Durante praticamente toda a idade média, pôr aproximadamente 1000 anos, do século V ao XV., os monges do clero regular (de clausura), dedicaram-se à pesquisa e ao cultivo das drogas dentro dos mosteiros, encarregando-se de dispensá-las aos necessitados. Leia mais…
outubro, 2009
Quatro anos após a separação oficial da medicina da farmácia, no dia 08 de dezembro de 1.244 d.C. (dia de Nossa Senhora da Imaculada Concepção de MARIA), um grupo de BOTICÁRIOS, CLÉRIGOS e MAÇONS, fundaram a IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA na cidade de Firenzzi, que em 1994 completou 750 anos de total e completa entrega e dedicação aos doentes, desvalidos e deserdados pela fortuna e que chegou ao Brasil com os Jesuítas, os primeiros a se preocuparem com a saúde nestas terras.
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Após a separação da farmácia da medicina, esta última caiu na mais absurda e profunda estagnação, devido ao completo desconhecimento da química e da biologia e à ausência de quaisquer critérios de observação científicos por parte dos novos profissionais que surgiram com essa dissociação: os médicos, sendo que estes baseavam suas medicinas na autoridade dos “antigos, cultuados e venerados cientistas,” de cujos livros, bulas e sutras farmacológicas retiravam suas técnicas e tratamentos e, para se ter uma idéia da situação, basta apenas lembrar e descrever os suplícios do infeliz Príncipe Orsini, regente de um dos Reinos que compunham o território da península itálica, formado pela desagregação do Sacro Império Romano Germânico, atual República Federal da Itália, e que faleceu no ano de 1327 após cometer um erro fatal: após uma indisposição devido à algum prato do cardápio, ele, ao invés de repousar até cessar o mal, chamou os “médicos” que o rodeavam em sua corte e submeteu-se aos “homens da ciências” que o torturaram durante o resto da tarde e pela noite adentro com repetidas sangrias (As sangrias constituíam-se na técnica terapêutica mais utilizada naqueles tempos, sendo realizada ou por meio de incisões das veias cubitais ou pela utilização da sanguessuga – Hirudus medicinalis, sugava o sangue do “freguês”, extraindo-lhe os maus espíritos ou humores), e deram-lhe diversos purgantes e clisteres, tudo com o fito de extrair-lhe os “maus-humores”. Leia mais…
Com a separação das duas profissões, os boticários investidos legalmente pelo édito régio de Sua Alteza o Rei Frederico II passaram, devido às pressões e sanções impostas pelos clérigos da época, a discriminar e marginalizar os alquimistas, tanto que até criaram um juramento, certamente ditado pelos médicos da época e que tinha o seguinte conteúdo: Leia mais…
A separação oficial e efetiva da FARMÁCIA da MEDICINA foi determinada pelo decreto (ou édito) Régio de Sua Majestade o REI FREDERICO II, da dinastia Hohenstaufen, das Duas Sicílias em 1.240 d.C.. Em seu édito estão estabelecidos os direitos, deveres e prerrogativas da nova profissão médica e também o primeiro regulamento da milenar alquimia que daí em diante passou a chamar-se de botica. Leia mais…
“Apenas os idiotas pensam que a alquimia é o conhecimento de como obter ouro. O objetivo da alquimia é procurar descobrir novos remédios”.
Paracelso.
[singlepic id=619 w=320 h=240 float=left]Esta opinião começou a ganhar terreno na renascença, quando viveu, no século XVI d.C. um cavalheiro alemão chamado PHILLIPUS AUREULUS THEOPHRATUS BOMBASTUS VON HOHELNEHM, conhecido e eternizado pela alcunha de PARACELSO e que passou a observar os métodos terapêuticos e logo apresentou suas conclusões: GALENO fora um simplório e seus discípulos e colegas eram todos imbecis. Disse isso e fugiu da cidade, acusado de feitiçaria, como aconteceria inúmeras vezes durante sua agitada carreira. Na realidade ele perambulava à noite pelos cemitérios estudando os fogos-fátuos, como eram chamadas as labaredas de fogo que saíam dos túmulos e consideradas como bruxaria ou coisa do demônio, mas que sabe-se hoje, nada mais é do que os gases metano e nitrogênio que se desprendem dos corpos em decomposição (e de qualquer tipo de matéria orgânica, pois veja-se aí o biogás) e, em contato com faíscas elétricas oriundas de raios entram em ignição e provocam o fenômeno chamado no Brasil de boitatá. Era também praticante da astrologia. Era tão feiticeiro quanto os médicos de sua época e pelo menos tentava uma “feitiçaria experimental”. Conquanto tenha provavelmente fulminado menos pacientes com seus experimentos, procurava os caminhos da ciência.
Desenvolvendo uma alquimia prática, PARACELSO procurava instruir-se não apenas nas universidades, mas também em seus passeios pelo campo entre lavradores, pastores, parteiras. Seu grande mérito foi o de ter colocado a alquimia a serviço da cura dos doentes, Naquelas épocas constituiu uma grande inovação o emprego de substâncias minerais na preparação de medicamentos. E a investigação, feita por PARACELSO, resultou em novos e mais ativos medicamentos. Sob sua influência, muitos alquimistas abandonaram definitivamente a busca da “Pedra Filosofal” e se dedicaram à preparação de drogas, pomadas, corantes, xaropes, perfumes.
PARACELSO tornou-se popular e conquistou inúmeros clientes, o que indica que ele matava menos gente e de maneira mais suave que os médicos tradicionais. Esse fato pareceu a seus colegas e aos médicos da época, uma abominável perfídia e, pelo que se sabe, o ilustre e irreverente cavalheiro chamado PHILLIPUS AURELUS THEOPHRATUS BOMBASTUS VON HOHENHEIM, popularmente chamado Paracelso acabou assassinado em 1541, por sicários a mando de seus inimigos, mas deixando seguidores, os iatroquímicos, que são os FARMACÊUTICOS-BIOQUÍMICOS de hoje, e que preservaram e estenderam suas contribuições à moderna farmacologia.
Os iatroquímicos ampliaram, de modo um tanto confuso, o conhecimento das drogas e popularizaram os extratos vegetais à base de álcool, as tinturas e as água minerais. Mas a maior contribuição de Paracelso foi romper com a tradição e iniciar a observação científica na terapêutica. Tanto ele como seus discípulos haviam se propostos a uma tarefa impossível.
Embora até o início do século XVIII não se tenha feito um estudo sistematizado da composição e propriedades dos corpos, nas numerosas experiências alquímicas foram descobertas diversas substâncias e compostos.
No século I, Dioscórides descobriu o meio de preparar o acetato de chumbo e o vitríolo verde (ácido sulfúrico). Os alquimistas árabes descobriram a água-régia (mistura de ácido clorídrico com ácido nítrico), o nitrato de prata, as propriedades químicas do salitre.
Geber
[singlepic id=647 w=320 h=240 float=right]Entre os alquimistas árabes destacou-se JABIR IBN HAYYAN, nascido em 721 e falecido em 813d. C., conhecido na Europa como Geber e que por volta do ano 750d.C. já contava com uma ciência avançada de fusão de metais, obtendo o anidrido arsênico e o ácido nítrico. Atribui-se ao monge denominado Alberto Magno (1193-1280) a produção do arsênico derivado do anidrido arsênico.
Valentino
[singlepic id=649 w=320 h=240 float=left]O monge alquimista Basílio Valentino, que viveu na Renascença, descobriu o antimônio e o ácido clorídrico.
Libavius
[singlepic id=650 w=320 h=240 float=right]Por volta de 1616d.C., Andréas Libavius produziu o acetato de chumbo, o ácido canfórico e o sulfato de amônio. Também os processos químicos de destilação, filtração e sublimação, bem como suas aparelhagens, já haviam sido descritos e utilizados pelos alquimistas árabes.
Nos laboratórios fantásticos, com fórmulas enigmáticas, metais e líquidos de cores e odores estranhos, os alquimistas medievais eram homens que pareciam ter assinado um pacto com o diabo. Por isso foram muitas vezes perseguidos e condenados à morte, acusados de feitiçaria. No entanto, dessa paixão, muitas vezes paga com a própria vida, surgiu o espírito de pesquisa que caracteriza a ciência atual. Ela certamente teria perdido tempo, não fossem os sonhos e crenças dos alquimistas.
Maimonides
[singlepic id=651 w=320 h=240 float=left]Maimonides (1135-1204d.C.) além de descrever a depressão de uma maneira clínica detalhada, ainda recomendou um programa de higiene para uma saúde mental sólida.
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Embora as origens dos povos Hindus remontem à idade antiga, ela está contada nesta sessão para não se perder a continuidade do texto. Leia mais…
Na Idade Média, à medida que se formavam os reinos “bárbaros” sobre as ruínas do Império Romano, pouco a pouco se modificaram as instituições políticas, econômicas e sociais. Já pelo século X estava enraizado o Feudalismo, que foi sem dúvida a mais marcante das instituições medievais. Leia mais…

