{"id":4935,"date":"2009-06-29T11:44:53","date_gmt":"2009-06-29T14:44:53","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=4935"},"modified":"2022-02-15T03:28:42","modified_gmt":"2022-02-15T03:28:42","slug":"o-exemplo-da-tartaruga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=4935","title":{"rendered":"O exemplo da tartaruga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisa com animais indica que metabolismo mais lento pode significar vida mais longa. Este trabalho chileno tem l\u00f3gica, pois a tartaruga tem um metabolismo baixo e consegue viver at\u00e9 400 anos.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Francisco Galindo<\/strong><br \/>\nDa Efe<br \/>\nQualquer trabalho muscular gera um consumo de energia metab\u00f3lica, mas poucos sabem que o descanso tamb\u00e9m exige um certo gasto energ\u00e9tico, que \u00e9 fundamental para manter o est\u00edmulo vital. Para determinados animais, as expectativas de exist\u00eancia podem depender de um metabolismo alto ou baixo, segundo uma pesquisa elaborada no Chile.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores chilenos Roberto Nespolo e Paulina Artacho, da Universidade Austral de Valdivia, afirmam que os animais com metabolismo mais lento conseguem sobreviver por mais tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa, realizada com carac\u00f3is de jardim, foi publicada ap\u00f3s tr\u00eas outros relat\u00f3rios anteriores cujos protagonistas eram roedores. O estudo foi feito em universidades de Inglaterra, Estados Unidos e Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contribui\u00e7\u00e3o fundamental do estudo dos especialistas chilenos consistiu em demonstrar, pela primeira vez, que os animais que gastam menos energia t\u00eam posteriormente mais chance de sobreviver e se reproduzir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os benef\u00edcios da lentid\u00e3o no metabolismo s\u00e3o aplic\u00e1veis aos animais de sangue frio, como peixes, insetos, moluscos, an\u00eamonas ou anf\u00edbios&#8221;, explicou \u00e0 Ag\u00eancia Efe o pesquisador Roberto Nespolo. O especialista, no entanto, descartou que os resultados possam ser aplic\u00e1veis aos seres humanos, pelo menos por enquanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa, publicada na revista cient\u00edfica &#8220;Evolution&#8221;, teve in\u00edcio em 2007 com a sele\u00e7\u00e3o de 100 carac\u00f3is de jardim, uma esp\u00e9cie existente em todo o planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para calcular o gasto energ\u00e9tico dessa esp\u00e9cie, Nespolo e Artacho controlaram a taxa metab\u00f3lica basal (SMR, na sigla em ingl\u00eas), \u00edndice que mostra o m\u00ednimo de energia de que um animal necessita para sobreviver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os resultados, &#8220;a taxas mais baixas de energia, as possibilidades de sobreviver foram maiores&#8221;, e essas caracter\u00edsticas correspondiam a &#8220;carac\u00f3is mais lentos, que passavam mais tempo escondidos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que se refere aos humanos, o professor de bioqu\u00edmica da Universidade de Barcelona Mariano Alemany defende que a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer trabalho muscular provoca um consumo de energia metab\u00f3lica, mas que o descanso tamb\u00e9m demanda gastos energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gasto energ\u00e9tico durante os per\u00edodos de descanso \u00e9 indispens\u00e1vel por duas raz\u00f5es: para que o sistema bioqu\u00edmico de substitui\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica se mantenha em funcionamento e para que as atividades muscular e nervosa se sustentem e impe\u00e7am o bloqueio cardiorrespirat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em condi\u00e7\u00f5es de descanso e de relaxamento nervoso e muscular m\u00e1ximo, o organismo regular\u00e1 automaticamente o consumo energ\u00e9tico m\u00ednimo para manter o indiv\u00edduo vivo, o que tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como taxa metab\u00f3lica basal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Alemany, esta taxa energ\u00e9tica m\u00ednima se traduzir\u00e1 no consumo de 21 gramas de glic\u00eddios (9,5 gramas de gordura por hora) e de 18 litros de oxig\u00eanio puro a cada 60 minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos de jejum, o tempo m\u00e1ximo aconselh\u00e1vel para ficar sem ingerir qualquer alimento e manter a taxa energ\u00e9tica m\u00ednima n\u00e3o deve ultrapassar 30 dias, pois as consequ\u00eancias dessa priva\u00e7\u00e3o podem ser fatais para o organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o \u00e9 saber se uma taxa metab\u00f3lica basal lenta \u00e9 mais saud\u00e1vel que a r\u00e1pida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta n\u00e3o \u00e9 simples, porque tudo depender\u00e1 de muitos fatores, embora a literatura m\u00e9dica e cient\u00edfica afirme que as pessoas que comem e bebem pouco s\u00e3o candidatas a ter uma exist\u00eancia mais longa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mulheres<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os estudos comparativos endocrinol\u00f3gicos mais rigorosos coincidem em que a taxa metab\u00f3lica \u00e9 um pouco mais baixa nas mulheres que nos homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m \u00e9 menor em pessoas que vivem em ambientes quentes e maior nas que est\u00e3o acostumadas a temperaturas mais baixas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa metab\u00f3lica tem uma clara rela\u00e7\u00e3o com a massa corporal, pois quanto maior a primeira, maiores s\u00e3o as perdas de calor. Isso obedece a uma rela\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie de contato com o exterior maior em rela\u00e7\u00e3o ao volume.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual as crian\u00e7as t\u00eam taxas metab\u00f3licas mais altas ao consumir grandes quantidades de energia, que s\u00e3o revertidas basicamente na manuten\u00e7\u00e3o de sua temperatura corporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A velocidade com a qual consumimos a energia fornecida pelos alimentos ingeridos determina o grau de taxa metab\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto maior este consumo, maior ser\u00e1 a velocidade \u00e0 qual s\u00e3o oxidados os nutrientes, a partir dos quais se extrai a energia que depois \u00e9 liberada para o exterior sob a forma de calor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agentes externos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O metabolismo est\u00e1 sujeito tamb\u00e9m \u00e0 a\u00e7\u00e3o de diversos agentes acidentais, como um excesso de massa muscular em consequ\u00eancia da pr\u00e1tica mais intensa de esportes, de determinadas doen\u00e7as, do tipo de alimenta\u00e7\u00e3o ou dos n\u00edveis de estresse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, viver em bairros com muitas \u00e1reas verdes pode ser determinante para uma taxa metab\u00f3lica adequada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta forma de vida, por exemplo, poderia reduzir o risco de crian\u00e7as e adolescentes sofrerem de excesso de peso ou obesidade, segundo um estudo realizado por tr\u00eas universidades americanas e publicado na revista &#8220;American Journal of Preventive Medicine&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores usaram os dados registrados nos servi\u00e7os de atendimento prim\u00e1rio de Indian\u00e1polis, nos Estados Unidos, e compararam as mudan\u00e7as de peso de 3.800 crian\u00e7as e adolescentes com entre 3 e 16 anos ao longo de dois anos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas cobertas de vegeta\u00e7\u00e3o em seus bairros, medidas gra\u00e7as a imagens de sat\u00e9lite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, comprovaram que os que vivem em bairros urbanos com muitas \u00e1reas verdes sofreram menos mudan\u00e7as no \u00edndice de massa corporal nesse per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: ter por perto um parque, uma pra\u00e7a ou qualquer outro lugar aberto estimula mais as brincadeiras e a atividade f\u00edsica do que em outras \u00e1reas da cidade com mais concreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A medi\u00e7\u00e3o da taxa metab\u00f3lica depende tamb\u00e9m de fatores e condi\u00e7\u00f5es basais diferentes. Por isso, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa estar acordado, deitado, relaxado, em jejum, etc. O desgaste produzido pela digest\u00e3o de alimentos, por exemplo, \u00e9 um fator a ser levado em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, durante o sono, o consumo energ\u00e9tico \u00e9 um pouco menor do que em situa\u00e7\u00e3o de vig\u00edlia. Al\u00e9m disso, gasta-se mais em p\u00e9 do que sentado, e muito mais em um momento de tens\u00e3o do que de relaxamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa com animais indica que metabolismo mais lento pode significar vida mais longa. 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