{"id":6061,"date":"2009-10-20T21:13:55","date_gmt":"2009-10-21T00:13:55","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=6061"},"modified":"2024-04-11T02:06:33","modified_gmt":"2024-04-11T02:06:33","slug":"paracelso-e-os-grandes-alquimistas-da-idade-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=6061","title":{"rendered":"Paracelso e os grandes alquimistas da Idade M\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 120px; text-align: justify;\"><strong><em>&#8220;Apenas os idiotas pensam que a alquimia \u00e9 o conhecimento de como obter ouro. O objetivo da alquimia \u00e9 procurar descobrir novos rem\u00e9dios&#8221;.<br \/>\n<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px; text-align: justify;\"><strong>Paracelso.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=619 w=320 h=240 float=left]Esta opini\u00e3o come\u00e7ou a ganhar terreno na renascen\u00e7a, quando viveu, no s\u00e9culo XVI d.C. um cavalheiro alem\u00e3o chamado <strong>PHILLIPUS AUREULUS THEOPHRATUS BOMBASTUS VON HOHELNEHM<\/strong>, conhecido e eternizado pela alcunha de <strong>PARACELSO <\/strong>e que passou a observar os m\u00e9todos terap\u00eauticos e logo apresentou suas conclus\u00f5es: <strong>GALENO<\/strong> fora um <strong>simpl\u00f3rio<\/strong> e seus disc\u00edpulos e colegas eram todos <strong>imbecis<\/strong>. Disse isso e fugiu da cidade, acusado de feiti\u00e7aria, como aconteceria in\u00fameras vezes durante sua agitada carreira. Na realidade ele perambulava \u00e0 noite pelos cemit\u00e9rios estudando os <strong><em>fogos-f\u00e1tuos<\/em><\/strong>, como eram chamadas as labaredas de fogo que sa\u00edam dos t\u00famulos e consideradas como bruxaria ou coisa do <strong>dem\u00f4nio<\/strong>, mas que sabe-se hoje, nada mais \u00e9 do que os gases metano e nitrog\u00eanio que se desprendem dos corpos em decomposi\u00e7\u00e3o (e de qualquer tipo de mat\u00e9ria org\u00e2nica, pois veja-se a\u00ed o biog\u00e1s) e, em contato com fa\u00edscas el\u00e9tricas oriundas de raios entram em igni\u00e7\u00e3o e provocam o fen\u00f4meno chamado no Brasil de <strong><em>boitat\u00e1.<\/em><\/strong> Era tamb\u00e9m praticante da <strong>astrologia<\/strong>. Era t\u00e3o feiticeiro quanto os m\u00e9dicos de sua \u00e9poca e pelo menos tentava uma <strong>&#8220;feiti\u00e7aria experimental&#8221;<\/strong>. Conquanto tenha provavelmente fulminado menos pacientes com seus experimentos, procurava os caminhos da ci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenvolvendo uma alquimia pr\u00e1tica, <strong>PARACELSO<\/strong> procurava instruir-se n\u00e3o apenas nas universidades, mas tamb\u00e9m em seus passeios pelo campo entre lavradores, pastores, parteiras. Seu grande m\u00e9rito foi o de ter colocado a alquimia a servi\u00e7o da cura dos doentes, Naquelas \u00e9pocas constituiu uma grande inova\u00e7\u00e3o o emprego de subst\u00e2ncias minerais na prepara\u00e7\u00e3o de medicamentos. E a investiga\u00e7\u00e3o, feita por <strong>PARACELSO<\/strong>, resultou em novos e mais ativos medicamentos. Sob sua influ\u00eancia, muitos alquimistas abandonaram definitivamente a busca da <strong><em>&#8220;Pedra Filosofal&#8221;<\/em><\/strong> e se dedicaram \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de drogas, pomadas, corantes, xaropes, perfumes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARACELSO <\/strong>tornou-se popular e conquistou in\u00fameros clientes, o que indica que <strong>ele matava menos gente e de maneira mais suave <\/strong>que os m\u00e9dicos tradicionais. Esse fato pareceu a seus colegas e aos m\u00e9dicos da \u00e9poca, uma abomin\u00e1vel perf\u00eddia e, pelo que se sabe, o ilustre e irreverente cavalheiro chamado <strong>PHILLIPUS AURELUS THEOPHRATUS BOMBASTUS VON HOHENHEIM<\/strong>, popularmente chamado <strong>Paracelso<\/strong> acabou assassinado em 1541, por sic\u00e1rios a mando de seus inimigos, mas deixando seguidores, os <strong>iatroqu\u00edmicos, <\/strong>que s\u00e3o<strong> <\/strong>os <strong>FARMAC\u00caUTICOS-BIOQU\u00cdMICOS <\/strong>de hoje, e que preservaram e estenderam suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 moderna <strong>farmacologia<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os <strong>iatroqu\u00edmicos<\/strong> ampliaram, de modo um tanto confuso, o conhecimento das drogas e popularizaram os extratos vegetais \u00e0 base de \u00e1lcool, as tinturas e as \u00e1gua minerais. Mas a maior contribui\u00e7\u00e3o de <strong>Paracelso <\/strong>foi romper com a tradi\u00e7\u00e3o e iniciar a observa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na terap\u00eautica. Tanto ele como seus disc\u00edpulos haviam se propostos a uma tarefa imposs\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII n\u00e3o se tenha feito um estudo sistematizado da composi\u00e7\u00e3o e propriedades dos corpos, nas numerosas experi\u00eancias alqu\u00edmicas foram descobertas diversas subst\u00e2ncias e compostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo I, <strong><em>Diosc\u00f3rides<\/em><\/strong><em> <\/em>descobriu o meio de preparar o <strong>acetato de chumbo<\/strong> e o <strong>vitr\u00edolo verde<\/strong> (\u00e1cido sulf\u00farico). Os alquimistas \u00e1rabes descobriram a <strong>\u00e1gua-r\u00e9gia<\/strong> (mistura de \u00e1cido clor\u00eddrico com \u00e1cido n\u00edtrico), o <strong>nitrato de prata<\/strong>, as propriedades qu\u00edmicas do salitre.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Geber<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=647 w=320 h=240 float=right]Entre os alquimistas \u00e1rabes destacou-se <strong>JABIR IBN HAYYAN<\/strong><span style=\"font-family: Algerian;\">, <\/span>nascido em 721 e falecido em 813d. C., conhecido na Europa como <strong>Geber e<\/strong> que por volta do ano 750d.C. j\u00e1 contava com uma ci\u00eancia avan\u00e7ada de fus\u00e3o de metais, obtendo o <strong>anidrido ars\u00eanico<\/strong> e o <strong>\u00e1cido n\u00edtrico<\/strong>. Atribui-se ao monge denominado <strong>Alberto Magno<\/strong> (1193-1280) a produ\u00e7\u00e3o do <strong>ars\u00eanico<\/strong> derivado do <strong>anidrido ars\u00eanico<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Valentino<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=649 w=320 h=240 float=left]O monge alquimista <strong>Bas\u00edlio Valentino<\/strong>, que viveu na Renascen\u00e7a, descobriu o <strong>antim\u00f4nio<\/strong> e o <strong>\u00e1cido clor\u00eddrico<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Libavius<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=650 w=320 h=240 float=right]Por volta de 1616d.C., <strong>Andr\u00e9as Libavius<\/strong> produziu o <strong>acetato de chumbo<\/strong>, o <strong>\u00e1cido canf\u00f3rico<\/strong> e o <strong>sulfato de am\u00f4nio<\/strong>. Tamb\u00e9m os processos qu\u00edmicos de <strong>destila\u00e7\u00e3o, filtra\u00e7\u00e3o <\/strong>e <strong>sublima\u00e7\u00e3o<\/strong>, bem como suas aparelhagens, j\u00e1 haviam sido descritos e utilizados pelos alquimistas \u00e1rabes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos laborat\u00f3rios fant\u00e1sticos, com f\u00f3rmulas enigm\u00e1ticas, metais e l\u00edquidos de cores e odores estranhos, os alquimistas medievais eram homens que pareciam ter assinado um pacto com o diabo. Por isso foram muitas vezes perseguidos e condenados \u00e0 morte, acusados de feiti\u00e7aria. No entanto, dessa paix\u00e3o, muitas vezes paga com a pr\u00f3pria vida, surgiu o esp\u00edrito de pesquisa que caracteriza a ci\u00eancia atual. Ela certamente teria perdido tempo, n\u00e3o fossem os sonhos e cren\u00e7as dos <strong>alquimistas.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Maimonides<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=651 w=320 h=240 float=left]<strong>Maimonides<\/strong> (1135-1204d.C.) al\u00e9m de descrever a depress\u00e3o de uma maneira cl\u00ednica detalhada, ainda recomendou um programa de higiene para uma sa\u00fade mental s\u00f3lida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Apenas os idiotas pensam que a alquimia \u00e9 o conhecimento de como obter ouro. O objetivo da alquimia \u00e9 procurar descobrir novos rem\u00e9dios&#8221;. Paracelso. 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