatividade muito maior, mas debilitaria a estrutura social e esgotaria o capital social&#8221;, diz ele. &#8220;Fico realmente feliz com o fato de termos Nova York e S\u00e3o Francisco &#8211; a maior parte da nossa criatividade vem de cidades como essas. Mas uma na\u00e7\u00e3o que fosse constitu\u00edda apenas de Nova York e S\u00e3o Francisco n\u00e3o poderia sobreviver por muito tempo. Os conservadores fazem mais doa\u00e7\u00f5es para obras de caridade, e tendem a apoiar mais as institui\u00e7\u00f5es essenciais, como as for\u00e7as armadas e as pol\u00edcias&#8221;.<\/p>\n<p>Outros psic\u00f3logos v\u00eaem de formas diversas as id\u00e9ias de Haidt.<\/p>\n<p>Steven Pinker, um especialista em ci\u00eancia cognitiva que leciona na Universidade Harvard, afirma: &#8220;Sou um grande f\u00e3 do trabalho de Haidt&#8221;. Ele acrescenta que a id\u00e9ia de incluir a pureza no dom\u00ednio moral pode fazer sentido sob o ponto de vista psicol\u00f3gico, mesmo que a pureza n\u00e3o tenha lugar no racioc\u00ednio sobre a moral.<\/p>\n<p>Mas Frans B.M. de Waal, um primatologista da Universidade Emory, diz que discorda da vis\u00e3o de Haidt segundo a qual a fun\u00e7\u00e3o da moralidade \u00e9 suprimir o ego\u00edsmo. Muitos animais demonstram empatia e tend\u00eancias altru\u00edstas, mas n\u00e3o possuem sistemas morais.<\/p>\n<p>&#8220;Para mim, um sistema moral \u00e9 aquele que resolve a tens\u00e3o entre os interesses do indiv\u00edduo e do grupo de uma forma que parece ser a melhor para a maioria dos membros do grupo, e que, portanto, promove uma rela\u00e7\u00e3o de reciprocidade&#8221;, argumenta de Waal.<\/p>\n<p>Ele diz que tamb\u00e9m discorda da maneira como Haidt associa os liberais aos direitos individuais e os conservadores \u00e0 coes\u00e3o social.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 \u00f3bvio que os liberais enfatizam o bem comum &#8211; legisla\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para minas de carv\u00e3o, sistema de sa\u00fade para todos, apoio aos pobres -, de uma forma que est\u00e1 longe de ser reconhecida pelos conservadores&#8221;, observa de Waal.<\/p>\n<p>Essa associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m perturba John T. Jost, especialista em psicologia pol\u00edtica da Universidade de Nova York. Jost diz que admira Haidt com &#8220;um psic\u00f3logo social muito interessante e criativo&#8221;, e que achou o seu trabalho \u00fatil para chamar aten\u00e7\u00e3o para o forte elemento moral presente nas cren\u00e7as pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Mas o fato de liberais e conservadores concordarem quanto aos dois primeiros princ\u00edpios de Haidt &#8211; n\u00e3o prejudicar as outras pessoas e s\u00f3 tratar os outros como gostar\u00edamos de ser tratados &#8211; significa que esses dois princ\u00edpios s\u00e3o bons candidatos a virtudes morais. &#8220;Para mim, o fato de liberais e conservadores discordarem quanto aos tr\u00eas outros princ\u00edpios sugere que essas n\u00e3o s\u00e3o virtudes morais gerais, mas sim compromissos ou valores ideol\u00f3gicos espec\u00edficos&#8221;, afirma Jost.<\/p>\n<p>Em defesa das suas id\u00e9ias, Haidt afirma que as alega\u00e7\u00f5es morais podem ser v\u00e1lidas, mesmo que n\u00e3o sejam universalmente reconhecidas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 pelo menos poss\u00edvel que as sociedades conservadoras e tradicionais tenham algumas vis\u00f5es morais ou sociol\u00f3gicas que os liberais seculares n\u00e3o entendem&#8221;, diz Haidt.<\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\"><br \/>\n<\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"content\">Copyright \u00a9 por Vladimir Antonini Todos os direitos reservados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nicholas Wade Este artigo refor\u00e7a a teoria de que recorda\u00e7\u00f5es e comportamentos pode ser transmitidos via c\u00f3digo gen\u00e9tico.Leiam aqui o artigo intitulado Recorda\u00e7\u00f5es de Vidas Passadas: uma teoria embasada na gen\u00e9tica molecular, e tirem suas conclus\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-1836","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-h-p"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1836"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1836\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29748,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1836\/revisions\/29748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}