{"id":5455,"date":"2009-08-02T17:23:30","date_gmt":"2009-08-02T20:23:30","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=5455"},"modified":"2022-02-15T03:28:41","modified_gmt":"2022-02-15T03:28:41","slug":"estudo-indica-que-estrato-bruto-da-alga-pode-auxiliar-no-combate-a-herpes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=5455","title":{"rendered":"Estudo indica que extrato bruto da alga pode auxiliar no combate a herpes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } --><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Os produtos naturais, devido \u00e0 sua grande diversidade qu\u00edmica, s\u00e3o importantes fontes de novas mol\u00e9culas, usadas na produ\u00e7\u00e3o de fragr\u00e2ncias, pigmentos, inseticidas e, principalmente, f\u00e1rmacos. Dentre esses produtos, os organismos marinhos podem fornecer subst\u00e2ncias promissoras no combate a determinados v\u00edrus. Em rela\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus herpes tipo 1 (HSV-1), sabe-se que a alga brasileira <\/span><span style=\"font-size: small;\"><em>D<\/em><\/span><span style=\"font-size: small;\">ictyota <\/span><span style=\"font-size: small;\"><em>menstrualis <\/em><\/span><span style=\"font-size: small;\">cont\u00e9m uma mol\u00e9cula (DA-1) que apresenta grande potencial para inibir sua a\u00e7\u00e3o. <!--more--><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_15660\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15660\" class=\" wp-image-15660  \" title=\"Dictyota menstrualis\" alt=\"Dictyota menstrualis\" src=\"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/ioc_menstrualis2.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" \/><p id=\"caption-attachment-15660\" class=\"wp-caption-text\">Dictyota menstrualis<\/p><\/div>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Com base nessa potencialidade, a bi\u00f3loga Tamara Fogel, em sua disserta\u00e7\u00e3o em biologia parasit\u00e1ria pelo Instituto Oswaldo Cruz, avaliou a atividade antiviral e a toxicidade dessa mol\u00e9cula em compara\u00e7\u00e3o a atividade e a toxicidade do extrato bruto da alga da qual ela \u00e9 retirada, e verificando se h\u00e1 possibilidade de uso desse extrato em vez do produto isolado. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8220;Os resultados mostraram que o extrato bruto da <\/span><span style=\"font-size: small;\"><em>Dictyota menstrualis<\/em><\/span><span style=\"font-size: small;\"> apresenta atividade antiviral bastante significativa, que provavelmente n\u00e3o est\u00e1 associada somente \u00e0 mol\u00e9cula DA-1 que ela cont\u00e9m&#8221;, destaca a pesquisadora. Ela explica que o m\u00e9todo usado para isolar a DA-1 \u00e9 de baixa efici\u00eancia, dispendioso e dificulta o emprego dessa mol\u00e9cula em grandes volumes. &#8220;A utiliza\u00e7\u00e3o do extrato bruto da alga, dessa forma, facilitaria muito o trabalho e tornaria poss\u00edvel e vi\u00e1vel o desenvolvimento de fitoter\u00e1picos brasileiros contra o HSV-1&#8221;. As altas usadas na pesquisa de Tamara foram coletadas em B\u00fazios, Estado do Rio de Janeiro. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A pesquisadora esclarece que os v\u00edrus apresentam uma \u00edntima associa\u00e7\u00e3o com a c\u00e9lula do hospedeiro, fazendo da terapia antiviral um tratamento potencialmente t\u00f3xico. &#8220;\u00c9 preciso impedir a replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e diminuir, ou at\u00e9 mesmo anular, os efeitos causados ao organismo, mas ao mesmo tempo, \u00e9 imprescind\u00edvel que esse efeito seja alcan\u00e7ado sem causar outros efeitos indesej\u00e1veis ao hospedeiro&#8221;, diz Tamara. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8220;N\u00e3o existe, at\u00e9 hoje, nenhum f\u00e1rmaco capaz de eliminar o HSV-1 do organismo infectado, mas alguns fitoter\u00e1picos e antivirais conseguem alterar de forma bem expressiva a produ\u00e7\u00e3o de novas part\u00edculas, dando ao sistema imunol\u00f3gico condi\u00e7\u00f5es de controlar e eliminar c\u00e9lulas infectadas&#8221;. Contudo, segundo ela, o principal problema dos f\u00e1rmacos atuais \u00e9 a alta toxicidade, principalmente em casos de longa administra\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Um outro problema muito frequentemente, de acordo com Tamara, na pesquisa em antivirais \u00e9 que o uso prolongado de medicamentos pode acarretar na sele\u00e7\u00e3o de part\u00edculas virais resistentes a esses f\u00e1rmacos. &#8220;O medicamento ir\u00e1 atuar sobre os v\u00edrus que s\u00e3o suscept\u00edveis a ele, mas sempre existem algumas part\u00edculas que, por algum erro no processo de replica\u00e7\u00e3o, sofrem muta\u00e7\u00f5es e acabam sendo resistentes&#8221;, afirma a pesquisadora. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">No entanto, ela elucida que drogas antivirais podem atuar na fixa\u00e7\u00e3o ou penetra\u00e7\u00e3o do v\u00edrus nas c\u00e9lulas hospedeiras tem menos chances de selecionar essas variantes resistentes. &#8220;Se existirem altera\u00e7\u00f5es nas prote\u00ednas envolvidas na liga\u00e7\u00e3o da part\u00edcula a c\u00e9lula hospedeira, dificilmente esses v\u00edrus conseguir\u00e3o se ligar \u00e0 c\u00e9lula e iniciar a replica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o causando, assim, damos ao organismo&#8221; diz a bi\u00f3loga. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">No caso do seu estudo, ela destaca que o extrato bruto da <\/span><span style=\"font-size: small;\"><em>Dictyota menstrualis<\/em><\/span><span style=\"font-size: small;\"> demonstrou inibi\u00e7\u00e3o de 98% na fase de a adsor\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, enquanto a mol\u00e9cula DA-1 isolada n\u00e3o apresentou atividade nessa fase. Tamara, ainda, acrescenta que os outros componentes do extrato aumentam sua efic\u00e1cia, diminuindo a concentra\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para sua utiliza\u00e7\u00e3o, quando comparada \u00e0 DA-1 isolada e tornando-o vantajoso, quando se trata de produ\u00e7\u00e3o de novos medicamentos. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Al\u00e9m disso, a bi\u00f3loga comenta que a preval\u00eancia do v\u00edrus na popula\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 bem alta: entre 65 e 90% da popula\u00e7\u00e3o adulta encontra-se infectada pelo HSV-1. &#8220;Esse fator dificulta bastante a produ\u00e7\u00e3o de vacinas, pois o v\u00edrus j\u00e1 se encontra em lat\u00eancia no organismo de diversas pessoas. Testes de prot\u00f3tipos vacinais em pessoas soropositivas mostraram, at\u00e9 hoje, uma baixa efic\u00e1cia&#8221;, afirma Tamara. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8220;O desenvolvimento de novos antivirais \u00e9 imprescind\u00edvel para a substitui\u00e7\u00e3o de atuais f\u00e1rmacos potencialmente t\u00f3xicos, bem como para aumentar as op\u00e7\u00f5es para combina\u00e7\u00f5es de drogas antivirais e para a substitui\u00e7\u00e3o de outras drogas com patentes internacionais ainda vigentes&#8221;, conclui a bi\u00f3loga Tamara Fogel. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Fonte: comunica\u00e7\u00e3o social da Fiocruz (por Renata Moehlecke).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os produtos naturais, devido \u00e0 sua grande diversidade qu\u00edmica, s\u00e3o importantes fontes de novas mol\u00e9culas, usadas na produ\u00e7\u00e3o de fragr\u00e2ncias, pigmentos, inseticidas e, principalmente, f\u00e1rmacos. Dentre esses produtos, os organismos marinhos podem fornecer subst\u00e2ncias promissoras no combate a determinados v\u00edrus. 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