{"id":589,"date":"2008-11-15T19:25:55","date_gmt":"2008-11-15T19:25:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.antonini.med.br\/blog\/?p=589"},"modified":"2022-02-15T03:29:57","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:57","slug":"pessoas-tem-memorias-que-nunca-existiram-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=589","title":{"rendered":"Pessoas t\u00eam mem\u00f3rias que nunca existiram, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo apresentado nesta quarta-feira no Festival de Ci\u00eancias da Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica, em Liverpool, sugere que as mem\u00f3rias de acontecimentos marcantes nem sempre est\u00e3o corretas. O estudo, da Universidade de Portsmouth, indicou que indiv\u00edduos podem ser facilmente convencidos de ter visto coisas que n\u00e3o aconteceram.<br \/>\n<!--more-->\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No experimento, 300 pessoas (150 brit\u00e2nicos e 150 su\u00ed\u00e7os) foram entrevistadas sobre as recorda\u00e7\u00f5es que guardavam do atentado ao \u00f4nibus em Tavistock Square, em Londres &#8211; uma das quatro explos\u00f5es que atingiram o sistema de transporte da cidade em 7 de julho de 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevistas feitas tr\u00eas meses ap\u00f3s os ataques, 40% dos participantes brit\u00e2nicos afirmaram ter visto imagens de um circuito interno de televis\u00e3o no momento da explos\u00e3o do \u00f4nibus, enquanto 28% afirmaram ter assistido a uma reconstru\u00e7\u00e3o computadorizada do evento. No entanto, nenhuma das duas imagens do ataque existe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo aconteceu com os participantes su\u00ed\u00e7os, mas em menor escala. Entre eles, 16% afirmaram ter visto as imagens de CCTV e 6%, da reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o pesquisador da Universidade de Portsmouth James Ost, que coordenou o estudo, os resultados indicam que as mem\u00f3rias &#8220;n\u00e3o s\u00e3o perfeitas&#8221;. &#8220;[As mem\u00f3rias] n\u00e3o s\u00e3o como uma fita de v\u00eddeo que voc\u00ea pode rebobinar e assistir novamente para lembrar com perfei\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fantasia<\/strong><br \/>\nPara Ost, essa &#8220;imprecis\u00e3o&#8221; enfraquece o argumento de que \u00e9 poss\u00edvel confiar apenas em relatos em situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas que envolvem, por exemplo, testemunhos de v\u00edtimas de abuso ou de trauma infantil.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ele, desenvolver mem\u00f3rias falsas &#8211; lembrar de coisas que n\u00e3o aconteceram &#8211; \u00e9 igualmente um problema para policiais em investiga\u00e7\u00f5es criminais e assistentes sociais que auxiliam fam\u00edlias com suspeitas de abuso ou outros casos que dependem do relato de testemunhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Descobrimos que algumas pessoas s\u00e3o suscet\u00edveis \u00e0 fantasia, s\u00e3o propensas a acreditar que testemunharam algo que n\u00e3o poderiam ter visto. Elas enganaram a si mesmas em acreditar que viram algumas coisas&#8221;, diz o pesquisador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, alguns dos participantes que relataram os atentados em Londres realmente &#8220;fantasiaram&#8221; sobre o que afirmaram ter visto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos relatos oferece detalhes sobre o momento em que o suposto homem-bomba entrou no \u00f4nibus e os movimentos que teria feito com a mochila para detonar os explosivos &#8211; imagens do ataque que jamais foram gravadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ost explica que as pessoas que relataram mem\u00f3rias falsas s\u00e3o mais propensas a fantasiar do que aquelas que n\u00e3o desenvolveram essas lembran\u00e7as. Segundo ele, isso pode sugerir que pessoas mais criativas ou imaginativas seriam mais propensas a criar mem\u00f3rias falsas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imperfei\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nEm sua apresenta\u00e7\u00e3o em Liverpool, o pesquisador afirmou que esses resultados refor\u00e7am estudos anteriores sobre as &#8220;falsas mem\u00f3rias&#8221;.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ost e sua equipe j\u00e1 haviam realizado um estudo sobre as recorda\u00e7\u00f5es das pessoas acerca do acidente que provocou a morte da princesa Diana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa pesquisa, 20 de 45 pessoas entrevistadas &#8211; o equivalente a 44% &#8211; afirmaram ter visto imagens de um v\u00eddeo que teria registrado o momento exato do acidente, inclusive a chegada dos paparazzi ao local. Novamente, essas imagens n\u00e3o existem. De acordo com ele, essas seriam &#8220;mais provas de que nossas mem\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o perfeitas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo apresentado nesta quarta-feira no Festival de Ci\u00eancias da Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica, em Liverpool, sugere que as mem\u00f3rias de acontecimentos marcantes nem sempre est\u00e3o corretas. 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