{"id":28397,"date":"1997-09-12T03:41:43","date_gmt":"1997-09-12T03:41:43","guid":{"rendered":"https:\/\/antonini.med.br\/?p=28397"},"modified":"2022-02-15T03:30:16","modified_gmt":"2022-02-15T03:30:16","slug":"os-romanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=28397","title":{"rendered":"Os Romanos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Roma \u2013 Da Funda\u00e7\u00e3o \u00e0 Rep\u00fablica<\/strong><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pen\u00ednsula italiana, situada no meio do Mediterr\u00e2neo, estava povoada, j\u00e1 no s\u00e9culo VIII a.C., por v\u00e1rios grupos distintos. Destes, destacavam-se os etruscos, os italiotas, os gregos, os gauleses e outros. Os gauleses habitavam a G\u00e1lia Cisalpina, os gregos, a Magna Gr\u00e9cia, os etruscos, a Etr\u00faria (atual Toscana), os italiotas, outras \u00e1reas da pen\u00ednsula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mais importantes de todos esses povos foram os etruscos. De origem asi\u00e1tica, ocupando f\u00e9rteis solos da It\u00e1lia centro-ocidental, logo desenvolveram avan\u00e7ada civiliza\u00e7\u00e3o. Durante cerca de 5 s\u00e9culos, lavradores, comerciantes e artistas etruscos estenderam sua influ\u00eancia pelo Mediterr\u00e2neo, mantendo rela\u00e7\u00f5es com os vizinhos peninsulares e continentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"\/img\/603.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\"\/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 753 a.C., segundo a tradi\u00e7\u00e3o, foi fundada Roma, \u00e0s margens do rio Tibre, na regi\u00e3o do L\u00e1cio. O fundador da cidade teria sido R\u00f4mulo. Este, juntamente com seu irm\u00e3o Remo, foi alimentado por uma loba, ap\u00f3s terem sido abandonados por ordem de Am\u00falio, rei de Alba, a Longa. Ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o de Roma, R\u00f4mulo assassinou seu irm\u00e3o, tornando-se o primeiro rei da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o reinado de R\u00f4mulo, como a cidade n\u00e3o possu\u00edsse mulheres, foi organizada uma grande festa, \u00e0 qual compareceram os Sabinos, suas filhas e esposas. A uma ordem de R\u00f4mulo, seus companheiros raptam as mulheres Sabinas, fazendo-as, da\u00ed por diante, suas esposas. Estava resolvido o problema da sobreviv\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o romana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a morte de R\u00f4mulo, desaparecido numa tempestade e, desde ent\u00e3o, adorado como um Deus (Quirino), Roma teve mais 6 reis. Seus sucessores foram: Numa Pomp\u00edlio (legislador e organizador de um calend\u00e1rio); T\u00falio Ost\u00edlio (que guerreou contra Alba a Longa); Anco M\u00e1rcio (construtor do porto de \u00d3stia); Tarqu\u00ednio Prisco (construtor de um sistema de esgotos \u2013 cloacas \u2013 da cidade); S\u00e9rvio T\u00falio (que fortificou as muralhas e defesas); Tarqu\u00ednio, o Soberbo (que concluiu o templo de J\u00fapiter \u2013 o Capit\u00f3lio).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os 3 \u00faltimos reis eram de origem etrusca. Seu governo caracterizou-se por grandes melhoramentos p\u00fablicos, mas os romanos n\u00e3o os aceitavam sem suspeita. Apesar do poder do rei ser bastante limitado pelo Senado (formado pelos cidad\u00e3os ricos, ou patr\u00edcios) o reinado do \u00faltimo Tarqu\u00ednio foi muito agitado. Procurando apoio nos plebeus (pobres, sem direitos pol\u00edticos), Tarqu\u00ednio, o Soberbo, foi deposto em 510 a.C. pelos patr\u00edcios, que proclamaram a Rep\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, Roma passou a ser governada por 2 c\u00f4nsules eleitos anualmente pelo Senado. Durante as guerras, ou \u00e9pocas de crise, um deles era nomeado ditador pelo prazo de seis meses. Sua palavra era a lei e a grande autoridade de que estava investido facilitava a solu\u00e7\u00e3o dos problemas da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Senado, em \u00e9pocas normais, era o maior poder da Rep\u00fablica. Formado, inicialmente, por 300 cidad\u00e3os, tinha muitos privil\u00e9gios e grande prest\u00edgio. Al\u00e9m dos senadores e dos c\u00f4nsules, a Rep\u00fablica romana tinha os censores (que cuidavam dos bons costumes e contavam a popula\u00e7\u00e3o); os questores (que cobravam os impostos); os pretores (juizes); os edis, respons\u00e1veis pelo bom estado dos edif\u00edcios e pelos jogos anuais; os pont\u00edfices (sacerdotes respons\u00e1veis pelos cultos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio da Rep\u00fablica a popula\u00e7\u00e3o romana estava dividida em patr\u00edcios (privilegiados) e plebeus (destitu\u00eddos dos direitos mais elementares). A situa\u00e7\u00e3o destes \u00faltimos agravava-se ap\u00f3s as guerras, de que voltavam endividados. Eram, muitas vezes, transformados em escravos com toda a fam\u00edlia por causa da sua impossibilidade de saldar as contas. Al\u00e9m disso suas terras eram tomadas pelos patr\u00edcios, seus credores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levados ao desespero pela falta de direitos e pelo agravamento de sua situa\u00e7\u00e3o, os plebeus iniciam uma luta para obterem melhor condi\u00e7\u00e3o social. Retiram-se da cidade para o Monte Aventino, resolvidos a fundar uma nova cidade. Os patr\u00edcios, vendo que sem os plebeus Roma estaria perdida, resolvem ceder. A partir de ent\u00e3o a plebe conquista o direito de ser defendida pelos tribunos da plebe, que tinham direito de veto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde os plebeus conseguem fazer com que as leis da Rep\u00fablica sejam escritas, para que todos as conhecessem. Foi a Lei das 12 T\u00e1buas \u2013 gravadas em l\u00e2minas de bronze e afixadas no F\u00f3rum. A seguir, n\u00e3o sem muita luta, os plebeus conseguem o direito de se casarem com patr\u00edcias. Aos poucos v\u00e3o desaparecendo as diferen\u00e7as entre as duas classes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima conquista foi o direito de acesso ao consulado e aos demais cargos da Rep\u00fablica. Ao chegar o ano 300 a.C., praticamente havia em Roma uma s\u00f3 classe, pelo menos no que respeitava aos direitos civis. Entretanto, a influ\u00eancia do dinheiro dava aos ricos o verdadeiro controle da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde a funda\u00e7\u00e3o Roma n\u00e3o parou de crescer. Ainda ao tempo dos reis as cidades vizinhas foram, pouco a pouco, submetidas ao controle romano. O dom\u00ednio de Roma sobre seus vizinhos e rivais n\u00e3o se fez sem sangue. Duras foram as lutas travadas contra os etruscos, os Volcos, os \u00c9quos e outros. Algumas vezes a cidade caiu e foi cruelmente saqueada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos poucos, por\u00e9m, os romanos dominam a It\u00e1lia central. Ao norte, os gauleses, que j\u00e1 haviam devastado a cidade anteriormente, foram sempre um inimigo a ser atacado. Ao cabo de sangrentas lutas, por meio s\u00e9culo, os gauleses s\u00e3o detidos e confinados \u00e0s montanhas do norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expans\u00e3o da Rep\u00fablica n\u00e3o podia parar. Ao sul estava a Magna Gr\u00e9cia, povoada pelos gregos, com ricas cidade prometendo generosos tributos. \u00c9 iniciada a conquista. Algumas cidades submetem-se sem resist6encia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tarento, uma delas, pode aux\u00edlio a Pirro, rei do \u00c9piro, que lan\u00e7a elefantes no combate aos romanos. Ap\u00f3s sangrentas lutas, Pirro sai vencedor, mas \u00e0 custa de quase todo seu ex\u00e9rcito. Pirro teria exclamado \u201cmais outra vit\u00f3ria dessas e estou perdido\u2026\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os romanos voltam \u00e0 carga. Pirro \u00e9 vencido e retira-se para a Gr\u00e9cia. O sul da It\u00e1lia fica submetido \u00e0 autoridade romana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o dom\u00ednio da Magna Gr\u00e9cia os romanos passam a ter um vizinho indesej\u00e1vel: Cartago. Essa rica cidade do norte da \u00c1frica tinha o dom\u00ednio da Sic\u00edlia. Os cartagineses, povo navegador, em franca expans\u00e3o pelo Mediterr\u00e2neo, passam a incomodar os romanos em seu projeto imperialista. O choque de Roma e Cartago era iminente. Foi o que veio a chamar-se de Guerras P\u00fanicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roma esperava apenas um pretexto para atacar sua rival. Este chegou, quando Messina foi atacada pelo rei de Siracusa, com o apoio de Cartago. Roma veio em socorro de Messina, iniciando a primeira guerra p\u00fanica que duraria 20 anos. Os soldados cartagineses eram quase todos mercen\u00e1rios. Apesar disso, sob o comando de Am\u00edlcar Barca, conseguem alguns triunfos contra os romanos na Sic\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mar, apesar de superiores, os cartagineses acabam por sofrer v\u00e1rias derrotas. Desanimados, resolvem pedir paz a Roma. Enviam o pr\u00f3prio c\u00f4nsul romano R\u00e9gulo, que ca\u00edra prisioneiro, com a miss\u00e3o de propor a paz. R\u00e9gulo, por\u00e9m, aconselha seus patr\u00edcios a continuar a guerra. Ao voltar a Cartago, como castigo, \u00e9 supliciado dentro de um barril cheio de l\u00e2minas, posto a rolar por uma encosta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fim da guerra, Cartago perde a Sic\u00edlia, a C\u00f3rsega e a Sardenha. Assim, os romanos dominam todo o sul da pen\u00ednsula. A seguir, v\u00e3o combater mais uma vez os gauleses, no norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Derrotados na primeira guerra, os cartagineses preparam-se para \u00e0 desforra. Am\u00edlcar Barca conquista a Espanha, onde se recupera da perda da Sic\u00edlia. A Espanha era rica de cereais, al\u00e9m de ferro, prata e ouro. Ali, o grande general reorganiza seu ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morto Am\u00edlcar, sucede-o seu filho An\u00edbal. Educado para ter \u00f3dio a Roma, An\u00edbal jura vencer a grande inimiga de sua p\u00e1tria. Parte da Espanha \u00e0 frente de 100 mil homens e 37 elefantes. Atravessa os Pirineus e os Alpes, suportando o frio intenso de seus cumes nevados, e alcan\u00e7a a It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao chegar \u00e0 plan\u00edcie do P\u00f3, perdera metade de seu ex\u00e9rcito. Apesar disso derrotou por 3 vezes as for\u00e7as romanas que foram alcan\u00e7\u00e1-lo. A seguir, parecia querer atacar Roma. A cidade de Roma. A cidade tomou-se de p\u00e2nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, o grande cartagin\u00eas preferiu esperar, acampado em C\u00e1pua, refor\u00e7os de sua terra. Esses refor\u00e7os tardaram. Finalmente, as tropas cartaginesas que lhe vinham ao encontro, sob o comando de Asdr\u00fabal, seu irm\u00e3o, s\u00e3o derrotados. (Batalha de Metauro).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os romanos atacam e conquistam a Espanha. A seguir, para for\u00e7ar An\u00edbal a deixar a It\u00e1lia, desembarcam na \u00c1frica. An\u00edbal parte em socorro de sua terra, mas \u00e9 derrotado em Zama (202 a.C.) pelas tropas do romano Cipi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Severa foi a pena imposta a Cartago pelos romanos. Obrigada a pagar pesada indeniza\u00e7\u00e3o, assim mesmo ficava proibida de fazer guerra a outros povos sem ordem do senador romano. Enquanto isso, em Roma, o senador Cat\u00e3o iniciava intensa campanha contra Cartago. Todos os seus discursos eram encerrados com a frase \u201cDelenda Cartago\u201d (Cartago precisa ser destru\u00edda). Pouco a pouco os romanos v\u00e3o-se convencendo dessa necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faltava, por\u00e9m, o pretexto para a nova guerra. Este chegou, quando Cartago \u00e9 atacada pelo rei da Num\u00eddia, Massinissa. Apesar dos protestos cartagineses, o senado romano n\u00e3o lhes deu aten\u00e7\u00e3o. Cartago resolve defender-se, atacando Massinissa. Os romanos acusam Cartago de haver violado o tratado de paz e lhes imp\u00f5em a entrega de todos os seus navios e o abandono da cidade. Deveriam fundar outra, no interior da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal ordem era absurda e Cartago a rejeita. Os romanos atacam a cidade, que resiste ferozmente. Apesar da her\u00f3ica resist\u00eancia cartaginesa os romanos avan\u00e7am palmo a palmo. Ao fim, as for\u00e7as de Cipi\u00e3o Emiliano arrasam totalmente a cidade (146 a.C.).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Uma Origem Lend\u00e1ria<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">As origens de Roma est\u00e3o situadas no s\u00e9culo VIII a.C. Nos primeiros tempos a cidade foi t\u00e3o insignificante que passou despercebida. Mais tarde, j\u00e1 ent\u00e3o centro urbano de um povo em franca expans\u00e3o, surgem lendas que procuram ligar a origem de Roma \u00e0 cidade de Alba, a Longa, ou mesmo, \u00e0 distante Tr\u00f3ia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lenda mais conhecida conta que os reis de Alba, a Longa, descendiam de En\u00e9ias, o famoso troiano, que se refugiara na It\u00e1lia ap\u00f3s o inc\u00eandio de sua cidade. N\u00famitor, rei que havia sido destronado por seu irm\u00e3o, Am\u00falio, tinha uma filha \u2013 R\u00e9ia S\u00edlvia. Esta, sacerdotisa do templo de Vesta, inspirou violenta paix\u00e3o ao deus Marte e deu \u00e0 luz dois g\u00eameos: R\u00f4mulo e Remo. Os meninos foram lan\u00e7ados ao rio Tibre, em uma cesta, por Am\u00falio, que queria desfazer-se deles. Descendo o rio, a cesta foi parar aos p\u00e9s do Monte Palatino, onde uma loba a achou e amamentou as crian\u00e7as. Mais tarde, um pastor as encontrou, tomando-as sob sua prote\u00e7\u00e3o. Sabedores de sua origem, os irm\u00e3os voltam a Alba, a Longa, destronam Am\u00falio e rep\u00f5em seu av\u00f4 no trono. Em 753 a.C. ambos fundam Roma, \u00e0s margens do rio Tibre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra lenda conta simplesmente que En\u00e9ias, fugindo de Tr\u00f3ia ap\u00f3s seu inc\u00eandio, estabelece-se no L\u00e1cio e funda Roma. Essa lenda \u00e9 contada por Virg\u00edlio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer que tenha sido sua verdadeira origem, o fato \u00e9 que Roma, merc\u00ea de sua excelente localiza\u00e7\u00e3o (\u00e0s margens do Tibre e sobre colinas estrat\u00e9gicas), expandiu-se sempre. Logo se estendia sobre 7 colinas (Palatino, Capit\u00f3lio, Aventino, Quirinal, Viminal, C\u00e9lio e Esquillino). Ainda ao tempo dos reis serviu-se de um porto (\u00d3stia) que lhe dava acesso ao mar, antecipando o futuro expansionismo que iria transformar o Mediterr\u00e2neo num \u201clago\u201d romano.<a class=\"shutterset_singlepic387\" title=\"O suic\u00eddio de Lucr\u00e9cia Borjia\" href=\"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/wp-content\/gallery\/hfar\/800px-joerg_breu_the_elder_-_the_suicide_of_lucretia.jpg\"><br \/>\n<\/a><br \/>\n<a href=\"\/img\/604.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-right aligncenter\" title=\"clique para ampliar\" src=\"\/img\/604.jpg\" alt=\"clique para ampliar\" width=\"560\" height=\"386\"\/><\/a> De 753 a 510 a.C., Roma foi uma monarquia. Consta que teve 7 reis, os 3 \u00faltimos de origem etrusca. Durante a realeza a cidade era dotada de pr\u00e9dios modestos, sendo a vida do povo bastante simples. Ao lado do rei havia o Senado, dividindo a responsabilidade do governo. O \u00faltimo rei foi deposto por um golpe de estado desfechado pelos patr\u00edcios sob a alega\u00e7\u00e3o de leg\u00edtima defesa da honra de Lucr\u00e9cia, uma jovem patr\u00edcia que teria sido violentada por um dos netos de Tarqu\u00ednio O Soberbo, que proclamou a Rep\u00fablica.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">As Eficientes Legi\u00f5es Romanas<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"shutterset_singlepic388\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/antonini.com.br\/paginas\/hfar-os_romanos-imagem-2.html\"><img decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-left alignright\" title=\"clique para ampliar\" src=\"http:\/\/antonini.com.br\/img\/605__320x240_605.gif\" alt=\"clique para ampliar\"\/><\/a> <\/span>Na \u00e9poca nenhum povo teve uma organiza\u00e7\u00e3o militar superior \u00e0 dos romanos. Baseava-se ela na cega obedi\u00eancia do soldado a seus chefes, atrav\u00e9s de uma r\u00edgida disciplina militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O chefe (dux) tinha sob suas ordens os legados, decuri\u00f5es e centuri\u00f5es. As legi\u00f5es eram compostas de 5 a 6 mil homens. A infantaria ligeira (velites), a cavalaria (equites) e a artilharia formavam corpos bem adestrados, revelando seu excelente conhecimento b\u00e9lico nos combates. A artilharia empregava m\u00e1quinas de ataque como catapultas e ar\u00edetes para for\u00e7ar as portas das fortalezas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O soldado covarde era morto a pauladas por seus pr\u00f3prios companheiros. Em caso de motim, ao inv\u00e9s de todo o grupo ser punido, escolhia-se um soldado em cada vez, que era executado (dizimar). A carreira militar, gra\u00e7as \u00e0 r\u00e9gia paga e aos privil\u00e9gios que acumulou com o tempo, era muito atraente. Os soldados eram treinados no Campo de Marte (\u00e0s margens do Tibre) e seus exerc\u00edcios eram, basicamente, corridas, assaltos, manejo de espada, nata\u00e7\u00e3o, marchas, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As armas eram muito variadas. geralmente, al\u00e9m do escudo, possu\u00edam uma espada curta de dois fios e uma lan\u00e7a (pilum), que atiravam contra o inimigo. Al\u00e9m do escudo, protegiam a cabe\u00e7a com um capacete e o corpo com armaduras e perneiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A legi\u00e3o romana dividia-se em man\u00edpulos durante os combates. Era superior \u00e0 falange maced\u00f4nica, mas em luta contra a cavalaria, levava desvantagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os legion\u00e1rios romanos eram not\u00e1veis no cerco de fortalezas ou cidades. Formavam cintur\u00f5es ao redor da \u00e1rea sitiada, cavavam trincheiras e tentavam vencer as muralhas atrav\u00e9s de torres de assalto providas de rodas. \u00c0s vezes cavavam t\u00faneis e penetravam na cidade pelo subsolo. Outras, arrombavam as portas com poderosos ar\u00edetes. Quando atacavam a defesa da pra\u00e7a de guerra, avan\u00e7avam em grupo, protegidos pelos escudos ao alto das cabe\u00e7as, o que lhes dava o aspecto de gigantescas tartarugas.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">De Conquistados a Conquistadores<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os primeiros tempos de sua exist\u00eancia, Roma esteve em guerra. Inicialmente foram lutas em defesa de sua sobreviv\u00eancia, quando sofreu ataques de seus vizinhos. Os gauleses foram um de seus mais s\u00e9rios inimigos. Invadindo a It\u00e1lia, pelo norte, atacaram primeiro os etruscos. Em 390 a.C. derrotaram os romanos junto \u00e0s margens do rio Allia, afluente do Tibre. Apavorada, a popula\u00e7\u00e3o abandonou a cidade, nela apenas ficando alguns bravos, sitiados no Capit\u00f3lio por 7 meses. Numa madrugada os defensores foram acordados pelo grasnar dos gansos sagrados, denunciando um ataque dos gauleses, que os sitiavam. Finalmente, depois de receberem mil libras de ouro como indeniza\u00e7\u00e3o, os gauleses retiraram-se e os romanos regressaram \u00e0 sua cidade saqueada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s esses duros dias, Roma aperfei\u00e7oou sua defesa. Fortificou pontos estrat\u00e9gicos, adestrou seus soldados e passou \u00e0 ofensiva. Primeiramente anexou a Camp\u00e2nia, venceu os Samnitas e apossou-se da parte central da It\u00e1lia. A seguir atacou para o norte, expulsando os gauleses do Vale do P\u00f3. Depois expandiu-se para o sul, onde venceu os gregos da Magna Gr\u00e9cia (sul da It\u00e1lia e Sic\u00edlia). J\u00e1 ent\u00e3o, os romanos eram donos de toda a It\u00e1lia. A seguir, tiveram lugar as guerras P\u00fanicas, ao fim das quais Cartago foi riscada do mapa. Restavam-lhes, apenas, o resto do mundo para conquistar. Isso, por\u00e9m, seria feito mais tarde, meticulosamente, ao tempo do Imp\u00e9rio.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Roma \u2013 do Apogeu \u00e0 Decad\u00eancia<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s ter realizado grandes conquistas a Rep\u00fablica romana foi agitada por violentas lutas internas de car\u00e1ter social. Prevaleciam as condi\u00e7\u00f5es injustas dos patr\u00edcios privilegiados e dos plebeus quase sem nenhum direito. Numerosos foram os plebeus arruinados pelas guerras. Suas terras tomadas pelos patr\u00edcios como pagamento de d\u00edvidas, iam-se concentrando na m\u00e3o de alguns privilegiados, ficando a maioria desprovida de suas propriedades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"shutterset_singlepic606\"><img decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-right alignleft\" title=\"Os irm\u00e3os Graco\" src=\"http:\/\/antonini.com.br\/img\/606.jpg\" alt=\"Os irm\u00e3os Graco\"\/><\/span>Dois irm\u00e3os, Caio e Tib\u00e9rio Graco, levantaram-se contra esse estado de coisas. Pretendiam eles redistribuir as terras p\u00fablicas, ent\u00e3o em poder da nobreza, para os desocupados. Com isso esperavam aumentar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e acabar com o grande n\u00famero de pessoas sem trabalho. Estas se acumulavam em Roma, dando lugar a desordens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tib\u00e9rio Graco, autor da tentativa de reforma agr\u00e1ria, ficou marcado pelos propriet\u00e1rios. Apesar de aprovada, sua lei n\u00e3o conseguiu ser aplicada corretamente por causa da sabotagem. O pr\u00f3prio Tib\u00e9rio foi assassinado a pauladas, na companhia de 300 companheiros, pelos senadores romanos, seus inimigos. (133 a.C.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caio Graco, eleito tribuno pouco depois, retomou os planos de seu infeliz irm\u00e3o. Fundou col\u00f4nias agr\u00edcolas, fornecendo alimentos para as classes pobres, lutando pela mais justa distribui\u00e7\u00e3o das terras da Rep\u00fablica. Entretanto, pouco depois, novo golpe dos senadores \u00e9 tramado contra ele. Para n\u00e3o ser aprisionado, pede a um escravo que o mate; tr\u00eas mil de seus seguidores s\u00e3o brutalmente assassinados (121 a.C.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguem-se anos de grande agita\u00e7\u00e3o. Generais passam a dirigir os acontecimentos. Alguns defendem os plebeus, como M\u00e1rio; outros, os patr\u00edcios, como Sila. Ambos, al\u00e9m de rivais, executaram cru\u00e9is repress\u00f5es contra seus inimigos. Foram anos de lutas sangrentas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde o poder fica nas m\u00e3os de Pompeu. Este alia-se a J\u00falio C\u00e9sar, seu sogro e a Crasso, romano de grande fortuna. Forma-se o Primeiro Triunvirato. Gra\u00e7as ao apoio de seus companheiros, J\u00falio C\u00e9sar \u00e9 feito c\u00f4nsul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dotado de grande capacidade de trabalho e de brilhante intelig\u00eancia, C\u00e9sar logo se destaca. \u00c9 designado para realizar a conquista das G\u00e1lias (atual Fran\u00e7a). Crasso \u00e9 enviado para conquistar o Oriente. Pompeu fica em Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto C\u00e9sar consegue vencer os gauleses gra\u00e7as a seu brilho militar, Pompeu come\u00e7a a tem\u00ea-lo, devido ao seu crescente prest\u00edgio em Roma. Apoiado pelo Senado, Pompeu ordena a C\u00e9sar que licencie suas tropas. Desobedecendo a Pompeu, C\u00e9sar marcha com seu ex\u00e9rcito contra Roma. Pompeu foge para o Egito, onde \u00e9 assassinado, ao chegar, por ordem de Ptolomeu, que pretendia agradar a C\u00e9sar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indignado, J\u00falio C\u00e9sar vai ao Egito, destrona Ptolomeu, colocando sua irm\u00e3 Cle\u00f3patra no poder. Em seguida, d\u00e1 combate ao rei do Ponto e aos generais de Pompeu na \u00c1frica e na Espanha. A todos vence.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regressando a Roma, C\u00e9sar \u00e9 feito ditador. Recebendo honrarias e t\u00edtulos do Senado, C\u00e9sar come\u00e7a a revelar seus dotes de grande estadista. D\u00e1 terras \u00e0 plebe, reforma o calend\u00e1rio, obriga os ricos propriet\u00e1rios a dar trabalho aos homens livres desocupados em Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esp\u00edrito nobre, perdoa seus antigos inimigos, a muitos dando cargos em seu governo. Entretanto, despertando desconfian\u00e7as entre os nobres, que temiam viesse C\u00e9sar tornar-se rei, \u00e9 trai\u00e7oeiramente assassinado em pleno Senado (15 de mar\u00e7o de 44 a.C.). Entre seus assassinos estava seu filho adotivo, Bruthus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morto C\u00e9sar, o c\u00f4nsul Marco Ant\u00f4nio agita a popula\u00e7\u00e3o contra os assassinos que fogem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marco Ant\u00f4nio, novo senhor de Roma, passa a liderar a vida da Rep\u00fablica. Eis por\u00e9m que Ot\u00e1vio um sobrinho-neto de C\u00e9sar, e seu herdeiro, passa a reivindicar o poder, apoiado pelo grande orador C\u00edcero e Ot\u00e1vio. Ap\u00f3s breve luta contra Marco Ant\u00f4nio, ambos fazem com L\u00e9pido um acordo pol\u00edtico, formando o 2.\u00ba Triunvirato. Saindo em persegui\u00e7\u00e3o a Bruthus e Cassius, os autores da conspira\u00e7\u00e3o contra C\u00e9sar, os tri\u00fanviros derrotam as tropas em fuga. Cassius e Bruthus suicidam-se. A seguir, o Triunvirato divide o territ\u00f3rio da Rep\u00fablica: L\u00e9pido, a \u00c1frica; Ot\u00e1vio, a It\u00e1lia e o Ocidente; Marco Ant\u00f4nio, o Oriente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e9pido logo \u00e9 afastado. Ot\u00e1vio procura manter a ordem em seus dom\u00ednios. Marco Ant\u00f4nio, derrotado no Oriente refugia-se no Egito, onde se casa com Cle\u00f3patra. Comete, entretanto, alguns atos que provocam revolta. Entre eles estava a doa\u00e7\u00e3o, aos filhos de Cle\u00f3patra, de peda\u00e7os do territ\u00f3rio romano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com ordem do Senado para combater Marco Ant\u00f4nio, Ot\u00e1vio parte para o Egito. Vencido na batalha naval de \u00c1cio (31 a.C.), Marco Ant\u00f4nio suicida-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_5957\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"shutterset_singlepic607\"><img decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-left alignright\" title=\"Cle\u00f3patra\" src=\"http:\/\/antonini.com.br\/img\/607.jpg\" alt=\"Cle\u00f3patra\"\/><\/span>Para n\u00e3o ser levada prisioneira a Roma, Cle\u00f3patra tamb\u00e9m se mata, deixando-se picar por uma serpente venenosa. O Egito \u00e9 transformado em prov\u00edncia romana. Tal fato marca o fim da Rep\u00fablica.<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 no governo, Ot\u00e1vio absorve toda a fonte do poder. Recebe os t\u00edtulos de Imperador e de Pr\u00edncipe do Senado. Depois o de Augusto. Embora mantendo, na apar\u00eancia, todas as institui\u00e7\u00f5es republicanas, Ot\u00e1vio transforma Roma num Imp\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Augusto, como \u00e9 ent\u00e3o chamado, demonstrou dotes de excelente administrador. Dividiu o Imp\u00e9rio Romano em prov\u00edncias, nomeou para cada uma delas eficientes governantes, aos quais fiscalizava. Qualquer viol\u00eancia praticada contra um cidad\u00e3o das prov\u00edncias podia ser julgada pelo Imperador em Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regularizou-se a cobran\u00e7a de impostos. O ex\u00e9rcito foi reorganizado e levado \u00e0s fronteiras do Imp\u00e9rio. Combateu-se o crime. A popula\u00e7\u00e3o de Roma e das prov\u00edncias foi contada atrav\u00e9s de um recenseamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roma transformou-se. Majestosos edif\u00edcios foram levantados. O povo tinha espet\u00e1culos p\u00fablicos de gladiadores, al\u00e9m de receber v\u00edveres do Estado. Augusto disse: \u201crecebi uma cidade de tijolos e deixo uma cidade de m\u00e1rmore.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s governar durante 44 anos, Augusto morreu no ano 14 da Era Crist\u00e3. Seu governo foi a fase de ouro de Roma, comparado ao s\u00e9culo de P\u00e9ricles, em Atenas. Houve longo per\u00edodo de paz. Grandes poetas abrilhantaram a cultura (Virg\u00edlio \u2013 as \u201cBuc\u00f3licas\u201d, Hor\u00e1cio \u2013 \u201cS\u00e1tiras\u201d, Ov\u00eddio \u2013 \u201cMetamorfoses\u201d). Tamb\u00e9m o grande historiador romano Tito L\u00edvio foi de sua \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o mais transcendental fato ocorrido durante o governo de Augusto tenha sido, por\u00e9m, o nascimento de Jesus Cristo, em Bel\u00e9m de Jud\u00e1, ent\u00e3o uma das prov\u00edncias de Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s Augusto seguem-se seus sucessores em n\u00famero de 10, conhecidos por 12 C\u00e9sares (incluindo J\u00falio C\u00e9sar e o pr\u00f3prio Augusto). Os 4 primeiros foram da fam\u00edlia de C\u00e9sar: Tib\u00e9rio, Cal\u00edgula, Cl\u00e1udio e Nero. Apesar de prosseguir a prosperidade do Imp\u00e9rio, nenhum deles conseguiu ter o brilho de Augusto. Cal\u00edgula, por exemplo, era louco. Sedento de sangue mandou matar milhares de infelizes, al\u00e9m de nomear seu cavalo, Incitatus, senador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo o Imperador considerado divino, sua palavra tinha for\u00e7a de lei. Nero, apesar de louco, era obedecido cegamente. Entre seus atos mais conhecidos constam: o assass\u00ednio de sua m\u00e3e, de seu irm\u00e3o, da esposa e de seus mestres, al\u00e9m de ter incendiado Roma. Acusando desse ato os crist\u00e3os, patrocinou a primeira persegui\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria aos seguidores de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros dos 12 C\u00e9sares dignos de realce foram os chamados Fl\u00e1vios: Vespasiano \u2013 bom administrador; Tito \u2013 que tomou Jerusal\u00e9m; Domiciano, que pelo seu g\u00eanio cruel lembrava Nero. Durante o governo de Tito houve uma erup\u00e7\u00e3o do Ves\u00favio que sepultou sob as cinzas as cidades de Pomp\u00e9ia, Herculana e Est\u00e1bias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s os 12 C\u00e9sares, Roma foi governada pelos Antoninos. Foi quando as fronteiras do Imp\u00e9rio atingiram sua maior extens\u00e3o. Merecem cita\u00e7\u00e3o: Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aur\u00e9lio e C\u00f4modo. Durante o reinado dos Antoninos, Roma conheceu pontos altos e baixos. Dos bons governos de Trajano e Adriano \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os (Marco Aur\u00e9lio) ou \u00e0 loucura (C\u00f4modo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s os Antonini (plural de Antoninvs em latim) veio a fase final de Roma, como Estado. A decad\u00eancia acelerava-se. Muito grande, o Imp\u00e9rio era dif\u00edcil de administrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgem rivalidades freq\u00fcentes. Generais disputam o trono, apoiados por suas tropas. H\u00e1 longos per\u00edodos de desordem, Diocleciano consegue deter momentaneamente o caos, restabelecendo a ordem no ex\u00e9rcito. Ordena, tamb\u00e9m, a mais violenta persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os crist\u00e3os eram perseguidos, muitas vezes jogados \u00e0s feras nas arenas, porque sua doutrina entrava em conflito com a id\u00e9ia da divindade do Imperador. Milhares de homens, mulheres e crian\u00e7as foram sacrificados pela sua f\u00e9. Apesar disso, seu n\u00famero aumentava sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 mesmo na nobreza romana e na pr\u00f3pria fam\u00edlia imperial, surgiram crist\u00e3os. Assim, em 312, o novo imperador de Roma, Constantino, resolve tamb\u00e9m converter-se ao cristianismo. Assim fazendo, torna a nova religi\u00e3o oficial. Para nova sede do Imp\u00e9rio Romano \u00e9 constru\u00edda Constantinopla, magnificamente situada entre a Europa e a \u00c1sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a morte de Teod\u00f3sio (395), seus filhos resolvem dividir o Imp\u00e9rio Romano. Arc\u00e1dio torna-se o dono do Imp\u00e9rio Romano do Oriente, com sede em Constantinopla. Hon\u00f3rio, do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, com sede em Roma. Para alguns, o ano de 395 marca, tamb\u00e9m, o fim da Idade Antiga. Outros preferem considerar, como limite, a data da queda de Roma sob os b\u00e1rbaros de Odoacro (476).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A Prosperidade Gerou a Ociosidade<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida humilde e simples que levavam os romanos at\u00e9 o s\u00e9culo I a.C. foi profundamente alterada com as conquistas. Verdadeiras multid\u00f5es de escravos chegavam anualmente \u00e0 cidade, onde eram colocados a servi\u00e7o das fam\u00edlias patr\u00edcias. No s\u00e9culo I os escravos romanos foram calculados em 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma fam\u00edlia patr\u00edcia possu\u00eda, \u00e0s vezes, centenas e at\u00e9 milhares de escravos. Isso levou os costumes romanos, de in\u00edcio severos, ao relaxamento. Os patr\u00edcios viviam em festas e, sob o menor pretexto, matavam seus escravos. \u00c0s vezes davam vaz\u00e3o a seus instintos perversos, torturando pobres homens ou mulheres. N\u00e3o eram raros os escravos marcados a ferro em brasa no pr\u00f3prio rosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os territ\u00f3rios conquistados pelos romanos eram administrados por pretores ou encarregados, que procuravam cobrar impostos muitas vezes escorchantes. Gra\u00e7as a isso crescia a fortuna de certas fam\u00edlias e a prosperidade da Rep\u00fablica (mais tarde Imp\u00e9rio).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grande parte dos tributos cobrados por Roma ia em forma de g\u00eaneros. Assim, o trigo e outros cereais chegavam da Sic\u00edlia, da Espanha ou da \u00c1frica em grande quantidade. Isso levou ao abandono da lavoura nas imedia\u00e7\u00f5es da capital e \u00e0 invas\u00e3o de Roma pelas multid\u00f5es de ex-lavradores. A partir de ent\u00e3o, milhares de desempregados viviam pelas ruas, dependendo da distribui\u00e7\u00e3o de p\u00e3o, feita pelo Estado, para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era preciso ocupar, outra vez, as terras improdutivas ao redor de Roma, para onde deveriam ir essas multid\u00f5es de ex-lavradores. Essa foi uma das raz\u00f5es da luta dos irm\u00e3os Graco (Caio e Tib\u00e9rio) e, mais tarde, de M\u00e1rio e Sila, em prol de reformas sociais.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Os Doze C\u00e9sares<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 <strong>J\u00falio C\u00e9sar<\/strong> \u2013 Depois da morte de Pompeu, governa Roma com sabedoria e discernimento. D\u00e1 terra \u00e0 plebe; reforma o Calend\u00e1rio; realiza reformas sociais. \u00c9 assassinado por Bruthus (seu filho adotivo) e outros senadores, no dia 15 de mar\u00e7o de 44 a.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, J\u00falio C\u00e9sar jamais recebeu o t\u00edtulo de Imperador, sendo aclamado e entronado em Roma antiga como Ditador Perp\u00e9tuo, em cuja fun\u00e7\u00e3o ele morreu. Al\u00e9m de Ditador Perp\u00e9tuo, tamb\u00e9m foi declarado Sumo Pont\u00edfice de Roma, sendo, portanto, o chefe e l\u00edder espiritual dos romanos. Em outros palavras, os Doze C\u00e9sares na realidade eram apenas Onze.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 &#8211;<strong> Augusto<\/strong> \u2013 Herdeiro de J\u00falio C\u00e9sar (e seu sobrinho), Ot\u00e1vio recebe o t\u00edtulo de Augusto no ano 27 a.C., ap\u00f3s o fim do 2.\u00ba Triunvirato. Governou em paz o Imp\u00e9rio (a pax romana). Cercou-se de artistas e fil\u00f3sofos, embelezando Roma e aumentando seu poder. Morre no ano 14 da Era Crist\u00e3, sendo deificado. Em latim, Augusto significa Divino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 \u2013 <strong>Tib\u00e9rio<\/strong> \u2013 Filho adotivo de Augusto, governa com justi\u00e7a nos primeiros anos. O fim de seu reinado \u00e9 sangrento, tendo mandado matar senadores suspeitos de conspira\u00e7\u00e3o. Foi assassinado em Capri, onde vivia (37 d.C.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 \u2013 <strong>Cal\u00edgula<\/strong> \u2013 Notabilizou-se pela loucura e desvarios de seu governo. Obrigava o povo a ador\u00e1-lo no lugar de J\u00fapiter e nomeou seu cavalo \u2013 Incitatus \u2013 senador do Imp\u00e9rio. Embora muitos historiadores famosos atestem que a nomea\u00e7\u00e3o de Incitatus fora um ato de loucura, na realidade, Cal\u00edgula queria mesmo era dizer alto e em bom tom aos senadores do imp\u00e9rio que para ele \u2013 Cal\u00edgula \u2013 os senadores valiam tanto quanto seu cavalo. Foi assassinado no ano 41, pelo prefeito da guarda pretoriana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 <strong>Cl\u00e1udio<\/strong> \u2013 Proclamado Imperador pelos assassinos de Cal\u00edgula, governou com justi\u00e7a. Entretanto, n\u00e3o p\u00f4de impedir os crimes de suas esposas Messalina e Agripina, terminando por ser envenenado por esta \u00faltima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 \u2013 <strong>Nero<\/strong> \u2013 Levado ao trono por sua m\u00e3e, Agripina, no ano 54, Nero foi o mais louco dos imperadores de Roma. Sanguin\u00e1rio, manda matar seu irm\u00e3o Brit\u00e2nico (filho de Cl\u00e1udio), sua m\u00e3e Agripina, sua esposa Ot\u00e1via, seus mestres Burro e S\u00eaneca, o poeta Lucano e Pomp\u00e9ia, que matou com violento pontap\u00e9. Julgando-se poeta, manda incendiar Roma para inspirar-se a compor um poema sobre o fim de Tr\u00f3ia. O fogo alastrou-se pela cidade durante 17 dias. Para fugir \u00e0 revolta popular, acusa os crist\u00e3os de incendi\u00e1rios e leva-os ao mart\u00edrio no Coliseu, entregues \u00e0s feras, ou transformados em tochas humanas, para iluminar as ruas. Diante da revolta das legi\u00f5es sublevadas pelo general Galba, suicida-se declarando: \u201cQue grande artista perde o mundo!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 \u2013 <strong>Galba<\/strong> \u2013 8 \u2013 <strong>Oton<\/strong> e 9 \u2013 <strong>Vit\u00e9lio<\/strong> \u2013 Governaram em um per\u00edodo de grande desordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 \u2013 <strong>Vespasiano<\/strong> \u2013 Nomeado pelas tropas do Oriente, pertencia \u00e0 fam\u00edlia Fl\u00e1via. Durante seu governo (69-79) procurou recuperar tudo o que Nero havia destru\u00eddo, especialmente as finan\u00e7as e a disciplina militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11 \u2013 <strong>Tito<\/strong> \u2013 Filho de Vespasiano, foi um homem virtuoso que procurava praticar o bem. Em seu governo (ano de 79d.C.) houve a destrui\u00e7\u00e3o das cidades de Pomp\u00e9ia e Herculana pela erup\u00e7\u00e3o do vulc\u00e3o Ves\u00favio. Governou de 79 a 81. Apesar de ser virtuoso mandou destruir Jerusal\u00e9m, cujo templo foi arrasado, e fez dispersar os judeus pelo mundo (a di\u00e1spora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12 \u2013 <strong>Domiciano<\/strong> \u2013 Irm\u00e3o de Tito, reinou de 81 a 96. Era mau e vingativo. Lembrava um segundo Nero. Perseguiu os crist\u00e3os e mandou matar v\u00e1rios cidad\u00e3os que julgava inimigos seus. Terminou assassinado por um grupo de que fazia parte sua pr\u00f3pria esposa.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Antoninos, Fl\u00e1vios e Outros Imperadores<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s os 12 C\u00e9sares reinaram os Antoninos e os Fl\u00e1vios. Nessa \u00e9poca as fronteiras imperiais atingiram sua maior extens\u00e3o. Desses imperadores merecem men\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 <strong>Nerva<\/strong> \u2013 Governou de 96 a 98. Era j\u00e1 idoso e notabilizou-se pelo saber jur\u00eddico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 \u2013 <strong>Trajano<\/strong> \u2013 Reinou de 98 a 117. Era filho adotivo de Nerva. Fez excelente governo, levou as fronteiras imperiais at\u00e9 a \u00cdndia; construiu estradas, aquedutos, pontes e belos edif\u00edcios. Est\u00e1 imortalizado na famosa Coluna Trajana, em Roma. Entretanto, mandou perseguir os crist\u00e3os, outra vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 \u2013 <strong>Adriano<\/strong> \u2013 (117-138) \u2013 Excelente administrador. Governou Roma em uma \u00e9poca de paz interna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"shutterset_singlepic608\"><img decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-right alignleft\" title=\"Antoninvs Pivs ou Antonino Pio\" src=\"http:\/\/antonini.com.br\/img\/608.jpg\" alt=\"Antoninvs Pivs ou Antonino Pio\"\/><\/span>4 \u2013 <strong>Antoninvs Pivs ou Antonino Pio<\/strong> (138-161) \u2013 Notabilizou-se pela administra\u00e7\u00e3o primorosa e s\u00e1bia legisla\u00e7\u00e3o, sabendo, como poucos, administrar os problemas internos e conciliando suas decis\u00f5es com os ditames jur\u00eddicos dos c\u00f3digos vigentes em sua \u00e9poca, sem valer-se das prerrogativas absolutistas de seu posto de Imperador. Antonino Pio pode ser chamado de primeiro democrata verdadeiro de Roma antiga. Em seu governo todos os cientistas, literatos e religiosos da \u00e9poca, inclusive os crist\u00e3os eram respeitados, n\u00e3o havendo registro de qualquer persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os ordenada por Antonino Pio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 <strong>Marco Aur\u00e9lio<\/strong> \u2013 Fil\u00f3sofo, cultor das Letras e das Artes (161-180). Guerreou os b\u00e1rbaros do Oriente (partas) e os germanos do Dan\u00fabio. Ordenou mais uma persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 \u2013 <strong>C\u00f4modo<\/strong> \u2013 Filho de Marco Aur\u00e9lio (180 a 192), celebrizou-se pela loucura. Seu amor ao crime lembrava Nero. Acabou assassinado, em pal\u00e1cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segue-se longo per\u00edodo de desordens. Os imperadores de ent\u00e3o somente se mantinham no poder \u00e0 custa das armas. O assassinato tornou-se rotina. Cada ex\u00e9rcito pretendia fazer imperador seu comandante. 25 imperadores se sucederam no per\u00edodo de 94 anos (s\u00e9culo III d.C.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o povo s\u00f3 queria \u201cp\u00e3o e circo\u201d, Roma chegou a ter 30 imperadores diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa fase citam-se: Caracala (211-217); Heliog\u00e1balo (218-222); Alexandre Severo (222-235). Diocleciano (284-305) realizou bom governo. Restabeleceu a disciplina militar, fez reformas pol\u00edticas e administrativas. Dividiu o Imp\u00e9rio em 4 partes, dando as outras 3 a seus amigos (Tetrarquia). Constantino (311-324), percebendo a import\u00e2ncia do Cristianismo, abra\u00e7ou-o e o tornou a religi\u00e3o oficial do Estado. Fundou Constantinopla e a fez capital do Imp\u00e9rio. Segue-se uma fase de divis\u00e3o do Imp\u00e9rio at\u00e9 que chega ao poder Teod\u00f3sio (379-395). Defendeu a f\u00e9 crist\u00e3 e conseguiu manter a unidade do Imp\u00e9rio. Combateu os godos (b\u00e1rbaros) e um levante em Tessal\u00f4nica. Ao morrer, dividiu o Imp\u00e9rio, dando a cada um de seus filhos uma parte. O Imp\u00e9rio Romano do Ocidente coube a Hon\u00f3rio. O Imp\u00e9rio Romano do Oriente a Arc\u00e1dio. Tal fato, ocorrido em 395, \u00e9 considerado por alguns historiadores como o fim da Idade Antiga e o come\u00e7o da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Direito Romano: Raiz das Nossas Leis<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contribui\u00e7\u00e3o romana mais importante para o progresso da humanidade foi, sem d\u00favida, as suas leis. Ainda hoje a maioria das na\u00e7\u00f5es civilizadas tem sua legisla\u00e7\u00e3o fundamental baseada no Direito Romano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa preocupa\u00e7\u00e3o legalista dos romanos foi, por sua vez, o segredo que manteve unidos povos t\u00e3o diferentes em dist\u00e2ncias t\u00e3o grandes da sede do Imp\u00e9rio, sob a soberania dos C\u00e9sares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras leis escritas em Roma foram as Leis das Doze T\u00e1buas, que refundiam o direito dos costumes, at\u00e9 ent\u00e3o transmitidos oralmente. Gra\u00e7as a elas, os plebeus tiveram garantias para sua sobreviv\u00eancia social frente aos desmandos dos patr\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tempo de J\u00falio C\u00e9sar o Direito foi enriquecido com s\u00e1bias leis, que regulavam desde problemas pol\u00edticos, sociais e econ\u00f4micos at\u00e9 os de natureza familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jurisconsulto Juliano publicou o chamado Edito Perp\u00e9tuo (uma codifica\u00e7\u00e3o do Direito Civil).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As leis republicanas, que davam um poder desmesurado ao Pater familiae foram, mais tarde, abrandadas. A mulher teve reconhecido seu papel na fam\u00edlia e na sociedade, na qual desfrutava de um prest\u00edgio relativamente grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Merecem destaque como legisladores Papiniano e Ulpiano (autor de Disputationes e Institutiones).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o reinado de Diocleciano foram publicados os c\u00f3digos Gregoriano e Hermogeniano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, seguindo a linha dos imperadores romanos do Ocidente, Justiniano, Imperador do Oriente, daria sua contribui\u00e7\u00e3o para o aperfei\u00e7oamento das leis romanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 se disse, muitas dessas leis est\u00e3o presentes, ainda, em nossos c\u00f3digos.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A Opul\u00eancia Degradou os Costumes<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a Rep\u00fablica, os costumes romanos eram muito severos. A autoridade m\u00e1xima, na fam\u00edlia, cabia ao pai (Pater familiae) a quem deviam obedi\u00eancia: sua esposa, os filhos, clientes e todos os demais dependentes. Com o tempo, por\u00e9m, a m\u00e3e conquistou uma posi\u00e7\u00e3o mais elevada, quase igualando a do pai. No recinto do lar, a mulher dedicava-se a tarefas leves, como manejar a roca e o fuso e a manter o fogo sagrado diante dos altares dos deuses lares (culto dos antepassados).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os jovens eram educados no sentido de serem fortes para a guerra. No Campo de Marte, aprendiam a manejar a espada, a lan\u00e7ar discos e lan\u00e7as, a correr, a saltar, a nadar e a cavalgar. Aprendiam a obedecer, para depois saberem mandar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o Imp\u00e9rio, as conquistas romanas foram de tal vulto, que os povos vencidos inundaram Roma de tributos e escravos. O ouro, a prata, o marfim, a abund\u00e2ncia exagerada levou a fam\u00edlia romana a perder seus antigos costumes moderados, substituindo-os pelo luxo e pela devassid\u00e3o. A corrup\u00e7\u00e3o dos costumes foi-se acelerando, a partir do s\u00e9culo I da Era Crist\u00e3. \u201cOs aristocratas viviam com um luxo indescrit\u00edvel. Enquanto isso os homens livres permaneciam na mis\u00e9ria e os escravos levavam uma vida dur\u00edssima: \u00e0s vezes era mais barato adquirir escravos novos do que alimentar e cuidar dos que j\u00e1 tinham.\u201d Isso levou Roma a degenerar. Os costumes corromperam-se por toda sorte de v\u00edcios e, os soldados romanos j\u00e1 n\u00e3o queriam combater pois se haviam afeminado, em grande n\u00famero. Aos profetas do apocalipse de plant\u00e3o, que pregam o fim do mundo no final desse mil\u00eanio, aqui vai uma contradi\u00e7\u00e3o a um dos fatos mostrados por eles como pren\u00fancio do Ju\u00edzo Final \u2013 o homossexualismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse fen\u00f4meno \u00e9 t\u00e3o antigo quanto a humanidade e basta ver pelo texto que at\u00e9 nas legi\u00f5es romanas essa aberra\u00e7\u00e3o j\u00e1 era descrita entre os soldados e tamb\u00e9m na corte, at\u00e9 mesmo entre os imperadores (veja em F\u00falvio Suet\u00f4nio, a Hist\u00f3ria dos Doze C\u00e9sares da Editora Ediouro). Incesto, estupro de crian\u00e7as, pervers\u00f5es sexuais, ent\u00e3o, nem se fala!.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal fato levou o Imp\u00e9rio a contratar milhares de soldados mercen\u00e1rios, recrutados entre os povos vizinhos de suas fronteiras (b\u00e1rbaros). As antigas legi\u00f5es, orgulho de Roma, estavam agora mesclados de germanos, que defendiam o Imp\u00e9rio a troco de dinheiro. Enquanto havia recursos, os milhares de soldados b\u00e1rbaros recebiam seus soldos regularmente e continuavam a defender o Imperador. Nos s\u00e9culos III, IV e V, a decad\u00eancia romana acentuou-se, gerando o caos financeiro, apesar do aumento vertiginoso dos impostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A necessidade de pagar os mercen\u00e1rios de suas legi\u00f5es levou o Imp\u00e9rio a dar-lhes terras, \u00e0 falta de dinheiro. Nessas terras, dentro de suas fronteiras, instalaram-se milhares de fam\u00edlias b\u00e1rbaras, antecipando, com sua presen\u00e7a f\u00edsica, embora pacificamente, o fim das institui\u00e7\u00f5es romanas. Pouco depois come\u00e7ariam as invas\u00f5es dos b\u00e1rbaros, estas de car\u00e1ter n\u00e3o pac\u00edfico. Elas iriam selar o destino do maior imp\u00e9rio da Hist\u00f3ria da humanidade, at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">As Artes e a Filosofia<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">As artes romanas n\u00e3o podem ser comparadas com as gregas, sem d\u00favida superiores. Mas refletem, profundamente, sua influ\u00eancia. Na arquitetura, destaca-se o uso de colunas variantes do estilo cor\u00edntio, al\u00e9m de influ\u00eancias orientais (arcos, ab\u00f3badas, etc.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na escultura merecem destaque as est\u00e1tuas de imperadores, concebidas e executadas com aten\u00e7\u00e3o especial, por causa de sua natureza divina (o imperador era cultuado como deus). Os baixos-relevos da Coluna Trajana e o da de Marco Aur\u00e9lio s\u00e3o dignos de men\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pintura romana \u00e9 pouco conhecida porque a maioria se perdeu. As escava\u00e7\u00f5es de Pomp\u00e9ia, contudo, revelam algumas de grande beleza, realizadas sob a forma de afrescos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mosaicos \u2013 Os romanos desenvolveram a arte de fabricar mosaicos, com que eram pavimentadas suas resid\u00eancias. Alguns s\u00e3o de uma beleza admir\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A literatura foi bastante rica. A l\u00edngua latina muito ajudou os escritores romanos, pela sua riqueza e flexibilidade. Muitas obras s\u00e3o de destaque. No s\u00e9culo III, a.C., temos uma tradu\u00e7\u00e3o da Odiss\u00e9ia para o latim, obra do escravo grego L\u00edvio Andr\u00f4nico. Plauto (254-184) a.C. escreveu 140 com\u00e9dias. Ter\u00eancio (190-159 a.C.) escreveu \u201cO verdugo de si mesmo\u201d (Carrasco de Si Mesmo) e outras pe\u00e7as. O tempo mais f\u00e9rtil para as artes romanas foi o de Augusto e de seu ministro Mecenas, protetor dos artistas. \u00c9 dessa \u00e9poca Virg\u00edlio (70-20 a.C.) autor das \u201cBuc\u00f3licas\u201d, \u201cGe\u00f3rgicas\u201d e da \u201cEneida\u201d, onde, \u00e0 maneira de Homero, narra a volta de En\u00e9ias, da Guerra de Tr\u00f3ia. Ov\u00eddio (43-7 a.C.), contempor\u00e2neo de Virg\u00edlio, escreveu \u201cA arte de Amar\u201d e \u201cMetamorfoses\u201d; Hor\u00e1cio (65-8 a.C.) escreveu odes, s\u00e1tiras e ep\u00edstolas; Fedro, \u00e0 semelhan\u00e7a do grego Esopo, escreveu v\u00e1rias f\u00e1bulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A orat\u00f3ria teve v\u00e1rios vultos, em geral, de pol\u00edticos. Entre os maiores: Cat\u00e3o, Cipi\u00e3o o Africano e os irm\u00e3os Graco. O maior de todos foi C\u00edcero. No Senado combateu Catilina, com suas Catilin\u00e1rias e Marco Ant\u00f4nio, com suas Fil\u00edpicas. Deixou, tamb\u00e9m, escritos como \u201cDa Velhice\u201d e \u201cA Rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Historiadores Roma tece alguns grandes nomes. Entre eles devem ser citados J\u00falio C\u00e9sar (A Guerra das G\u00e1lias ou Debello Gallico, em latim), Tito L\u00edvio (Hist\u00f3ria de Roma, em 142 volumes), Caius Petronius (historiador dos costumes e da lendas e tradi\u00e7\u00f5es romanas e que acabou se suicidando devido \u00e0 depress\u00e3o que a degrada\u00e7\u00e3o moral e corrup\u00e7\u00e3o dos costumes romanos lhe inflingiu) e Fulvio Suetonio (Os Doze C\u00e9sares).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na filosofia destaca-se S\u00eaneca (4-65), mestre de Nero e sua v\u00edtima (foi por ele obrigado a cortar suas veias, segundo a hist\u00f3ria oficial. Na verdade, S\u00eaneca foi mesmo \u00e9 trucidado pelas m\u00e3os pr\u00f3prias de Nero e n\u00e3o por indu\u00e7\u00e3o ou ordem sua. Deixou escritos \u201cDa Ira\u201d e \u201cEp\u00edstolas a Luc\u00edlio\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Um Povo Pr\u00e1tico<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se pud\u00e9ssemos resumir numa s\u00f3 frase as diferen\u00e7as de temperamento das culturas grega e romana, dir\u00edamos que, enquanto os gregos eram idealistas e te\u00f3ricos, os romanos eram pr\u00e1ticos acima de tudo. Os gregos preocupavam-se com seus problemas filos\u00f3ficos, procurando o sentido das coisas do universo que os cercava. Sua ci\u00eancia era especulativa. Pesquisava-se pelo amor \u00e0 pesquisa. Os romanos, por outro lado, procuravam tirar partido imediato de seus conhecimentos, aplicando-os em coisas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como exemplo disso, podemos citar os estudos de astronomia, em Roma, que resultaram na reforma do calend\u00e1rio, realizada por ordem de J\u00falio C\u00e9sar, no ano 47 a.C. Ou na aplica\u00e7\u00e3o da matem\u00e1tica, f\u00edsica e geometria na constru\u00e7\u00e3o de magistrais obras p\u00fablicas (aquedutos, circos, pal\u00e1cios, etc.). Ou, ainda, no mapeamento das terras do Imp\u00e9rio, mandado executar do ano 49 ao 19 a.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grande parte do progresso cultural romano deve-se \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o dos gregos, levados de sua terra \u00e0 sede do Imp\u00e9rio, muitas vezes como escravos. Ali trabalhavam nos mais diversos misteres, muitas vezes de maneira an\u00f4nima, produzindo obras \u201cromanas\u201d. Muitas pe\u00e7as de escultura romana foram produzidas por gregos.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Dioscorydes<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"shutterset_singlepic609\"><img decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-left alignright\" title=\"Dioscorydes\" src=\"http:\/\/antonini.com.br\/img\/609.jpg\" alt=\"Dioscorydes\"\/><\/span>PEDANYUS DIOSCORYDES, um bot\u00e2nico grego que se interessava muito por plantas e acompanhava as legi\u00f5es romanas durante as campanhas militares, no tempo dos C\u00e9sares. Fazia, naqueles tempos, o que se pode chamar hoje de \u201ctestes farmacol\u00f3gicos\u201d com drogas vegetais e, durante a campanha das G\u00e1leas (G\u00e1lea Cisalpina, que atualmente constitui-se parte do sudeste da Fran\u00e7a, sul da \u00c1ustria e norte da It\u00e1lia), no hist\u00f3rico DEBELLO GALLICO, campanha militar empreendida por J\u00falio C\u00e9sar com o objetivo de debelar os gauleses e livrar Roma do perigo dos cru\u00e9is ataques e saques destes, descobriu uma enorme variedade de plantas e testou-as em seus companheiros de tropa. Naquela mesma \u00e9poca, durante a campanha militar, ele identificou a droga \u00d3PIO, separando a fra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex da fra\u00e7\u00e3o ativa, isso no ano 77a.C., sendo por isso, considerado o respons\u00e1vel pela identifica\u00e7\u00e3o dos primeiros dependentes de \u00d3pio que a humanidade tem not\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"shutterset_singlepic389\"><br \/>\n<span class=\"shutterset_singlepic610\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-center aligncenter\" title=\"Pedanyus Dioscorides\" src=\"http:\/\/antonini.com.br\/img\/610.jpg\" alt=\"Pedanyus Dioscorides\" width=\"559\" height=\"362\"\/><\/span><\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Alguns Aspectos Resumidos da Vida Romana<\/h4>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Os ETRUSCOS<\/strong> \u2013 Dos primitivos habitantes da pen\u00ednsula italiana, os etruscos foram os que alcan\u00e7aram mais desenvolvida civiliza\u00e7\u00e3o. Origin\u00e1rios da \u00c1sia Menor, estabeleceram-se na It\u00e1lia central, ao lado dos latinos, \u00dambrios e Sabinos. Na regi\u00e3o da atual Toscana fundaram cidades, constru\u00edram pontes, abriram caminhos, secaram p\u00e2ntanos, canalizaram rios e melhoraram o pa\u00eds que habitaram. Foram muito religiosos, tributando culto aos antepassados.<\/li>\n<li><strong>A FAM\u00cdLIA<\/strong> \u2013 Nas origens de Roma, a fam\u00edlia estava estruturada rigidamente ao redor de um chefe \u2013 o Pater familiae \u2013 obedecido pelos filhos \u2013 filii \u2013 mais do que o pr\u00f3prio rei. Os representantes de cada fam\u00edlia compunham o Senado, que dividia a autoridade do poder com o rei.<\/li>\n<li><strong>A SOCIEDADE<\/strong> \u2013 As classes sociais da Roma antiga eram: a dos patr\u00edcios \u2013 donos das terras e grupo dominante \u2013 os estrangeiros e os escravos. Ao redor dos patr\u00edcios e sob sua prote\u00e7\u00e3o, estavam os clientes, que eram homens livres e formavam, juntamente com seus protetores, o populus romano.<\/li>\n<li><strong>LUTAS SOCIAIS<\/strong> \u2013 Durante a Rep\u00fablica, Roma foi palco de violentas lutas de car\u00e1ter social. Os patr\u00edcios, donos das terras e de grande n\u00famero de escravos, gozavam de privil\u00e9gios que aumentavam cada vez mais. Os plebeus, empobrecidos pelas guerras, degradavam-se socialmente, a ponto de terem feito, talvez, a primeira greve da Hist\u00f3ria, retirando-se de Roma e recusando-se a voltar, a n\u00e3o ser em troca de reformas sociais. Apesar disso e dos rios de sangue que correram pelos anos seguintes, os plebeus v\u00e3o conquistando, progressivamente, mais direitos (o Tributo da plebe; a Lei das 12 T\u00e1buas; a elei\u00e7\u00e3o de um dos c\u00f4nsules; o casamento com patr\u00edcios e outras). Ao fim, legalmente, desapareceram as diferen\u00e7as entre patr\u00edcios e plebeus, passando a ser, ambos, simplesmente cidad\u00e3os romanos.<\/li>\n<li><strong>AS LEGI\u00d5ES<\/strong> \u2013 Al\u00e9m do seu papel de defender Roma e expandir suas fronteiras, as legi\u00f5es realizavam outros not\u00e1veis servi\u00e7os. Entre eles estava a drenagem de p\u00e2ntanos e a constru\u00e7\u00e3o de pontes e estradas. Al\u00e9m disso, fundavam cidades. Algumas delas: Mog\u00fancia, Bonn, Col\u00f4nia, Basil\u00e9ia e Lion.<\/li>\n<li><strong>AI DOS VENCIDOS<\/strong> \u2013 Os vencidos pelas legi\u00f5es eram transformados em escravos e seus bens repartidos entre os soldados.<\/li>\n<li><strong>OS GRACO<\/strong> \u2013 Os irm\u00e3os Tib\u00e9rio e Caio Graco foram grandes lutadores pela causa dos plebeus. Tentaram fazer a reforma agr\u00e1ria em Roma, despertando o \u00f3dio dos patr\u00edcios, que se haviam apoderado das terras do Estado. Foram assassinados, junto com centenas de seus seguidores.<\/li>\n<li><strong>O CALEND\u00c1RIO<\/strong> \u2013 J\u00falio C\u00e9sar realizou uma reforma no Calend\u00e1rio, no ano 47 a.C. Para isso contou com a colabora\u00e7\u00e3o de um astr\u00f4nomo grego (Sos\u00edgenes), que criou o chamado dia bissexto (bio-sexto-calendas). Morto C\u00e9sar, Marco Ant\u00f4nio para honr\u00e1-lo, mudou o nome do s\u00e9timo m\u00eas (\u201cQuintilis\u201d) para \u201cJulius\u201d. Mais tarde, o m\u00eas \u201cSextilis\u201d foi mudado para \u201cAugustus\u201d em homenagem a Augusto.<\/li>\n<li><strong>GEOGRAFIA<\/strong> \u2013 Al\u00e9m de mapear todas as terras do Imp\u00e9rio entre os anos 44 e 19 a.C., os romanos publicaram a monumental \u201cGeografia\u201d(em 16 volumes) de Estrabon, baseada nos textos de Hiparco e Erat\u00f3stenes. Por ela ficou conhecido todo o mundo antigo. Mais tarde (44 da Era Crist\u00e3), Pomp\u00f4nio Mela publicou o primeiro tratado completo de geografia: \u201cDe situ orbis\u201d.<\/li>\n<li><strong>ALQUIMIA<\/strong> \u2013 Era praticada em Roma, principalmente por escravos gregos ou outros estrangeiros. Os maiores alquimistas foram Asclep\u00edades e Cl\u00e1udio Galeno. Este foi c\u00e9lebre anatomista.<\/li>\n<li><strong>J\u00daLIO CESAR<\/strong> \u2013 Extraordin\u00e1rio tribuno, escritor e historiador, o jovem patr\u00edcio J\u00falio C\u00e9sar teve fulminante carreira pol\u00edtica e militar. Juntamente com Pompeu e Crasso formou o 1.\u00ba Triunvirato. Conquistou as G\u00e1lias, cuja hist\u00f3ria registrou em magn\u00edfica linguagem. Rompido O Triunvirato, C\u00e9sar venceu seus rivais nas batalhas de Fars\u00e1lia (Gr\u00e9cia), Tapso (\u00c1frica) e Munda (Espanha). Senhor \u00fanico do poder, recebeu o t\u00edtulo de \u201cPontifex M\u00e1ximus\u201d. Reduzindo as atribui\u00e7\u00f5es do Senado, empreendeu uma s\u00e9rie de reformas sociais, pol\u00edticas e jur\u00eddicas. Distribuiu terras e fundou col\u00f4nias, para l\u00e1 canalizando os desocupados de Roma. Modificou o Calend\u00e1rio e construiu bel\u00edssimos edif\u00edcios. Sua obra inspirou a inveja de muitos, sendo assassinado por conspiradores no dia 15 de mar\u00e7o do ano 44 a.C.<\/li>\n<li><strong>MARCO ANT\u00d4NIO<\/strong> \u2013 Os amigos de C\u00e9sar apressaram-se em vingar sua morte. \u00c0 frente deles colocou-se Marco Ant\u00f4nio, mais tarde associado a L\u00e9pido e a Ot\u00e1vio (2.\u00ba Triunvirato). Enviado para o Egito, com finalidades punitivas, Marco Ant\u00f4nio apaixonou-se pela rainha Cle\u00f3patra com quem se casou. Mais tarde, perseguido pelas tropas de Ot\u00e1vio, Marco Ant\u00f4nio suicidou-se. Cle\u00f3patra o imitou.<\/li>\n<li><strong>JESUS CRISTO<\/strong> \u2013 Numa das prov\u00edncias romanas (a Palestina), nasceu uma crian\u00e7a durante o reinado do Imperador Augusto. Essa crian\u00e7a veio a ser, nos anos seguintes, o pregador de uma nova e revolucion\u00e1ria doutrina, que iria p\u00f4r em choque todos os costumes da \u00e9poca. Pregando o amor, num mundo de \u00f3dio, e a adora\u00e7\u00e3o a um Deus \u00fanico e espiritual, sua doutrina chocou-se com o culto pag\u00e3o dos romanos a seus Imperadores. Isso gerou v\u00e1rias persegui\u00e7\u00f5es aos crist\u00e3os. At\u00e9 que, sob Constantino, o Cristianismo foi reconhecido como doutrina oficial do Estado romano.<\/li>\n<li><strong>AQUEDUTOS<\/strong> \u2013 Constru\u00eddos de pedra ou de alvenaria, levavam \u00e1gua \u00e0s cidades. Somente para Roma os aquedutos \u201cAqua Martia\u201d, \u201cAqua Appia\u201d e \u201cAqua Claudia\u201d conduziam, diariamente, mais de 2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua. Al\u00e9m doa aquedutos da capital, os romanos tamb\u00e9m os constru\u00edram nas prov\u00edncias. (Espanha, fran\u00e7a, etc.).<\/li>\n<li><strong>CIRCOS<\/strong> \u2013 Eram, talvez, a divers\u00e3o predileta do povo. Neles reuniam-se multid\u00f5es que deliravam, vendo lutas de gladiadores, corridas, ou crist\u00e3os lan\u00e7ados \u00e0s feras. O chamado Circo M\u00e1ximo era um teatro duplo, de forma circular. Exigiu o trabalho de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, ficando conclu\u00eddo ao tempo de Tito. Abrigava quase 90 mil pessoas. No dia de sua inaugura\u00e7\u00e3o foram sacrificados mais de 5 mil animais, em luta com gladiadores. Tinha 3 pisos e media 156 metros de di\u00e2metro. A arena tinha 86 por 54 metros.<\/li>\n<li><strong>TEMPLOS<\/strong> \u2013 Os romanos constru\u00edram templos muito semelhantes aos dos gregos.<\/li>\n<li><strong>PAL\u00c1CIOS<\/strong> \u2013 Foram constru\u00e7\u00f5es esmeradas, onde a grandiosidade da arquitetura era exaltada pelo m\u00e1rmore dos pisos, por paredes e colunas, al\u00e9m da estatu\u00e1ria e dos baixos-relevos.<\/li>\n<li><strong>ARCOS<\/strong> \u2013 Foram constru\u00eddos para comemorar feitos de alguns imperadores. Os mais famosos s\u00e3o o de Tito (exaltando seu triunfo sobre os judeus) e o Triplo de S\u00e9timo Severo, em Roma.<\/li>\n<li><strong>COLUNAS<\/strong> \u2013 Monumentos de grandes dimens\u00f5es (a de Trajano tem 42 metros de altura), s\u00e3o decoradas com baixos-relevos da base ao cimo.<\/li>\n<li><strong>CI\u00caNCIA APLICADA<\/strong> \u2013 Como j\u00e1 foi dito, os romanos foram um povo pr\u00e1tico, que procurava aplicar os conhecimentos cient\u00edficos em proveito de sua vida. Assim Pl\u00ednio, o Velho, publicou uma \u201cHist\u00f3ria Natural\u201d que cont\u00e9m ensinamentos sobre agricultura e pecu\u00e1ria.<\/li>\n<li><strong>ARQUITETURA<\/strong> \u2013 O romano foi um povo construtor de grandes obras p\u00fablicas. Entre elas destacam-se imensos aquedutos, alguns com centenas de metros de comprimento e dezenas de altura. Usavam muito o arco, inven\u00e7\u00e3o mesopot\u00e2mica, levada para a It\u00e1lia pelos etruscos. Al\u00e9m disso, edificaram grandes circos, teatros ao ar livre, onde eram exibidas corridas de carros, lutas contra feras ou combate de gladiadores. Muitos pal\u00e1cios tamb\u00e9m foram edificados. Usaram colunas, a exemplo dos gregos, especialmente de estilo cor\u00edntio, com algumas modifica\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m empregaram ab\u00f3badas em algumas obras (como no Pante\u00e3o de Roma), sob influ\u00eancia oriental.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A queda de Roma \u2013 o final da Idade Antiga<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outrora majestosa, poderosa e invenc\u00edvel Roma cai, sob o dom\u00ednio de Odoacro, rei dos H\u00e9rulos, que destrona o jovem R\u00f4mulo Aug\u00fastulo e, apesar de n\u00e3o aceitar o t\u00edtulo de Rei de Roma, coroa-se Rei da It\u00e1lia e estabelece a sede seu reinado e Ravena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com as grandes invas\u00f5es, termina o Imp\u00e9rio Romano (476) e a chamada Hist\u00f3ria Antiga cl\u00e1ssica. Come\u00e7a a Idade M\u00e9dia, que se ir\u00e1 prolongar por 10 s\u00e9culos (at\u00e9 1453 com a queda do Imp\u00e9rio Romano do Oriente, ou Constantinopla, tamb\u00e9m chamada de Biz\u00e2ncio). A uni\u00e3o de povos da mais variada origem (germanos, eslavos, Mong\u00f3is) com os antigos romanos ir\u00e1 dar origem ao europeu moderno. por outro lado, os povos invasores, apesar de muita destrui\u00e7\u00e3o causada em monumentos e tesouros dos romanos, acabaram aceitando sua cultura. As l\u00ednguas europ\u00e9ias modernas refletem a influ\u00eancia do latim. A religi\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 a predominante em toda a Europa. O Direito Romano \u00e9 a base da sua legisla\u00e7\u00e3o ainda hoje. As fronteiras dos pa\u00edses europeus, apesar da sua constante mudan\u00e7a, ainda guardam muita rela\u00e7\u00e3o com aquelas que se estabeleceram nos antigos reinos b\u00e1rbaros, edificados sob a ru\u00edna do outrora invenc\u00edvel Imp\u00e9rio Romano.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roma \u2013 Da Funda\u00e7\u00e3o \u00e0 Rep\u00fablica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-28397","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28397"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28403,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28397\/revisions\/28403"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.psc.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}