{"id":2799,"date":"2009-04-24T11:49:11","date_gmt":"2009-04-24T14:49:11","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=2799"},"modified":"2022-02-15T03:29:21","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:21","slug":"a-crise-e-dos-tres-poderes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=2799","title":{"rendered":"A crise \u00e9 dos tr\u00eas poderes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2802\" title=\"lula_drink\" src=\"http:\/\/heinzpechner.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/lula_drink.jpg\" alt=\"lula_drink\" width=\"120\" height=\"200\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2803 alignright\" title=\"dolar\" src=\"http:\/\/heinzpechner.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/dolar.gif\" alt=\"dolar\" width=\"135\" height=\"68\" \/>Aumentar juros, impostos e gastos p\u00fablicos: a epop\u00e9ia de um governo delirante<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o basta acabar com os para\u00edsos fiscais: a movimenta\u00e7\u00e3o de capitais tem que ser regulada por cada pa\u00eds, em fun\u00e7\u00e3o de suas prioridades socioecon\u00f4micas, e n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da defesa do lucro m\u00e1ximo dos detentores de capitais privados.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paul Singer<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Waldo Lu\u00eds Viana*<!--more--><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre fui um economista de linha hiper-heterodoxa. Sonho com &#8220;destrui\u00e7\u00f5es criativas&#8221;. Causo frouxos de riso em meus colegas, quando afirmo que o sol nasce a leste todas as manh\u00e3s sem pagar nada \u00e0 banca internacional. E a Lua, por enquanto, n\u00e3o corre o risco de ser explorada por nenhuma empresa transnacional&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Op\u00f5em-se-me os mestres que sempre tive dizendo que a Economia, embora se ufane de ser uma ci\u00eancia (n\u00e3o no sentido f\u00edsico-bioqu\u00edmico), \u00e9 um modo de administrar \u201cbens escassos\u201d, que diferem dos bens livres encontrados (ainda) na natureza. Divirjo dessas id\u00e9ias caducas, dizendo exatamente o contr\u00e1rio: os bens s\u00e3o abundantes, mesmo os constru\u00eddos pelo homem, mas alocados de modo desigual, irracional e ego\u00edsta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Argumentam os adeptos da escola marginalista que o consumidor \u00e9 racional, aproveitando-se dos seus bens e haveres na melhor rela\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de custo-benef\u00edcio. Outra mentira. Numa sociedade p\u00f3s-capitalista, onde as necessidades de consumo s\u00e3o artificialmente criadas, em que a propaganda vicia o homem desde o ber\u00e7o, n\u00e3o h\u00e1 decis\u00f5es racionais de consumidores simplesmente autom\u00e1ticas. Se assim fosse, os departamentos de marketing e os consultores econ\u00f4micos n\u00e3o amealhariam fortunas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendemos, nos bancos escolares, as teorias da firma e da concorr\u00eancia perfeita. Nova balela, porque n\u00e3o h\u00e1 concorr\u00eancia perfeita, mas apenas a preval\u00eancia social no mercado do mais forte, hoje n\u00e3o quem tem a for\u00e7a bruta, mas a inside information, e forma grupos de empresas, mega-empresas ou holdings, que fingem concorrer entre si, depositando as receitas n\u00e3o operacionais nos mesmos lugares, em para\u00edsos fiscais ou no mercado \u201clivre\u201d (esses sim!) de capitais vol\u00e1teis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ensinam-nos a fal\u00e1cia da escolha entre canh\u00f5es e manteiga, esquecendo-se de que os pactos or\u00e7ament\u00e1rios s\u00e3o decididos por regimes democr\u00e1ticos extremamente deficientes em mat\u00e9ria de representa\u00e7\u00e3o. Em geral, as escolhas dos governantes n\u00e3o s\u00e3o as mesmas dos cidad\u00e3os, alijados das decis\u00f5es, protegidas por votos que geram mandatos apequenados pela corrup\u00e7\u00e3o e depreciados em legitimidade pelo tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A economia tem adjetivo: \u00e9 pol\u00edtica. Quando vemos seus estudiosos constru\u00edrem complicados modelos matem\u00e1ticos, teorias dos jogos e outras abstra\u00e7\u00f5es, podem ter certeza de que tudo isso \u00e9 criado para que o mundo n\u00e3o mude em nada. Matem\u00e1tica econom\u00e9trica \u00e9 del\u00edrio e escudo de banqueiro. As teorias neoliberais admitem tudo, menos que se retire dos ricos a possibilidade de roubar e dos pobres a de serem eternos reivindicantes. Esse \u00e9 o cerne da \u201cdemocracia ocidental\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pedra de toque de suas teorias \u00e9 \u201cn\u00e3o existe almo\u00e7o gr\u00e1tis\u201d. Pois ouso dizer o contr\u00e1rio: o almo\u00e7o gr\u00e1tis \u00e9 o mais gostoso, mesmo que os insumos sejam pagos por uma pessoa ou por um grupo, a comida seja preparada por uma pessoa ou v\u00e1rias, existe o prazer do esquecimento, da solidariedade e o sepultamento do ego\u00edsmo. Lembrem-se de Cristo, na Montanha, ao multiplicar os p\u00e3es e peixes&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo dir\u00e3o: esse esqueceu a natureza humana. \u00c9 o ego\u00edsmo e a felicidade gra\u00e7as \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do outro que conformam a sociedade capitalista! E logo aparecem, novos del\u00edrios, a supera\u00e7\u00e3o do regime econ\u00f4mico pela luta de classes pelo socialismo, que instaura uma ditadura para defender os interesses do homem social, com justificada (para os grupos dominantes) repress\u00e3o pol\u00edtica, pol\u00edcia secreta, pared\u00e3o, fuzilamentos e tudo o mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A economia \u201creal\u201d ceifou 6 milh\u00f5es de judeus, durante o nazismo, pela justificativa torpe (que est\u00e1 retornando \u00e0 Europa hoje, em cima dos imigrantes) de que faltam empregos e espa\u00e7o vital; a II Guerra matou 50 milh\u00f5es e o ditador St\u00e1lin (t\u00e3o aclamado por alguns ortodoxos) desintegrou cem milh\u00f5es de pessoas. N\u00e3o temos dados precisos sobre as mortes na China de Mao Ts\u00e9-Tung, mas, com certeza, equiparam-se aos \u00edndices do ditador sovi\u00e9tico. Os genoc\u00eddios posteriores no Sudeste Asi\u00e1tico, Cor\u00e9ia, Vietnam, Camboja e Laos, com a ajuda francesa e norte-americana, al\u00e9m dos massacres dos povos que compuseram a for\u00e7ada composi\u00e7\u00e3o de nacionalidades na antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, na Iugosl\u00e1via de Broz Tito e na Rom\u00eania, de Nicolau Ceausescu, cujas atrocidades fariam arrepiar o conde Dr\u00e1cula \u2013 comp\u00f5em o quadro tr\u00e1gico do s\u00e9culo XX: o mais sanguinolento e tr\u00e1gico de toda a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos livros de Economia n\u00e3o s\u00e3o estudados tais problemas, sumidos completamente em favor de agregados monet\u00e1rios, cont\u00e1beis e industriais. A macroeconomia n\u00e3o reconhece o homem e sua selvageria e a microeconomia s\u00f3 conhece o controle da velocidade das mudan\u00e7as do dinheiro entre pessoas e grupos, os juros compostos e as oscila\u00e7\u00f5es do mercado. Ambas n\u00e3o t\u00eam compromisso com a sobreviv\u00eancia da humanidade, com a natureza e o meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentando coibir esse capitalismo t\u00e3o selvagem e parecerem modernosos, algumas empresas e governos, muito timidamente, est\u00e3o falando em balan\u00e7o social e \u201caccountability\u201d (esp\u00e9cie de presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e0 sociedade em nome do interesse p\u00fablico). Fora disso, quem produz armas, n\u00e3o quer saber o que isso possa resultar em mat\u00e9ria de mortes e desastres ambientais; quem produz petr\u00f3leo, n\u00e3o deseja entender no que isso afeta a biosfera e a camada de oz\u00f4nio; quem produz autom\u00f3veis n\u00e3o se interessa pelos \u00edndices de polui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a dos cidad\u00e3os nas estradas e cidades. A sociedade das armas, do petr\u00f3leo, do consumo, do luxo e do lixo contribui, enfim, para\u00a0 a futura destrui\u00e7\u00e3o da humanidade como esp\u00e9cie. Com certeza, nesse quadro, nem os ricos se salvar\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ouro, entesourado, continua sendo rel\u00edquia b\u00e1rbara. N\u00e3o serve para nada, a n\u00e3o ser para assegurar pretensa estabilidade de mercados, inseguros por ess\u00eancia a qualquer correria. Como os mercados s\u00e3o movidos n\u00e3o por credibilidade, mas pela falta dela, as desconfian\u00e7as conduzem \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es e a ciclos dolorosos de depress\u00e3o econ\u00f4mica. A economia virtual superou a real nos pa\u00edses capitalistas e essa credibilidade poder\u00e1 ruir a qualquer momento, como castelo de cartas. Essa \u00e9 a esperan\u00e7a do terrorismo isl\u00e2mico para se vingar, um dia, do grande Sat\u00e3, que explora o Oriente M\u00e9dio at\u00e9 hoje, com um sorriso nos l\u00e1bios. E Sat\u00e3 chama-se Tio Sam e seus colaboradores&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista epistemol\u00f3gico, tamb\u00e9m s\u00e3o falsos os fundamentos da Economia, que se prop\u00f5e a analisar o presente e o futuro em condi\u00e7\u00f5es \u201ccoeteris paribus\u201d, isto \u00e9, se as coisas permanecerem como est\u00e3o. S\u00f3 que as coisas, nobres leitores, jamais permanecem como est\u00e3o, haja vista as provas da teoria da relatividade e do princ\u00edpio qu\u00e2ntico da incerteza no mundo ao n\u00edvel das part\u00edculas. Se a Economia luta para que seja irremov\u00edvel o ego\u00edsmo humano, petrificado como um osso de dinossauro, h\u00e1 de perder no confronto com a mesma realidade, mole e mutante, apesar de todas as ag\u00eancias norte-americanas de risco e investimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m n\u00e3o existe a tal \u201cm\u00e3o invis\u00edvel\u201d. Contra esse mito, esp\u00e9cie de deus ex-machina, um demiurgo substituto de Deus, soergueram-se v\u00e1rios estados intervencionistas, corrigindo os males das teorias (neo)liberais por uma proposta de \u201cEstado de Bem Estar\u201d, vencedora na Europa de p\u00f3s-guerra, com o Plano Marshall, mas que j\u00e1 morreu. Tentou, de maneira infrut\u00edfera, atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o do Estado, negar a exist\u00eancia da m\u00e3o invis\u00edvel, que corrigiria a sociedade pelo ego\u00edsmo de todos, mas gerou morte, fome, destrui\u00e7\u00e3o, guerras e a sobreviv\u00eancia do mais forte. Infelizmente, nem o keynesianismo de resultados emplacou&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, o que faz o governo brasileiro, aquele que foi sem nunca ter sido ou nunca dantes na hist\u00f3ria deste pa\u00eds, como queiram escolher? Aposta no ego\u00edsmo neoliberal, com pitadas de cestas b\u00e1sicas e distribui\u00e7\u00e3o de migalhas de renda compensat\u00f3ria no bolsa-fam\u00edlia. Para compensar o que n\u00e3o foi feito em termos de infra-estrutura, inventa um Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento que precisa de mais cinco anos para deslanchar, se os empreiteiros n\u00e3o comerem o dinheiro todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio tempo, o povo brasileiro ir\u00e1 sofrer o impacto da crise mundial e da fal\u00eancia da maneira conservadora e ortodoxa de gerir a economia internacional. Os grupos de na\u00e7\u00f5es que se reuniram em uni\u00f5es, as mega-empresas que se fundiram em gigantescos polvos, s\u00e3o assim\u00e9tricos e beligerantes e, mesmo assim,\u00a0 n\u00e3o conseguem controlar o fen\u00f4meno mais dantesco da hist\u00f3ria do s\u00e9culo XXI: o dinheiro est\u00e1 sumindo, est\u00e1 se tornando, finalmente, uma entidade virtual e os acionistas passaram a ser possuidores de pap\u00e9is que perder\u00e3o consist\u00eancia\u00a0 de maneira gradativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma prim\u00e1ria, o governo brasileiro vem utilizando-se da tecnologia econ\u00f4mica mais atrasada, desde os tempos das jamais cumpridas cartas de inten\u00e7\u00e3o ao FMI: trocando reais, comprados aqui pelos maiores juros do planeta, e reservando-os em d\u00f3lares podres no exterior, cevados a 3% em juros de face. No front interno, prepara-se para o alargamento da infla\u00e7\u00e3o aumentando juros e impostos, porque um governo delirante com a pr\u00f3pria imagem n\u00e3o pode refrear gastos p\u00fablicos em \u00e9poca de elei\u00e7\u00f5es. Enxugar a m\u00e1quina, desaparelhar e desprivatizar o Estado por aqui? Nunca. E todo mundo sabe, pela lei de Fischer, que dinheiro jogado no mercado e n\u00e3o enxugado pela poupan\u00e7a, gera infla\u00e7\u00e3o de demanda e, depois, infla\u00e7\u00e3o de oferta, com estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E al\u00e9m disso, existe a possibilidade iminente de invas\u00e3o da Amaz\u00f4nia pelos mesmos pa\u00edses que desejam perpetuar seus pendores imperialistas e jogam despudoradamente em nossa bolsa de valores. Se houvesse uma taxa\u00e7\u00e3o honesta desses haveres vol\u00e1teis, que circulam em velocidade de hiper-espa\u00e7o pelo mundo, como sugerido a tempos pela \u201ctaxa Tobin\u201d, n\u00e3o correr\u00edamos o perigo real de so\u00e7obrar numa esp\u00e9cie de \u201ctitanic de esperan\u00e7as\u201d: um pa\u00eds do futuro, cheio de reservas de petr\u00f3leo a explorar, cuja elite patrimonialista e ausente planeja \u2013 agora com os recursos da Internet \u2013 continuar roubando o Er\u00e1rio, eternamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim ficamos, com o presidente e seus 55 minist\u00e9rios os mais otimistas do mundo, aguardando a sensa\u00e7\u00e3o de poeira queimando as franjas do apocalipse&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">___________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* Waldo Lu\u00eds Viana \u00e9 escritor, economista e poeta e fez h\u00e1 quase um ano esse artigo prof\u00e9tico. Os poetas sabem ver na escurid\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rio de Janeiro, 15 de junho de 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aumentar juros, impostos e gastos p\u00fablicos: a epop\u00e9ia de um governo delirante &#8220;N\u00e3o basta acabar com os para\u00edsos fiscais: a movimenta\u00e7\u00e3o de capitais tem que ser regulada por cada pa\u00eds, em fun\u00e7\u00e3o de suas prioridades socioecon\u00f4micas, e n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da defesa do lucro m\u00e1ximo dos detentores de capitais privados.&#8221; Paul Singer Por Waldo Lu\u00eds [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-2799","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2799"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2799\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28056,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2799\/revisions\/28056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}