{"id":7781,"date":"2009-12-01T21:36:36","date_gmt":"2009-12-02T00:36:36","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=7781"},"modified":"2022-02-15T03:26:47","modified_gmt":"2022-02-15T03:26:47","slug":"brasil-produz-celula-tronco-sem-embriao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.psc.br\/?p=7781","title":{"rendered":"Brasil produz c\u00e9lula-tronco sem embri\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de c\u00e9lulas-tronco de pluripot\u00eancia induzida. Conhecidas pela sigla iPS &#8211; &#8220;induced pluripotent stem cells&#8221;, em ingl\u00eas -, elas s\u00e3o id\u00eanticas \u00e0s cobi\u00e7adas c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias, com a vantagem de que n\u00e3o necessitam de embri\u00f5es para sua obten\u00e7\u00e3o. Em vez disso, a pluripot\u00eancia (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) \u00e9 induzida &#8220;artificialmente&#8221; em uma c\u00e9lula adulta, por meio da reprograma\u00e7\u00e3o de seu DNA.<!--more--><br \/>\nA t\u00e9cnica, segundo o que os pesquisadores revelaram com exclusividade \u00e0 Ag\u00eancia Estado, n\u00e3o reduz a import\u00e2ncia do estudo das c\u00e9lulas embrion\u00e1rias &#8220;aut\u00eanticas&#8221;, mas diminui a necessidade de destruir embri\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de novas linhagens pluripotentes. Al\u00e9m de facilitar imensamente a produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco oriundas dos pr\u00f3prios pacientes, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 limite no n\u00famero de c\u00e9lulas adultas que podem ser reprogramadas nem \u00e9 preciso passar pelas complica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas (e \u00e9ticas) de fabricar ou clonar um embri\u00e3o para pesquisa.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas quatro outros pa\u00edses j\u00e1 possuem linhagens de c\u00e9lulas iPS registradas na literatura cient\u00edfica: Jap\u00e3o, Estados Unidos, China e Alemanha. A pesquisa brasileira produziu, simultaneamente, em menos de um ano, uma linhagem iPS de c\u00e9lulas humanas e outra de camundongo. Ambas ser\u00e3o disponibilizadas gratuitamente para a comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto foi realizado nos laborat\u00f3rios do neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do biom\u00e9dico Martin Bonamino, da Divis\u00e3o de Medicina Experimental do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), com apoio dos alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Bruna Paulsen e Leonardo Chicaybam. A parceria come\u00e7ou em 2008, depois que Rehen deu uma palestra no Inca. Foi o casamento perfeito: &#8220;O Stevens sabia cultivar as c\u00e9lulas-tronco e a gente sabia produzir os vetores virais para infectar as c\u00e9lulas&#8221;, conta Bonamino. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de c\u00e9lulas-tronco de pluripot\u00eancia induzida. Conhecidas pela sigla iPS &#8211; &#8220;induced pluripotent stem cells&#8221;, em ingl\u00eas -, elas s\u00e3o id\u00eanticas \u00e0s cobi\u00e7adas c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias, com a vantagem de que n\u00e3o necessitam de embri\u00f5es para sua obten\u00e7\u00e3o. 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