Publicado em 12 de julho de 2026
O autismo é uma anomalia genética com penetrância no sexo masculino e cuja principal característica é o isolamento social e ambiental (1).
O que diagnosticam por aí pode ser disfunção cerebral resultante de disritmia sinusal, revelada com um simples eletroencefalograma, mas utilizado para justificar fracassos, eximir-se de muitas responsabilidades e obter diversos privilégios.
Sou psicólogo há 37 anos e minha primeira ação, nesses casos, é a avaliação situacional e da interação do cliente com o ambiente para excluir o autismo verdadeiro. Após isso, peço o EEG dele e, conforme o resultado, encaminho para neurologistas tratarem a disritmia e trato o paciente em psicoterapia.
O que pode ter causado essa explosão de pacientes com distúrbios neurofuncionais é a prescrição de hipoglicemiantes orais durante a gestação.
Além de psicólogo também sou farmacêutico-bioquímico e quando entrei na faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Paraná, há quase 40 anos, o limite de glicose no sangue periférico era 120 mg/dL, mas hoje qualquer hiperglicemia acima de 100 mg/dL é imposta aos médicos pelos pesquisadores a serviço da indústria farmacêutica como diabetes e, na gestação, picos glicêmicos de até 150 mg/dL são comuns e os médicos prescrevem metformina, glibenclamida ou outras sulfonilureias (2) às gestantes, indiscriminadamente.
As sulfonilureias têm como um de seus mecanismos de ação mais importantes a inibição da via do folato (3), a mesma envolvida na síntese da hemoglobina e na fixação da vitamina B12, para baixar a glicemia em gestantes, o que pode estar envolvido nos distúrbios neurofuncionais diagnosticados como autismo.
1. GARDNER, E.; SNUSTAD, D. P. Genética. Rio de Janeiro : Ed. Interamericana, 1987.
2. KOROLKOVAS, A. BURCKHALTER, J. H. Química Farmacêutica.. Rio de Janeiro : Ed. Guanabara Koogan, 1988.
2. RANG, H. P. et all. Farmacologia, 10 ed. Rio de Janeiro : Elsevier, 2025.