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As Ciências Alquímicas Através dos Tempos
19 de outubro de 2009 | Autor:

Pré-história

Idade Antiga

Idade Média

Idade Moderna

Idade Contemporânea

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Categoria(s): História |  Comente
Introdução
19 de outubro de 2009 | Autor:

“A história é como um profeta: tem os pés no presente, os olhos voltados para trás, e contra o que foi, prediz o que virá”.

– Eduardo Galeano.

“O historiador não escreve a história, apenas transcreve os fatos, baseando-se na interpretação dos documentos verídicos que encontra. Quem escreve a história é o protagonista dos eventos, pois é ele quem controi o momento, o episódio, o acontecimento.”

– O Autor.

Esta obra traz um breve relato da história da farmácia. Uma história feita de muito sacrifício, perspicácia, espírito de aventura, busca incessante de novos conhecimentos e descobertas. Uma história repleta de lances heróicos, fascinantes e até engraçados e pitorescos. Uma história que teve muitos de seus episódios escritos com a ponta e o fio da espada, usando como tinta o sangue dos alquimistas e boticários do passado e como borracha de apagar “erros” (entre “aspas” porque a farmácia era vista como algo errado, apesar de os verdadeiros errados serem os algozes inquisitores, reis, tiranos, clérigos e todos os que viam nos farmacêuticos uma ameaça à sua supremacia), as chamas das fogueiras da intolerância política ou religiosa. Uma história de um milhão de anos que se inicia no exato momento em que os primeiros humanóides apareceram sobre a terra e se desenrola graças a dedicação, devoção e doação de si mesmos dos pioneiros desta gloriosa ciência, cujas vidas sacrificaram em prol da ciência que sempre foi abraçada com devoção, louvor e até fervor por todos os que ousam romper com o comodismo, com o dogmatismo barato das pseudo-ciências que se dizem sérias, mas que na realidade vivem penduradas nas pesquisas e nas descobertas dos boticários, alquimistas e farmacêuticos de todos os tempos e lugares do universo.

Além da história da Farmácia, inclui-se também um breve histórico da Psicologia que também é antiga como ciência, apesar de ter se tornado profissão apenas há pouco tempo, mais precisamente no começo desse século XX. A psicologia caminhou junto com a farmácia nas épocas em que não havia divisões precisas entre as ciências, no tempo em que existia apenas a alquimia e a propedêutica, mas não possuíam elas seu campo delimitado, seu espaço próprio e por isso a psicologia vivia embutida nos dogmas, pressupostos e arcabouços dos alquimistas.

Finalizando, traz ainda um resumo da história da Educação, justificada pelo fato de todas as transformações sociais e científicas terem sido determinadas por ações educacionais, ou então conseqüências do ensino.

Objetivando clarificar melhor a origem dos fatos históricos ligados às ciências aqui estudadas historicamente, acrescentou-se um relato da história de cada povo, instituição ou movimento que contribuiu para os acontecimentos narrados aqui e para que o leitor possa ter uma idéia de como era o mundo e as pessoas nas épocas citadas.

A idéia deste trabalho de pesquisa histórica nasceu da dificuldade em se encontrar numa única referência bibliográfica, a história da farmácia e quando, como estudante de graduação do Curso de Farmácia do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, necessitei elaborar um relatório de estágio em farmácia de manipulação e dispensação, e como sempre apreciei muito a história, tendo a convicção de que o profissional desconhecedor ou ignorante sobre a história de sua profissão, de sua ciência, não passa de um pseudo-profissional, cheio de importância mas nulo de eficiência, resolvi buscar um pouco da história de nossa profissão e transcrevi resumidamente em meu relatório intitulado “Memória do estágio em manipulação e dispensação” e quando minha supervisora, a professora Meri de Oliveira Poluchuk o recebeu para corrigir, me agraciou com a nota máxima, com menção de “10 (dez) com louvor” e seu entusiasmo levou-me a prosseguir na pesquisa, na busca de documentos e fatos históricos incontestáveis e comprováveis com documentos, chegando a esse texto que agora apresento, após três anos de pesquisa, reconhecendo não ser completo, ou seja: não contém toda a história da farmácia e da psicologia, pois grande parte de seus lances mais belos, corajosos ou pitorescos ficaram perdidos e enterrados no passado. A grande maioria dos documentos foram destruídos pelos inimigos da nossa ciência-mãe, a alquimia, quer sejam eles: os médicos e a Igreja Católica medieval.

Os primeiros viam na alquimia uma ameaça à sua supremacia como senhores da ciência, enquanto a igreja católica, temente do poder contestador dos alquimistas, procurava renegá-los aos graus de hereges, de enfeitiçados, de possuídos ou de discípulos de satanás. Infelizmente esse estado de coisas atravessou toda a idade média a perdurou até meados do século XVIII, podendo se dizer, sem um mínimo de dor na consciência que esse comportamento vil e mesquinho dos donos do poder daquelas épocas emperrou as ciências e atrasou em séculos, ou mesmo em milênios o progresso e o desenvolvimento da humanidade, ou então sua autodestruição. Quem sabe?

Embora esta obra esteja dividida em sessões, capítulos e tópicos, durante toda a extensão da obra aparecerão associações entre fatos e eventos ocorridos no passado ou no futuro, pois a história não é uma ciência estanque, compartimentalizada. Cada fato histórico corrobora o que está escrito em pontos mais a frente ou atrás da citação lida no momento e por isso, neste texto aparecem fatos ocorridos na antigüidade clássica sendo relacionados e comentados comparativamente com fatos ocorridos na idade contemporânea, e vice-versa, de modo que o leitor pode ter uma visão global dos motivos reais da ocorrência do fato histórico, ratificando a máxima de Eduardo Galeano transcrita na epígrafe dessa introdução à obra.

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Agradecimentos
19 de outubro de 2009 | Autor:

À DEUS, em quem acredito e confio, pela inspiração e graça de elaborar e executar este projeto.

A todos pais e mães brasileiros, nas pessoas de meus pais, NELSON ANTONINI (in memoriam) e MARIA HELENA ANTONINI, pois o amor tem nuances que só ele pode explicar. Permitiram-me a vida por amor. Emprestaram-me suas bocas para que pudesse falar, seus pés para que eu pudesse andar, seu amor para que pudesse existir e como se a existência fosse pouco, deram parte de suas vidas para que a minha existência tivesse sentido. Hoje, apesar de muito ter aprendido, não aprendi ainda algo que seja suficiente em substituir um simples obrigado.

À minha irmã, Professora NELMA ANTONINI BERTOLAZZO, pela colaboração na revisão da história da educação.

Ao Farmacêutico-bioquímico Doutor MUSTAFA HASSAN ISSA pela colaboração na revisão das histórias da farmácia e da psicologia ligadas aos povos muçulmanos.

À Professora MERI DE OLIVEIRA POLUCHUK, supervisora e responsável pela disciplina de Estágio Supervisionado em Farmácia, do Curso de Farmácia do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, cujo entusiasmo e confiança serviram de incentivo para a elaboração deste projeto de pesquisa.

Às Farmacêuticas-Bioquímicas Doutoras MARIÂNGELA MENDES DE GODOY e ALDACÉLIA BRUM RIBEIRO, da Farmácia do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz e Dom Alberto, pela orientação dispensada durante o estágio curricular em farmácia de manipulação e dispensação e que serviram de ponto de partida para este livro.

Ao Professor Doutor JOSÉ CRIPPA pelos valiosos ensinamentos que me guiam até hoje pelos tortuosos caminhos das ciências.

À Senhora RITA MARIA PERDONCINI, bibliotecária responsável pela Biblioteca do Curso de Farmácia do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná pela catalogação e pela colaboração na busca do material histórico para a execução deste projeto.

À Senhora LEONILDA HONNICKE e à Senhorita ADRIANA GABRIEL pelos trabalhos de digitação e diagramação dessa obra.

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Dedicatória
19 de outubro de 2009 | Autor:

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Colaboradores
19 de outubro de 2009 | Autor:

É permitida a reprodução parcial, desde que citada a fonte.

Depósito legal na Biblioteca Nacional, conforme Decreto 1825, de 20 de dezembro de 1907.

Colaboradores:

  • Dr. MUSTAFA HASSAN ISSA – Revisão da História Árabe e outros povos do Oriente Médio.
  • Profa. NELMA ANTONINI BERTOLAZZO – Revisão da História da Educação.
  • Sra. LEONILDA HONNICKE – Digitação.
  • Sra. RITA MARIA PERDONCINI – Catalogação e Pesquisa Bibliográfica.
  • Srta. ADRIANA GABRIEL – Digitação.

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Ficha Catalográfica
19 de outubro de 2009 | Autor:
  • Ficha catalográfica da edição impressa preparada pela Biblioteca do Curso de Farmácia do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná.
Antonini, Vladimir, – 1963-História da Farmácia e da Psicologia / Vladimir

Antonini. – Curitiba : V. Antonini, 1997.

Inclui bibliografia

1. Farmácia – História. 2. Psicologia – História.

I. Título.

CDD(20a ed.): 615.1

CDU: 615.1 + 159.9

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Página inicial
19 de outubro de 2009 | Autor:

 

589_1

 

 

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História da Farmácia e da Psicologia
19 de outubro de 2009 | Autor:

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Ilustrações prévias desta série têm apresentados casos no quais a infecção por HPV era a única anormalidade. Problemas diagnósticos aumentam quando além desta há anormalidade nuclear borderline à discariose. Em casos onde são diagnosticadas células discarióticas, a conduta do caso seguirá o que é normalmente previsto para o grau de neoplasia intra-epitelial (Kaufman et al., 1983), e mesmo quando as alterações são borderline, é aconselhável recorrer-se à colposcopia e biópsia uma vez que a superfície queratótica pode prevenir esfoliação de mais células anormais.

134. Infecção por HPV: discariose leve. Neste caso o esfregaço cervical contém coilocitose com células levemente discarióticas. (X 320)

135. Infecção por HPV com NIC I: biópsia colposcópica. Esta biópsia foi feita do caso ilustrado em 134. NIC I é visto no tecido infectado. (H&E, X 80)

136. Infecção por HPV com NIC I: biópsia colposcópica. Em maior aumento a normalidade nuclear acentuada presente na coilocitose pode ser vista. (H&E X 320)

137. Infecção por HPV. Para complementação, um exame de imunocitoquímica na identificação da infecção do HPV é apresentado. Este campo mostra uma reação positiva em uma escama isolada presente no esfregaço cervical. (Fosfatase imunoalcalina, X 400)

138. Infecção por HPV: biópsia da cérvix. Uma reação similar é vista na secção da biópsia cervical. (Fosfatase inumoalcalina, X 160)

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Categoria(s): Citologia |  8 Comentários

67. Mitoses. Mitoses são menos comumente vistas no material citológico do que em tecido, mas elas podem ser encontradas quando há uma regeneração tecidual rápida. É mais comum achá-la em fragmentos, mas esse tem exemplo é em uma única célula parabasal. Em reações benignas as mitoses são usualmente normais. (X 400)

68. Cariorrexe. É necessário distinguir mitoses de fragmentação degenerativa dos núcleos como os vistos nas células parabasais neste campo ponto esta forma de degeneração é descrita como Cariorrexe; outras formas incluem cariólise (69) e citólise (6). (X 120)

69. Cariólise. O núcleo da célula no centro do campo quase desapareceu. Sua posição é identificada por uma pálida e incompleta membrana.(X 125)

70. Fagocitose. Histiócitos multinucleares gigantes são vistos no esfregaço de pacientes com infecção crônica ou em uma reação granulomatosa. Estes podem fagocitar resto dos nucleares, como visto neste campo. (X160)

71. Vacúolos citoplasmáticas contendo um polimorfonucleares. Uma aparência lembrando fagocitose é vista quando polimorfos invadem vacúolos degenerativas em células escamosas ou colunares. As células nos vacúolos são algumas vezes referidas como células engolfadas. Notar que neste campo os polimorfos invasores aparecem viáveis quando comparado com fragmentos nucleares em 70.(X 160)

72. Multinucleação. Quando há regeneração tissular rápida, os núcleos podem replicar mais rapidamente que a divisão citoplasmática. Isto resulta em no multinucleação com aspectos nucleares benignos os quais têm aparência idêntica. Neste campo a uma célula trinucleada com núcleos hipocromáticos e aumentados e abaixo desta está uma outra célula com um único no aumentado hipocromático. Mudanças similares têm sido relatadas com deficiência de ácido fólico (van Niekerk. 1966). (X 250)

73. Hiperplasia reativa. O aumento dos núcleos é comum nas células que mostram alterações reativas. A cromatina nuclear pode estar dispersa. Sendo assim, o núcleo aparece hipocromático. Em outros casos a degeneração pode causar necrose coagulativa e a cromatina nuclear torna-se hipercromática e pouco nítida. Ambas as aparências nucleares são vistas neste campo. Além disso, halos perinucleares são vistos, juntos com restos, contidos em vacúolos no citoplasma. Uma célula é binucleada.

74. Alterações reativas: células escamosas. Neste campo os núcleos são grandes, com dispersão de cromatina dando uma aparência granular. Alguma degeneração nuclear está presente e a coloração citoplasmática é pouco nítida. (X 160)

75. Alterações reativas: células colunares endocervicais. Neste campo uma fileira de células colunares endocervicais apresentam-se aumentadas, com núcleos pálidos com nucléolos evidentes. A coloração é geralmente pouco nítida e em algumas células a coloração citoplasmática é anfofílica. Polimorfos estão presentes e muitos estão degenerados. Esfregaços pouco nítidos pobremente corados são vistos comumente com infecção e os relatórios podem ser incertos. Estes esfregaços poderiam ser repetidos após tratamento de infecção. (X 160)

76. Alterações reativas: células metaplásicas. Neste campo de células metaplásicas há núcleos grandes e granulares. Halos perinucleares são vistos em umas poucas células e há algumas vacuolizações citoplasmáticas. Comparações com 156 e 159 mostrarão que quando há aumento da granularidade de cromatina nuclear as alterações começam a ficar próximas da discariose. (X160)

77. Alterações reativas: células metaplásicas. Neste campo há mais degeneração nuclear e hipercromasia; cariorrexe é vista ocasionalmente na célula. O citoplasma é denso e anfólilo em algumas células. (X 160)

78. Alterações reativas: células colunares endocervicais. Em aumento maior este grupo de células colunares endocervicais mostra alterações reativas acentuadas, com nucléolos proeminentes os quais variam em tamanho e número de célula para célula. Um vacúolo contendo polimorfos está presente em uma mitose normal. Este grau de reatividade pode causar dificuldades ao diagnóstico, mas a presença regular de cromatina finamente granulada seria notada como evidência de que estas células são benignas. (X 250)

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Categoria(s): Citologia |  6 Comentários