Vereadora de Curitiba faz apologia ao uso de drogas abuso

Uma professora — note bem, PROFESSORA — distribuindo panfleto ensinando “a maneira correta de usar cada tipo de droga de abuso”.

Se não fosse trágico, seria cômico, mas não é nenhum dos dois. É CRIME PREVISTO EM LEI! A apologia ao crime, de qualquer tipo, está disposta no art. 286, da lei nº2.848/40, de 7 de dezembro de 1940, conhecido universalmente como código penal, e cuja pena é de três a seis meses ou multa.

Professora que incita o uso de drogas ilícitas já comete um crime gravíssimo, o que ensejaria a cassação de seu diploma de licenciatura e o banimento do sistema educacional. Contudo, neste caso, há o agravante de ter sido usado dinheiro do contribuinte para imprimir os panfletos, incorrendo no crime de peculato, disposto no art. 312 da mesma Lei nº 2.848/40, com pena de dois a doze anos de reclusão “E” multa. No caso do crime de incitação, a pena pode ser convertida em multa, por isso a conjunção “ou” após a pena; mas no caso de peculato, além da pena, aplica-se a multa no valor do prejuízo causado ao erário, ou mais, conforme a gravidade e a extensão do crime.

O que se pretende com a apologia ao uso de drogas? O que se espera com a destruição da juventude por meio de drogas de abuso? Enfraquecer a sociedade para dominá-la? E quem trabalhará e sustentará os beneficiários dos programas sociais, os políticos corruptos, os magistrados corrompidos e os militares covardes e inúteis?

Pior que o caso dessa pseudo professora militante militOntA é o Conselho Regional de Psicologia da 8ª Região criar um grupo de trabalho (GT) “Psicologia, Maconha e Psicodélicos” para discutir o uso dessas drogas ilícitas na terapia, como uma resposta à guerra antidrogas e crítica ao proibicionismo. Crítica ao proibicionismo… Isso é coisa de adolescente, de rebelde sem causa, e não de profissionais que se dizem ou se acham cientistas.

Maconha e psicodélicos (LSD, mescalina, psilocibina e o DMT) não são proscritos (proibidos) porque meia dúzia de puritanos, pastores evangélicos, rabinos ou padres um dia sonharam com o Salvador lhes dizendo ser “pecado”, mas porque comprovadamente destroem física e mentalmente os usuários.

Milhares de experimentos de farmacologia básica com modelos animais, observacionais comportamentais e in vitro, além de ensaios clínicos conduzidos por centros de pesquisa e cientistas idôneos e renomados, demonstraram a letalidade das drogas de abuso, e não serão psicólogos que atestarão o contrário.

Psicólogos sequer sabem para que serve a tabela periódica dos elementos químicos e se metem a discutir farmacologia. Jamais fizeram ou conduzirão um ensaio clínico de fase III multicêntrico, randomizado, duplo-cego, até porque eles não têm competência legal e menos ainda técnica para isso, e impõem suas ideias distorcidas da realidade sob o mantra da “crítica ao proibicionismo”.

O delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC), alcaloide majoritário da Cannabis sativa, liga-se a receptores centrais chamados canabinoides ou CBs. Existem dois receptores dessa família: o CB1, central, e o CB2, periférico. O CB1 tem como agonista endógeno a anandamida, enquanto o agonista do CB2 é o diacil-aracdonil-glicerol, mais conhecido pela abreviatura DAG. O THC faz um agonismo competitivo pelo receptor CB1, deslocando a anandamida e ocupando o sítio de ligação, produzindo seu efeito psicoativo.

O problema é que o sistema canabinoide está intimamente ligado ao bulbo rostral ventromedial (RVM) e à substância cinzenta periaquedutal, exercendo atividade de modulação do estímulo doloroso e controle da dor. Sob estimulação contínua pelo agonista THC, poderá cronificar dores agudas, legando ao Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) — que é sustentado pelo contribuinte que trabalha, produz e paga impostos — uma multidão de inválidos que acabarão sendo aposentados devido a dores crônicas. Será que os psicólogos desse tal GT Psicologia, Maconha e Psicodélicos sabem disso?

Não bastou o vídeo vergonhoso dos “psicólogues”, que circulou em tudo quanto foi grupo de WhatsApp e escandalizou multidões. Ainda tem psicólogo que insiste em passar vergonha e envergonhar os demais profissionais.

O vídeo acima foi recebido de um grupo de WhatsApp de Obreiros de São João.

Quem não está contente com suas atribuições, se quer praticar a farmacoterapia, prescrevendo o que bem entender, que passe em um vestibular de medicina, odontologia ou veterinária, as três únicas profissões que têm a prescrição farmacoterapêutica como prerrogativa legal.

Não adianta os psicólogos me criticarem, me condenarem, me ameaçarem de processo ético, porque conheço muito bem a formação acadêmica deles, o código de ética, no qual baseio este alerta à classe, e os limites da profissão. Não estou infringindo nenhum artigo do Código de Ética Profissional do Psicólogo em vigor, instituído pela Resolução nº 10/05.

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Um comentário em “Vereadora de Curitiba faz apologia ao uso de drogas abuso

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