{"id":22313,"date":"2014-05-31T01:43:38","date_gmt":"2014-05-31T01:43:38","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/home\/?p=22313"},"modified":"2022-02-15T02:39:29","modified_gmt":"2022-02-15T02:39:29","slug":"aposentadoria-compulsoria-de-servidor-celetista-extingue-vinculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=22313","title":{"rendered":"Aposentadoria compuls\u00f3ria de servidor celetista extingue v\u00ednculo"},"content":{"rendered":"<p class=\"title\" style=\"text-align: justify;\">Muita gente defende que o funcion\u00e1rio celetista n\u00e3o est\u00e1 sujeito ao disposto no art. 40, par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso II da Constitui\u00e7\u00e3o que determina a aposentadoria compuls\u00f3ria do servidor p\u00fablico aos 70 anos, independente de ser homem ou mulher, mas o TST julgou procedente uma a\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo reconhecendo que o disposto no documento acima citado tamb\u00e9m se aplica aos funcion\u00e1rios do regime CLT das funda\u00e7\u00f5es e autarquias mantidas pelo poder p\u00fablico. <!--more-->Veja todo o embr\u00f3glio abaixo:<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"doc-tools\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"tools block\">.<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"info block\" style=\"text-align: justify;\">Publicado por <a class=\"author\" href=\"http:\/\/tst.jusbrasil.com.br\/\">Tribunal Superior do Trabalho<\/a> (extra\u00eddo pelo JusBrasil) &#8211; <span class=\"time-since\">4 anos atr\u00e1s<\/span><\/p>\n<div class=\"doc-votes\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aposentadoria compuls\u00f3ria \u00e9 causa leg\u00edtima para extinguir contrato de trabalho sem direito do empregado a qualquer indeniza\u00e7\u00e3o, quando se trata de servidor de autarquia p\u00fablica estadual. Com essa argumenta\u00e7\u00e3o, a Universidade de S\u00e3o Paulo conseguiu ser absolvida da condena\u00e7\u00e3o ao pagamento da multa de 40% do FGTS e aviso pr\u00e9vio &#8211; verbas rescis\u00f3rias pagas a quem \u00e9 dispensado sem justa causa &#8211; a um servidor celetista aposentado compulsoriamente. O julgamento ocorreu na Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que reformou decis\u00e3o do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (SP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os efeitos da aposentadoria compuls\u00f3ria causam grande controv\u00e9rsia. A discuss\u00e3o se deu sobre a situa\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico celetista quando alcan\u00e7a a idade limite &#8211; homem, aos 70, e mulher aos 65 anos &#8211; e se ele tem direito ou n\u00e3o a receber verbas rescis\u00f3rias, se aposentado. A corrente que prevaleceu na Sexta Turma defende que a aposentadoria \u00e9 compuls\u00f3ria para todo tipo de servidor p\u00fablico &#8211; estatut\u00e1rio ou celetista -, ocorrendo o fim do v\u00ednculo. A outra tend\u00eancia, que acabou sendo vencida, considera que, para o celetista, o limite de idade n\u00e3o extingue o contrato de trabalho e, se n\u00e3o houver ruptura contratual pela idade do trabalhador, \u00e9 devido o pagamento das verbas rescis\u00f3rias relativas a todo per\u00edodo trabalhado, porque se trataria de dispensa imotivada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi essa a interpreta\u00e7\u00e3o dada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (SP) para manter a senten\u00e7a garantindo o pagamento das verbas rescis\u00f3rias. Ou seja: o servidor, sendo celetista e n\u00e3o ocupando cargo efetivo, est\u00e1 submetido ao Regime Geral da Previd\u00eancia, n\u00e3o havendo extin\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo empregat\u00edcio aos 70 anos. O Regional entendeu que se aplica somente ao servidor estatut\u00e1rio o artigo <a class=\"cite\" title=\"Artigo 40 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com\/topicos\/431394\/artigo-40-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988\" rel=\"431394\">40<\/a>, <a class=\"cite\" title=\"Par\u00e1grafo 1 Artigo 40 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com\/topicos\/10636208\/par%C3%A1grafo-1-artigo-40-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988\" rel=\"10636208\">par\u00e1grafo 1\u00ba<\/a>, inciso <a class=\"cite\" title=\"Inciso II do Par\u00e1grafo 1 do Artigo 40 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com\/topicos\/10709345\/inciso-ii-do-par%C3%A1grafo-1-do-artigo-40-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988\" rel=\"10709345\">II<\/a>, da <a class=\"cite\" title=\"Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil de 1988\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com\/legislacao\/1027008\/constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988\" rel=\"302754\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, utilizado como argumento pela autarquia, e, pelo qual, o fator da idade limite produz o efeito da aposentadoria autom\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a decis\u00e3o do TRT, a USP recorreu ao TST, alegando que, na condi\u00e7\u00e3o de autarquia p\u00fablica estadual, est\u00e1 sujeita \u00e0s limita\u00e7\u00f5es impostas pela <a class=\"cite\" title=\"Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil de 1988\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com\/legislacao\/1027008\/constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988\" rel=\"302754\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>. Sustentou que os \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica t\u00eam o dever de extinguir os contratos de trabalho, seja qual for o regime jur\u00eddico, estatut\u00e1rio ou celetista, e que o desligamento ocorreu devido ao requisito idade, por ter o trabalhador atingido 70 anos. A universidade enfatizou que n\u00e3o h\u00e1 respaldo legal para o pagamento da multa dos 40% e aviso pr\u00e9vio, pois n\u00e3o houve dispensa por ato do empregador, mas aposentadoria compuls\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esses fundamentos, o TRT trancou o recurso de revista &#8211; e a autarquia interp\u00f4s agravo de instrumento ao TST. O relator, ministro Hor\u00e1cio Senna Pires, que negava provimento, foi vencido pela proposta em sentido contr\u00e1rio, ou seja, provendo o agravo para o destrancamento para possibilitar a an\u00e1lise do recurso de revista.<strong><span style=\"color: #ff0000;\"> O redator designado, ministro Mauricio Godinho Delgado, defendeu a tese de que, aos servidores p\u00fablicos &#8211; inclusive aos submetidos ao regime celetista &#8211; aplicam-se as regras constitucionais referentes a aposentadoria compuls\u00f3ria.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o ministro Maur\u00edcio Godinho, esse tipo de aposentadoria extingue automaticamente o v\u00ednculo jur\u00eddico estatut\u00e1rio ou empregat\u00edcio com a entidade estatal, \u0093por for\u00e7a do comando constitucional inarred\u00e1vel\u0094. Ele destaca que a <a class=\"cite\" title=\"Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil de 1988\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com\/legislacao\/1027008\/constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988\" rel=\"302754\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/a> pro\u00edbe a acumula\u00e7\u00e3o remunerada de cargos, empregos e fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, salvo raras exce\u00e7\u00f5es. Esta proibi\u00e7\u00e3o, afirma o ministro, \u0093se estende, de modo expresso, \u00e0 percep\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de proventos de aposentadoria\u0094. Conclui, ent\u00e3o, que \u0093n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a continuidade do v\u00ednculo do servidor estatut\u00e1rio ou do celetista t\u00e3o logo consumada sua aposentadoria compuls\u00f3ria\u0094 e que n\u00e3o se pode falar em dispensa imotivada para atrair o direito \u00e0 parcela de 40% do FGTS e ao aviso pr\u00e9vio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o redator faz uma distin\u00e7\u00e3o entre a aposentadoria compuls\u00f3ria e a aposentadoria volunt\u00e1ria. Esta modalidade &#8211; por tempo de contribui\u00e7\u00e3o &#8211; pode ocorrer muito antes dos 70 anos, e, segundo a jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal, n\u00e3o importa a extin\u00e7\u00e3o do contrato. Para o ministro, \u0093n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, do ponto de vista jur\u00eddico, estender as regras, crit\u00e9rios e efeitos da modalidade volunt\u00e1ria para a modalidade compuls\u00f3ria, em afronta a diversas regras constitucionais enf\u00e1ticas\u0094. Diante dessas fundamenta\u00e7\u00f5es, a Sexta Turma deu provimento ao recurso da USP e absolveu-a da condena\u00e7\u00e3o ao pagamento das parcelas rescis\u00f3rias. <span id=\"fontLink\" style=\"cursor: pointer; color: rgbccdd1d; text-decoration: underline;\">(RR &#8211; 986\/2006-008-15-40.5) <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Lourdes Tavares)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta mat\u00e9ria tem car\u00e1ter informativo, sem cunho oficial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Permitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tribunal Superior do Trabalho<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muita gente defende que o funcion\u00e1rio celetista n\u00e3o est\u00e1 sujeito ao disposto no art. 40, par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso II da Constitui\u00e7\u00e3o que determina a aposentadoria compuls\u00f3ria do servidor p\u00fablico aos 70 anos, independente de ser homem ou mulher, mas o TST julgou procedente uma a\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo reconhecendo que o disposto no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-22313","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22313"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26892,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22313\/revisions\/26892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}