Existe autismo leve?

O autismo é uma anomalia genética com penetrância no sexo masculino e cuja principal característica é o isolamento social e ambiental (1).

O que diagnosticam por aí pode ser disfunção cerebral resultante de disritmia sinusal, revelada com um simples eletroencefalograma, mas utilizado para justificar fracassos, eximir-se de muitas responsabilidades e obter diversos privilégios.

Sou psicólogo há 37 anos e minha primeira ação, nesses casos, é a avaliação situacional e da interação do cliente com o ambiente para excluir o autismo verdadeiro. Após isso, peço o EEG dele e, conforme o resultado, encaminho para neurologistas tratarem a disritmia e trato o paciente em psicoterapia.

O que pode ter causado essa explosão de pacientes com distúrbios neurofuncionais é a prescrição de hipoglicemiantes orais durante a gestação. Hoje, qualquer hiperglicemia acima de 100 mg/dL é considerada pelos médicos como diabetes e, na gestação, picos glicêmicos de até 150 são comuns, mas os médicos prescrevem sulfonilureias (metformina, glibenclamida), que têm como um de seus mecanismos de ação a inibição da via do folato, a mesma envolvida na síntese da hemoglobina e na fixação da vitamina B12, para baixar a glicemia em gestantes, o que pode estar envolvido nos distúrbios neurofuncionais diagnosticados como autismo.


1. GARDNER, E.; SNUSTAD, D. P. Genética. Rio de Janeiro : Ed. Interamericana, 1987.

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