{"id":31352,"date":"2014-07-18T01:19:54","date_gmt":"2014-07-18T01:19:54","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.com.br\/?p=31352"},"modified":"2024-07-10T22:00:45","modified_gmt":"2024-07-10T22:00:45","slug":"psicofarmacologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=31352","title":{"rendered":"Psicofarmacologia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o gratuita aos psic\u00f3logos e originou-se de um tema livre apresentado no 4\u00ba Encontro Paranaense de Psicologia realizado em Curitiba no m\u00eas de agosto de 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquilo que foi uma palestra de 50 minutos, ampliado e publicado em livro em 1993, evoluiu durante os \u00faltimos 33 anos, chegando a este texto que deixo \u00e0 leitura dos psic\u00f3logos, n\u00e3o sem antes tecer alguns coment\u00e1rios pertinentes e propor algumas reflex\u00f5es muito necess\u00e1rias nestes dias de predom\u00ednio de ideologias pol\u00edticas esp\u00farias que pretendem se sobrepor \u00e0s ci\u00eancias.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>O objetivo desta publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ensinar os psic\u00f3logos a prescrever f\u00e1rmacos, posto que os profissionais da Psicologia n\u00e3o t\u00eam compet\u00eancia t\u00e9cnica e menos ainda legal para tal pr\u00e1tica. Apenas m\u00e9dicos, dentistas e veterin\u00e1rios est\u00e3o habilitados na forma da lei a prescrever f\u00e1rmacos. Pretende-se, aqui, mostrar ao profissionais a influ\u00eancia e as altera\u00e7\u00f5es que todo e qualquer f\u00e1rmaco pode produzir no processo psicoterap\u00eautico e tamb\u00e9m sobre o psicodiagn\u00f3stico baseado em testes psicol\u00f3gicos.<\/li>\n<li>A psicologia, que se define por si mesma como ci\u00eancia, deve ater-se estritamente ao m\u00e9todo cient\u00edfico, sendo vedado aos profissionais da Psicologia a defesa de ideologias e a promo\u00e7\u00e3o de qualquer atividade que n\u00e3o seja cientificamente comprovada, aprovada, adotada e normatizada dentro dos limites da pr\u00e1tica profissional. Ideologias como as de g\u00eanero, raciais, sexistas e tantas outras, gestadas e abortadas na sociedade por pol\u00edticos med\u00edocres, incompetentes e parasitas do contribuinte, n\u00e3o tem nenhuma base cient\u00edfica e objetivam unicamente fomentar o caos e promover lutas fratricidas entre classes, sexos e cores de pele que apenas beneficiam gente abjeta e sem escr\u00fapulos que n\u00e3o quer igualdade, mas unicamente privil\u00e9gios \u00e0s custas de quem trabalha, produz e paga impostos.<\/li>\n<li>Existe apenas uma esp\u00e9cie humana, Homo sapiens. N\u00e3o existe uma ra\u00e7a ou sub ra\u00e7a Homo niger e, portanto, a cor da pele n\u00e3o faz a menor diferen\u00e7a no funcionamento do organismo; na forma como a maquinaria bioqu\u00edmica faz a vida acontecer. Pele n\u00e3o pensa. \u00c9 o c\u00e9rebro que pensa atrav\u00e9s de rea\u00e7\u00f5es e intere\u00e7\u00f5es moleculares do conjunto de seus neur\u00f4nios. Coloquem dezenas de esqueletos de negros e brancos sobre uma mesa de necr\u00f3psia e pe\u00e7am aos maiores patologistas do mundo a identifica\u00e7\u00e3o deles pela morfologia \u00f3ssea. N\u00e3o conseguir\u00e3o. D\u00eaem a um farmac\u00eautico-bioqu\u00edmico dezenas de l\u00e2minas de extens\u00e3o corada de sangue para contagem diferencial de s\u00e9rie branca em hemograma e pe\u00e7am-lhe que diga quais s\u00e3o de brancos e quais s\u00e3o de negros. Imposs\u00edvel!<\/li>\n<li>A ideologia de g\u00eanero tamb\u00e9m \u00e9 outra aberra\u00e7\u00e3o que viola as leis mais b\u00e1sicas da natureza, que desenvolveu mecanismos cada vez mais complexos durante milh\u00f5es de anos para fortalecer e perpetuar as esp\u00e9cies, chegando ao \u00e1pice da evolu\u00e7\u00e3o com a esp\u00e9cie humana, para a qual criou dois indiv\u00edduos opostos sexualmente e que se unem, se reproduzem compartilhando seus materiais gen\u00e9ticos que, pela diferen\u00e7a (ou diversidade) fortalece a descend\u00eancia. Se n\u00e3o fosse necess\u00e1rio toda essa evolu\u00e7\u00e3o e se o homossexualismo fosse naturalmente consagrado, n\u00e3o precisaria existir um homem e uma mulher, um macho e uma f\u1ebdmea em cada esp\u00e9cie superior e todos se reproduziriam igual as bact\u00e9rias, por cissiparidade, ou seja, o cidad\u00e3o estaria andando no meio da rua e do nada ele \u201cracharia\u201d no meio, aparecendo outro indiv\u00edduo igual a ele ao seu lado. Muito mais simples, n\u00e3o? Quando entrei na faculdade, h\u00e1 quase 40 anos atr\u00e1s, psiquiatras consagrados como Lawrence Kolb classificavam os homossexuais comuns (aqueles que admitem seus sexos biol\u00f3gicos atendo-se a ele) como neur\u00f3ticos hist\u00e9ricos dissociativos, enquanto os travestis ou aqueles que renegavam o sexo biol\u00f3gico e viviam imersos na fantasia de pertencer ao sexo oposto, como esquizofr\u00eanicos paranoides (KOLBE, L, 1987).<\/li>\n<li>A psicoterapia \u00e9 a pr\u00e1tica da persuas\u00e3o e se concretiza pela capacidade do profissional em convencer pela palavra, podendo utilizar at\u00e9, no m\u00e1ximo, m\u00e9todos corporais, mas n\u00e3o invasivos como f\u00e1rmacos, agulhas (acupuntura), banhos, ch\u00e1s, florais, homeopatia e outras formas de tratamento que n\u00e3o estejam dentro do corol\u00e1rio t\u00e9cnico aprovado e normatizado pelo Conselho Federal de Psicologia. N\u00e3o se mexe em um organismo impunemente e os f\u00e1rmacos podem produzir modifica\u00e7\u00f5es imprevis\u00edveis (efeito paradoxal) que poder\u00e3o at\u00e9 inviabilizar a continuidade da vida.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de prosseguir, agrade\u00e7o ao meu Irm\u00e3o e Amigo Psic. Manoel Carlos dos Santos pelo est\u00edmulo em perseverar nesta pesquisa durante todas estas d\u00e9cadas, dedicando-lhe esta obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conte\u00fado<\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"?p=30560\">Psicopatologia<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"?p=28239\">Regrinhas b\u00e1sicas da farmacologia<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"?p=32830\">Picaretagens farmacoterap\u00eauticas<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"?p=31358\">Receptores farmacol\u00f3gicos<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"?p=31367\">Vias de administra\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"?p=31373\">Farmacocin\u00e9tica<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"?p=31375\">Farmacodin\u00e2mica<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o gratuita aos psic\u00f3logos e originou-se de um tema livre apresentado no 4\u00ba Encontro Paranaense de Psicologia realizado em Curitiba no m\u00eas de agosto de 1989. 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